terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Atividade sobre a música "Samurai", de Djavan


Samurai


Aaaaai, 

Quanto querer

Cabe em meu coração!

Aaaaaaai,
Me faz sofrer
Faz que me mata
E, se não mata, fere.

Vaaaaai
Sem me dizer
Na casa da paixão

Saaaaai
Quando bem quer
Traz uma praga
E me afaga a pele
Crescei, luar

Pra iluminar as trevas

Fundas da paixão

Eu quis lutar
Contra o poder do amor
Caí­ nos pés do vencedor
Para ser o serviçal
Do samurai

Mas eu tô tão feliz
Dizem que o amor atrai
(Djavan)

01) Justifique o título dado à canção:

02) Copie do texto uma interjeição, dizendo que emoção ou sentimento ela expressa:

03) Explique os versos em destaque na música, respectivamente:

04) Que pedido o eu lírico faz? E a quem? Comente:

05) Existe no texto alguma contradição, algum paradoxo? Se sim, qual? Explique o seu raciocínio:

06) Copie da canção uma passagem que revela que não é eu lirico que "dá as cartas" na relação:

07) Que mensagem a música transmitiu?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Atividade sobre o paradidático "Sempre haverá um amanhã", de Giselda Laporta Nicolelis


Sinopse: Ele sempre quisera aquela filha, que viria complementar a felicidade daquela casa, somando-se aos dois meninos. E nasceu Mahara, com seus olhinhos azuis, mas, aos poucos, ele foi percebendo que ela tinha um jeito distante, tranquilo demais, largado, de ficar no berço... 

01) Justifique o título dado ao livro em questão:

02) Que pessoas compunham a família de Mahara?

03) Que diferenças de comportamento havia entre Samanta e Daniel?

04) Como eles reagiram diante do problema de Mahara? Como você acha que reagiria?

05) À medida que Mahara se desenvolve fisicamente, que novas preocupações surgem na cabeça de Daniel?

06) Por que foi importante a reunião que Alexia fez com os pais no começo do ano?

07) Depois de algum tempo, Mahara frequentou uma escola para crianças normais. Como foi a experiência dela nessa escola? 

08) Daniel e Samanta tinham temperamentos opostos e agiam de formas diferentes com relação ao problema de Mahara. Na sua opinião, um tinha mais razão que o outro? Ou os dois acabaram contribuindo positivamente para o desenvolvimento da filha? Por quê? 

09) Que mensagem o livro transmite? 

10) Como a sociedade brasileira encara a questão do deficiente mental? O que você pensa a respeito disso? 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Atividade com Anúncio Publicitário - Dakota



01) Podemos afirmar que o texto acima pertence ao gênero "Anúncio publicitário"? Por quê?

02) Trata-se de um texto considerado híbrido? Justifique sua resposta:

03) Quem é o anunciante? O que é anunciado?

04) Qual o público-alvo desse anúncio? Por quê?

05) Qual a intenção de tal anúncio? Ele é alcançado?

06) Para persuadir o leitor, que verbo foi utilizado? Em que modo ele se encontra?

07) Explique qual a função dessa forma verbal na construção do anúncio:

08) Como é construída a relação de sentido entre linguagem verbal e visual? Quais são esses elementos? 

09) Localize no anúncio os modalizadores apreciativos utilizados com o intuito de convencer o consumidor das vantagens oferecidas pelo produto anunciado:

10) Justifique a função desses modalizadores no texto: 

Atividade sobre Anúncio Publicitário - "Faber Castell e Coruja"


Texto presente no anúncio: A Faber Castell é líder mundial na fabricação de lápis a partir da madeira plantada. Ela tem as maiores áreas de plantações de mandeira do mundo para fabricação de lápis e é a única empresa a usar madeira plantada em toda sua produção de lápis de cor e lápis grafite. Assim, ela produz a matéria prima de que precisa, preservando a flora e a fauna naturais. O respeito pela natureza é e sempre foi a filosofia de trabalho da Faber Castell. Afinal, uma empresa sempre dedicada à educação só poderia mesmo dar uma lição de ecologia. 

01) Explique o título presente no anúncio, dizendo que impacto ele causa nas pessoas:

02) Copie do texto explicativo o argumento que sustenta esse título:

03) Quem é o anunciante? E qual produto é anunciado?

04) Qual o slogan presente? Copie-o, explicando a ambiguidade nele presente:

05) Qual o objetivo do anúncio publicitário em questão?

