quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Para refletir mesmo!

Atividade sobre Anúncio Publicitário - Super Inhame - Hortifrutti


01) Qual o objetivo do anúncio publicitário acima?

02) A que público esse anúncio se destina? Comprove sua resposta com elementos do texto:

03) Qual é a relação entre o texto escrito e as imagens?

04) Qual é o efeito da palavra SUPER diante da palavra INHAME?

05) A palavra SUPER é o prefixo de outra palavra utilizada no anúncio. Qual é a palavra sem o prefixo?

06) Qual é o efeito desse prefizo na palavra?

07) Qual é a frase mais importante do anúncio? Justifique sua resposta:

08) Qual é o efeito do super-herói em questão? 

09) Pode-se dizer que dentro do anúncio maior há outro anúncio? Explique seu raciocínio:

10) Quem é o anunciante? 

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Regina Maria)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Atividade sobre "Tudo o que precisam saber sobre mim"

Pedi para que eles escrevessem, sem rodeios, de forma solta, leve e espontânea sobre esse tema: 

"Tudo o que precisam saber sobre mim"

Um garoto muito bom, e não estou falando mentiras não, e minha querida professora sabe disso. Eu tenho 1,90 m, bem alto mesmo, ando de skate muitas vezes ao dia, gosto de andar para pensar na vida. Considerado um garoto inteligente e educado, vaidoso, mas não tenho só o lado bom não... eu sou muito detalhista, viciadao em café, celular e computador. Minha querida professora falou que eu tenho que ter uma boa noite de sono e eu diminuí o tempo. na net e até melhorei no meu dia-a-dia.

Sou muito estressado, apesar da aparência calma. Eu me estresso fácil, odeio burrice... Eu não sei se é considerada uma coisa ruim, mas eu não confio nas pessoas, eu me apego fácil e é um problema.

Tenho uma mãe maravilhosa, e um pai maravilhoso também, não tenho do que reclamar. Acho também que tenho tendência à depressão, mas só acho... Resumindo, sou eu isso tudo.

(Guilherme César - Turma 2006 do Colégio Dr. Feliciano Sodré)

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Me chamo Tieli, tenho 17 anos, todo teclado, amo a liberdade, drogas me enojam, sou furiosa. Gosto de tudo perfeito... tá, talvez não tão perfeito porque eu sei que ninguém é perfeito, mas sei que sempre que posso provar que sou capaz de tal coisa "dou o gás" e faço o melhor que posso.

Sou calma em relação a amigo, meu grupo é escolhido a dedo.  Gosto de pessoas sinceras, verdadeiras e leais, assim como sou. O que não quero para mim não desejo e nem faço para os outros.

Eu sou assim: simples, verdadeira e intensa!

(Tieli Gonçaves - Turma 2006 do Colégio Dr. Feliciano Sodré)

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Eu sou uma pessoa muito explosiva, não levo desaforo para casa, sou muito nervosa, mas também sei ser amiga, companheira, uma super mãe, pois adoro meus filhos, sou carinhosa, sou chorona, às vezes meio infantil, às vezes muito cabeça. Adoro dançar, gosto muito de uma balada, adoro praia, viajar, pegar um cineminha, gosto de cozinhar, adoro inventar pratos novos parameus filhos.

Sou muito trabalhadora, gosto muito de limpeza e chego às vezes a ser chata com isso, gosto de tudo organizado nos seus devidos lugares, sou muito romântica, sonhadora, pois, apesar de todo o meu sofrimento devido às desilusões amorosas, eu ainda sonho em encontrar um grande amor  e em me casar na igreja, com vestido de noiva e todos me olhando. Sonho em encontrar um bom homem que possa ser um pai para os meus filhos, pois pai eles não têm. Um homem que possa ser companheiro, amigo, que possa amar e respeitar a mim e a meus filhos. Espero no Senhor ser feliz um dia novamente. Bom essa sou eu.

(Sheila Santos - Turma 2006 do Colégio Dr. Feliciano Sodré)

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Meu nome é Bianca Vaz, tenho 18 anos. Tenho uma família ótima, que, apesar de todas as chatices, eu sei que me quando todos se forem, eles vão estar ao meu lado. Tenho amigos mais que perfeitos, que eu não trocaria por nada nesta vida. 

Sou chata, teimosa, irritante, fresca, antipática, antissocial, orgulhosa e muito sincera quando realmente quero. Sempre fui do tipo que nunca ligou para o amor, sempre fui fria e de não ligar para os sentimentos dos outros, mas ultimamente está complicado: fui atingida por uma maldita flecha! 

Adoro noitada, dançar e muita curtição. Quero me formar em Veterinária e tenho o enorme sonho de conhecer Paris. E, para finalizar, confio, acredito e tenho muita fé em Deus. 

(Bianca Vaz - Turma 3005 do Colégio Dr. Feliciano Sodré)

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Para muitos eu sou marrenta, metida, orgulhosa, mas o que não sabem é que sou muito mais do que pensam, e, além de durona, sou sensível. Me acho uma mãe coruja, porém tenho medo de fracassar. Tudo que acontece com quem eu gosto, me atinge como se fosse comigo. Tenho nervos à flor da pele. Choro, grito, me descabelo. Tenho profunda paixão por duas pessoas que já se foram, mas ainda se encontram em meus pensamentos e em meu coração todos os dias.