06) Por que a empresa se destaca das demais? O que ela revela?

07) O que a coruja representa? Ela corresponde à linguagem verbal ou não verbal? Por quê?

08) O que o lápis está substituindo? Com que intenção?

09) Que lição de ecologia tal empresa dá? Comente:

10) Crie um balãozinho de fala ou de pensamento para a coruja, considerando o contexto:

11) De 0 a 10, quanto você daria a esse anúncio? Justifique sua resposta:

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Atividade sobre a música "Aquarela", de Toquinho


Aquarela

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E, se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai um pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu

Vai voando, contornando a imensa curva norte-sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando
É tanto céu e mar num beijo azul

Entre as nuvens, vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
E se a gente quiser, ele vai pousar.

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo

Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia, enfim...
Descolorirá

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá

(Toquinho e Vinícius de Moraes)


01) Justifique o título da música, aproveitando para sugerir um outro:

02) Copie do texto um par de antítese, explicando seu raciocínio:

03) A viagem de que é falada na música é real ou imaginária? Justifique sua resposta, utilizando uma ou mais passagem do texto: 

04) O que significa que a "aquarela" descolorirá? Isso lhe dá tristeza, alegria ou algum outro sentimento? Explique: 

05) O que a passagem destacada no texto desperta em você? É bom ou não não saber onde vai dar?

06) Circule na canção todos os substantivos, dizendo quantos você encontrou e comparando com os seus colegas: 

07) Que mensagem a música transmite? Comente:

08) Localize na canção:

a) três numerais:
b) três adjetivos:
c) um substantivo composto:
d) dois substantivos no grau diminutivo:
e) três substantivos próprios:

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Atividade sobre o texto "Yes, nós temos Haloween", de Roberto Pompeu de Toledo


Yes, nós temos Halloween

Agora sim. Agora vamos. Um importante passo no rumo da inserção do Brasil no Primeiro Mundo foi dado nos últimos anos com o início da celebração, por aqui, da festa conhecida como Halloween. Sim, já há Halloween no Brasil. Em pleno Brasil lindo e trigueiro, para não dizer inzoneiro, este Brasil brasileiro, terra de vatapá, caruru e munguzá, havia na semana passada lojas vendendo roupas e chapéus de bruxa. Escolas promoviam festas alusivas à data. Casas noturnas anunciavam bailes comemorativos.


Crianças invadindo as casas e pedindo doces, senão fazem malvadezas: "Me dê um trato ou faço uma traquinagem!" Abóboras ocas, chapéus cônicos, vassouras voadoras. Dá para acreditar que isso esteja ocorrendo no Brasil, até ontem tão atrasado? Para os leitores que não sabem o que é Halloween, pois nem tudo é perfeito, ainda, no Brasil, trata-se daquele evento, na véspera do Dia de Todos os Santos, com o qual os americanos celebram o Dia das Bruxas. Pois agora já estamos quase iguais aos americanos. Temos Halloween. Yes, nós temos Halloween.



O fenômeno por enquanto circunscreve-se às áreas chiques de São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades. O povão ainda não chegou lá. Na verdade, o povão sempre chega atrasado. Em seu meio, ainda nem existe o hábito de colar adesivos com gracejos em inglês no automóvel. A rigor, a grande maioria nem tem automóvel. Portanto, mesmo se fosse a Miami e comprasse um adesivo, não teria onde colar.



O Halloween veio culminar uma série de avanços ultimamente experimentados pela boa sociedade brasileira. Já há lugares onde se pode pedir sorvete de vanilla, muito superior ao de baunilha. As redes de sorveteria "La Basque" e "Babuska" oferecem vanilla. Mesmo que a palavra seja de origem espanhola, foi incorporada pela língua inglesa, e os americanos a utilizam. Vale dizer que, no "La Basque" e na "Babuska", toma-se sorvete em inglês, o que impressiona muito mais ao paladar. Também há lojas que anunciam sales e oferecem produtos com preços 10% off, ou 20% off, o que é muito mais vantajoso do que uma simples liquidação que ofereça descontos equivalentes. E já se pode ligar para uma pizzaria que faça delivery, em vez de entrega, sem falar na inominável venda para viagem. Com a delivery, garantem-se rapidez e segurança no percurso.



Em certas esquinas de shopping center, olha-se em volta e só se vê inglês. Mergulha-se então na magia dos Ws e Ys, na simpatia do S. Esse Brasil, sim, dá gosto. Ele fazia por merecer o Halloween, que mesmo que fosse só uma palavra, sem significado, já nos conduziria a um mundo de encantamento, com sua formidável carga de Ls e Es duplos, enriquecido ainda por um W e um H como deve ser, não mudo e inútil, mas trabalhado desde o fundo da garganta, sem medo de ser ouvido. O Brasil que dá gosto é aquele que não parece Brasil. Não. O Brasil que dá gosto é aquele que não só não parece o Brasil, mas parece os Estados Unidos. É a este que, como numa vassoura de bruxa, nos transporta o Halloween.



Talvez o leitor tenha desconfiado de que se tentou fazer ironia, neste texto. Mas talvez não, dadas as deficiências do escriba. Então vai-se direto ao ponto: festejar o Halloween, no Brasil, é coisa de basbaques. Assim como saborear "vanilla", vender "off" e despachar "delivery". É coisa de imitadores. Ainda se fosse para imitar o que a civilização americana tem de fundamental, como o respeito à lei e à ética do trabalho, vá lá. Mas não - é para imitar pela rama, ciscando no que há de estéril e superficial. Ora, imitar, macaquear, querer igualar-se àquele que se considera superior pelas vãs artimanhas do arremedo não é apenas confessar-se inferior, nem falsificar-se a si mesmo como outros falsificam uísque. Antes, é uma das mais antigas e consistentes formas de ser tolo.

(Roberto Pompeu de Toledo)

01) Justifique o título empregado no texto em questão:

02) Observe que tal título faz referência a uma música famosa de Carmem Miranda, chamada "Yes, nós temos banana". Com que objetivo seria? 

03) No decorrer do texto há outras intertextualidades, ligadas a outras músicas conhecidas. Quais são essas músicas e as respectivas passagens? 

04) Qual o tema abordado no texto? 

05) Como o autor claramente se posiciona com relação a esse tema? Comente:

06) Por que algumas palavras apareceram no texto em itálico ou entre aspas?

07) Que mensagem o texto transmitiu? 

08) Posicione-se, sinceramente, sobre a polêmica abordada no texto, argumentando bem: 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Atividade sobre o texto "Tropeções da inteligência", de Rubem Alves


Tropeções da inteligência

Há a história dos dois ursos que caíram numa armadilha e foram levados para um circo. Um deles, com certeza mais inteligente que o outro, aprendeu logo a se equilibrar na bola e a andar no monocilo, o seu retrato começou a aparecer em cartazes e todo o mundo batia palmas: "Como é inteligente!" O outro, burro, ficava amuado num canto e, por mais que o treinador fizesse promessas e ameaças, não dava sinais de entender. Chamaram o psicólogo do circo e o diagnóstico veio rápido: "É inútil insistir. O QI é muito baixo..."
Ficou abandonado num canto, sem retratos e sem aplausos, urso burro, sem serventia... O tempo passou. Veio a crise econômica e o circo foi à falência. Concluíram que a coisa mais caridosa que se poderia fazer aos animais era devolvê-los às florestas de onde haviam sido tirados. E, assim, os dois ursos fizeram a longa viagem de volta. 
Estranho que, em meio à viagem, o urso tido como burro parece ter acordado da letargia, como se ele estivesse reconhecendo lugares velhos, odores familiares, enquanto seu amigo de QI alto brincava com a bola, último presente do circo. Finalmente chegaram e foram soltos. O urso burro sorriu, com aquele sorriso que só os ursos entendem, deu um urro de prazer e abraçou aquele mundo lindo de que nunca se esquecera. O urso inteligente subiu na sua bola e começou o número que sabia tão bem! Era só o que sabia fazer! Foi então que ele entendeu, em meio às memórias de gritos de crianças, cheiro de pipoca, música de banda, saltos de trapezistas e peixes mortos servidos na boca, que há uma inteligência que é boa para circo. O problema é que ela não presta para viver! 

(Rubem Alves)

01) Justifique o título empregado no texto:

02) Podemos afirmar que tal texto é uma fábula? Justifique sua resposta, inclusive com palavras do texto que serviram como "pistas textuais": 

03) Quais são as metáforas utilizadas no texto? Explique da melhor forma possível: 

04) Copie do texto uma passagem carregada de preconceito, justificando seu ponto de vista: 

05) Justifique o emprego das aspas no texto:

06) Transcreva do texto uma antítese, explicando-a:

07) Por que o circo foi à falência? O que isso revela, para o contexto?

08) Explique a passagem destacada no texto:

09) Interprete a parte final do texto, posicionando-se sobre ela:

10) Que mensagem o texto transmitiu? Comente:

11) Com que urso você se identificou mais? Por quê?

12) Qual a diferença entre inteligência e sabedoria? Qual delas você acha mais útil? Por quê?

13) Como o texto aborda a questão dos estereótipos? Como você lida com isso? 

14) Quantas frases compõem o texto? 

15) Divida o texto em períodos e em orações: 

16) Classifique, de forma organizada, todos os períodos do texto, justificando um a um: 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Atividade sobre o vídeo "O saber e o sabor", de Rubem Alves


01) Justifique o título dado ao vídeo acima:

02) Por que o sábio é um especialista em sabores? Você concorda com tal afirmação?

03) Segundo Rubem Alves, por que degustamos com todos os sentidos? O que você pensa sobre isso?

04) Por que ele usa Bach como exemplo? Foi um bom exemplo?

05) Que falha ele aponta nas escolas e nos vestibulares?

06) Que mensagem o vídeo transmite? Comente:

07) O que é mais importante para você: saber as teorias das comidas ou degustá-las? Justifique sua resposta:

08) Associe a imagem abaixo à proposta de Rubem Alves:


(Vídeo indicado pela minha querida amiga artemanhosa Irene Sena)

Atividade sobre a notícia "Cadela "entrega" dono assaltante à polícia"

Cadela "entrega" dono assaltante à polícia

Uma cadela vira-lata chamada Tuti acabou conduzindo a polícia à casa de um assaltante --  e proprietário do animal --, que havia arrombado uma escola em Esteio (na região metropolitana de Porto Alegre). 
A diretora da escola Augusto Meyer, Elizabeth Klein, chegou ao colégio na última segunda-feira e encontrou tudo revirado. Ela notou o desaparecimento de dois microscópios, um aparelho de som, um rádio e uma máquina de escrever.
No meio dos móveis, a diretora encontrou uma cadela pequena, que aparentemente latia de fome e sede. Elizabeth chamou os policiais, que soltaram a cadela e a seguiram. O animal acabou conduzindo a polícia a uma casa no bairro Água Verde. O dono não estava e os policiais esperaram no local, até que apareceu Claudir Oliveira. 
Dentro da casa de Claudir, a polícia achou os objetos roubados da escola. 
A delegada de polícia, Rosana Szansky, disse acreditar que Oliveira seja responsável por outros arrombamentos em Esteio. Ele disse à polícia que cometeu outros furtos, mas afirmou que também trabalha como pedreiro. 

(Folha de São Paulo)

01) Qual o sentido do verbo "entregar", presente no título da notícia?

02) Por que usaram aspas em tal palavra? 

03) Qual foi o crime ocorrido? Quem o praticou? Onde ocorreu?

04) Quem descobriu que a escola havia sido roubada? Como se chegou a essa conclusão?

05) O autor do crime cometeu uma grave falha, que acabou facilitando a sua prisão. Qual?

06) Qual foi o plano executado pela polícia para descobrir o criminoso? Ele funcionou? 

07) O roubo foi comprovado? Explique como isso aconteceu: 

08) Localize no texto:

a) dois substantivos compostos:
b) um sbstantivo próprio:
c) dois numerais:
d) um advérbio de negação:
e) dois substantivos comuns:  

sábado, 6 de outubro de 2012

Atividade sobre o texto "O poder da validação", de Stephen Kanitz


O poder da validação

Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super-confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro. 
Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o ator relaxa e parte tranquilo para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada novo artigo que escrevo, e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam. 
Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?
Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera. 
Segurança depende de um processo que chamo de "validação", embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.
Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, mais por bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição. 
Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: "Você tem significado para mim". Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Gosto de você pelo que você é". Quem cunhou a frase "Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar. 
Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo" que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos. 
Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder. 
Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos. 
Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um "valeu, cara, valeu".
Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que você esteja. 

(Stephen Kanitz)

01) Justifique o título dado ao texto acima: 

02) Qual é o tema central do artigo de opinião? Justifique sua resposta:

03) Posicione-se sobre o tópico frasal em negrito no primeiro parágrafo: 

04) O que significa a expressão "ninguém é de ferro"? 

05) Qual é a tese defendida pelo autor? 

06) Que argumentos ele usa para sustentar essa tese?

07) Copie do texto uma antítese, explicando-a:

08) Responda, sinceramente, à pergunta em destaque no texto: 

09) Você concorda que segurança não depende da gente e sim do outro? Justifique sua resposta:

10) O que seria, para o autor, validar alguém? Isso faz algum sentido para você?

11) Que exemplos de validação são citados no texto? 

12) Posicione-se sobre a passagem sublinhada no texto, argumentando bem: 

13) Responda à pergunta feita no final do texto (embora ela seja retórica): 

14) Que conselho o autor dá aos seus leitores? 

15) Que mensagem o texto transmite? Comente:

16) Afinal, qual é o poder da validação? O que você pensa a respeito disso? 

(Atividade feita em parceria com a querida Fabi Behling

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Atividade sobre música explicando o Romantismo

Romantismo

Excesso de sofrimento 
Mulher fenomenal
O herói sempre presente
Romantismo é legal! 

A morte serve de fuga
Se renunciam a viver
A natureza é cúmplice 
Por amor posso morrer
Poeta romântico espelha
Excesso do eu nos poemas
Criando com liberdade
Romantismo em vários temas

Três gerações encontramos
Na poesia do Romantismo:
Nacionalista, Ultrarromântica
E por fim o Condoreirismo

Gonçalves Dias retrata
Índio e nacionalismo
"Minha terra tem palmeiras"
Nunca me esqueço disso!

Álvares de Azevedo é sofrido
A morte ele procurou
Culpado pelo mal-do-século
"Foi poeta, sonhou e amou".

Castro Alves é condoreiro
Sua poesia é social
Dos escravos revela drama
Descreve a mulher sensual
"Navio Negreiro", sua marca
De eloquência e vibração
"Espumas flutuantes" cultiva
Mulher, natureza e nação.

"A Moreminha" é um romance
De aspecto urbano
Do conhecido Macedo
Que açucara o cotidiano
"A virgem dos lábios de mel"
É a Iracema de Alencar
Deflorada por Martim
América vem simbolizar
De Manuel de Almeida
O sargento de milícias
Leonardo é o primeiro anti-herói
Que se enrola com a polícia. 

(Autor desconhecido)

01) Que características do Romantismo são destacadas na canção acima?

02) Quais são as três gerações românticas? Descreva cada uma delas: 

03) De qual delas você mais gosta? Por quê?

04) Quais são os autores principais citados na música? A que geração cada um pertence? 

05) Explique o emprego das aspas, respectivamente:

06) Que romances marcaram a prosa romântica? Você já leu algum? Se sim, qual? 

07) Por que o nome "Iracema" não veio entre aspas na canção? 

08) Escreva, com suas palavras, o que você entendeu do Romantismo:

09) Invente um ritmo bem legal para cantar a música que você analisou:

10) Dê um título bem sugestivo para a canção: 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Atividade sobre o texto "O Cupidóide"

O Cupidóide

O destino de todo cupidóide é apaixonar-se violentamente. Seu rabo possui uma seta, a qual está embebida da essência divina do amor. Como seu rabo é curvado, ele sempre espeta a si mesmo. A característica deste veneno é que a pessoa se apaixona pela primeira coisa que vê, seja ela o que for. Assim, temos inúmeros casos de cupidóides apaixonados por pedras, caixinhas de fósforo, tampinhas de refrigerante, moedas, ou mesmo por pontes, automóveis. E como, na maioria dos casos, ele dificilmente tem o seu amor correspondido, o cupidóide é um espécime terrivelmente amargurado. Vive enchendo a cara e sofre de um ciúme doentio. Um cupidóide se apaixonou por um guardanapo de papel, que tinha, impressa, uma boca de batom. Como não recebeu nenhuma atenção do ser amado, passou a vigiá-lo em toda a parte por onde o vento o carregava, até que o guardanapo foi parar num rio e o cupidóide morreu afogado. É, como se vê, uma espécie terrivelmente estúpida, sem nenhuma resistência e em vias de extinção.
(Tacus)
01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Qual é o radical da palavra "Amargurado"? 

03) Qual é a desinência que aparece na palavra "pontes"?O que essa desinência indica?

04) Qual a desinência encontrada na forma verbal "temos"? O que essa desinência indica?

05) Identifique e classifique o afixo que aparece na palavra "resistência":

06) Forme duas novas palavras a partir da palavra "papel", empregando sufixos: 

07) Indique os elementos que compõem a forma verbal "carregava":

08) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no texto: 

Atividade sobre a música "O caderno", de Toquinho


O caderno

Sou eu que vou seguir você Do primeiro rabisco Até o be-a-bá. Em todos os desenhos Coloridos vou estar A casa, a montanha Duas nuvens no céu E um sol a sorrir no papel Sou eu que vou ser seu colega Seus problemas ajudar a resolver Te acompanhar nas provas Bimestrais, você vai ver Serei, de você, confidente fiel Se seu pranto molhar meu papel Sou eu que vou ser seu amigo Vou lhe dar abrigo Se você quiser Quando surgirem Seus primeiros raios de mulher A vida se abrirá Num feroz carrossel E você vai rasgar meu papel O que está escrito em mim Comigo ficará guardado Se lhe dá prazer A vida segue sempre em frente O que se há de fazer Só peço, a você Um favor, se puder Não me esqueça Num canto qualquer

(Toquinho)

01) Justiique o título empregado na canção, aproveitando para sugerir um outro: 

02) Copie um par de rimas de que você tenha gostado: 

03) O caderno a que a música se refere é uma espécie de diário ou de aula? Comprove sua resposta com uma passagem do texto: 


04) Quantos versos compõem a música? Em quantas estrofes eles são dispostos? 

05) Qual é o assunto da canção? Justifique sua resposta: 

06) O que a música despertou em você? Explique: 

07) Que mensagem a música transmite? Comente: 

08) Ilustre a canção utilizando uma folha A4: 

09) Localize na música:

a) um numeral ordinal:
b) cinco substantivos:
c) um numeral cardinal:

d) dois adjetivos: 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Atividade com "Dominó dos Adjetivos By Dequinha"

Já que meus alunos curtiram tanto o DOMINÓ DAS COORDENADAS, resolvi repetir a dose e criar um outro, mas desta vez para fixar o assunto ADVÉRBIOS! Mesmo esquema: imprimir as tirinhas abaixo em papel colorido (de preferência, para ficar mais "alegre", cortá-las e, no dia, entregar para cada grupo de três ou quatro pessoas para simplesmente jogar... é o famoso "aprender brincando"!!! Tem coisa melhor?!?


Advérbio de Tempo


O vôlei é certamente o esporte do futuro



Advérbio de Tempo


Você se saiu bem na prova?



Advérbio de Tempo


Sua casa fica muito mais distante da minha



Advérbio de Tempo


Já sabe quão especial você é?



Advérbio de Tempo


Angélica é bastante inteligente



Advérbio de Tempo


Venha aqui agora!



Advérbio de Tempo


Não sei aonde irás




Advérbio de Modo


Ela às vezes é muito estressada



Advérbio de Modo


O público aplaudiu menos intensamente



Advérbio de Modo


Eu sempre me esqueço dos detalhes



Advérbio de Modo


O brasileiro sem dúvida gosta de novela



Advérbio de Modo


Ontem não fui à escola



Advérbio de Modo


Mariana chegou cedíssimo




Advérbio de Lugar


Dirigiu-se respeitosamente ao professor



Advérbio de Lugar


Os escritores se apresentaram timidamente



Advérbio de Lugar


De repente do riso fez-se o pranto



Advérbio de Lugar


Coma mais devagar!



Advérbio de Lugar


Ela às vezes é muito estressada




Advérbio de Intensidade



Quem sabe eu o acompanhe amanhã?





Advérbio de Intensidade


Está frio aqui dentro de casa



Advérbio de Intensidade


Provavelmente passarei na sua casa



Advérbio de Intensidade


Chegou passando mal




Advérbio de Dúvida


Onde você está agora?



Advérbio de Dúvida


Talvez hoje chova



Advérbio de Dúvida


Não fique triste assim!




Advérbio de Afirmação


Onde você está agora?



Advérbio de Afirmação


Provavelmente eu irei ao show




Advérbio de Negação


Talvez hoje chova



Não se esqueça de deixar um comentário aqui na postagem relatando a sua experiência utilizando esse dominó! Vou adorar saber e, quem sabe, não me animo e crio logo outros, para vários assuntos gramaticais!?!? Um abraço a todos!!! Até breve!!!