(Rosimery Arêas - Turma 3005 do Colégio Dr. Feliciano Sodré)

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Eu sou inteligente, mas preguiçosa; sou simpática, mas tímida; sou amiga e um pouco ingênua. Gosto de dançar, sair, malhar, comer, viajar e conversar. Tenho poucos amigos, porque sou exigente demais, mas os que tenho são para a vida inteira. 

Sinto prazer em trabalhar, ouvir e falar. Amo meus pais, em especial minha mãe, meu namorado, meus amigos, minhas avós e minhas tias. 

Em meus objetivos de vida posso listar: me formar, passar na prova da OAB e em um concurso público para promotoria, me casar e ter um ou dois filhos, necessariamente nesta ordem. 

Gosto de viver a vida pensando no amanhã, não sou inconsequente, e levo muito a sério meus objetivos de vida, mas gosto de me divertir e não sou muito radical. Sou bastante chata e exigente com as pessoas que eu amo. 

Basicamente é isso que as pessoas precisam saber sobre mim. 

(Carolina Antunes - Turma 3005 do Colégio Dr. Feliciano Sodré)

domingo, 27 de novembro de 2011

Para refletir: "Professor após 25 anos de serviços prestados"


Caramba! Exageros à parte, acho que, em vez de ficarem tentando explorar mais e mais o professor, culpá-lo por todos os fracassos e roubar seu mérito quando algo dá brilhantemente certo, além, claro, de tentarem aumentar seu tempo de serviço, castrando os seus sonhos e direitos, deveriam é repensar o tempo de aposentadoria! 
Continuo batendo na tecla e defendendo a minha teoria de que 10 anos é tempo suficiente para um professor dar aula (e bem!), mantendo a sua SANIDADE! A vida útil dessa profissão tem assustadoramente diminuído e muita gente, principalmente o Governo, tem fingido não perceber, não enxergar. Uma pena! Já está acontecendo algo meio inédito aqui na minha região... Há dois anos não conseguem formar turmas para professor de algumas disciplinas... Por que será?!? Onde isso vai parar?!?

01) Você acha que professor deve ter mesmo aposentadoria diferenciada dos demais trabalhadores? Por quê?

02) Que problemas enfrentados pelos professores foram citados?

03) Qual você achou o mais grave? Justifique sua resposta:

04) Qual você acha que não deveria ter sido citado? Por quê?

05) Como solucionar a problemática descrita? Comente: 

sábado, 26 de novembro de 2011

Linda campanha da Algenir Loiola: "Troquem brinquedos por livros"


TROQUEM BRINQUEDOS POR LIVROS

A campanha tem como iniciativa tornar o natal com mais brilho para as crianças necessitadas.
Há muito que tenho vontade de abrir mão de livros da estante, para mim valiosos, mas já não me são tão úteis. Abram os anexos que irão visualizar as capas dos livros. São obras interessantes!!!

Caso esteja interessado(a), venha até a minha casa, rua Itajuru 272 casa 03. 
PONTO DE REFERÊNCIA: RUA DA NOVA CASA CANAL, CALÇADA À ESQUERDA, SOBRADO VERDE COM UM CANTEIRO EM FRENTE.

Os livros já estão disponíveis! Tragam brinquedos novos ou seminovos em bom estado de conservação e os troquem por livros. Caso não possam vir até aqui, escolham que irei entregá-los!

ABRAÇOS, ALGENIR


Recebi ontem esse e-mail da minha querida amiga ALGENIR LOIOLA, que me deixou louquinha da Silva! Já estava com muita vontade de separar uns brinquedos do meu filho, com os quais eles já não brinca mais tanto, e doar, mas... se faltava um estímulo a mais, o recebimento deste e-mail só veio confirmar e acelerar o processo. Cheguei até a ligar para a Algenir, para ver se ela estava bem... (risos) Ela não só estava bem, como é DO BEM, totalmente, e tem ideias lindas! Uma bela lição de amor ao próximo, de cidadania e de desprendimento. Um desprendimento que ainda, confesso, não tenho, mas... quem sabe um dia?!? Deus tem feito em mim tantas mudanças... 

Parabéns, amiga, e já fiz a limpa aqui em casa, para desespero de Miguel, que está na fase do "É tudo meu" e tão chato e egoísta quanto a sua mãe em termos de DVDs e livros, ainda mais se forem os de Clarice Lispector. Moooooooooorro de ciúme e tenho dificuldade até para emprestar! Afe! 

Que sua campanha seja um sucesso! Mas separe meus livrinhos aí, viu! (gargalhadas)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Atividade sobre propaganda - Receita - Parmalat


01) Indique o anunciante e o produto anunciado na propaganda acima:

02) No anúncio, há uma receita. De que se trata?

03) Por que o texto da receita está riscado?

04) Por que a última frase dela também não está riscada?

05) Se a receita não aparecesse no anúncio teria o mesmo efeito? Por quê?

06) Que elementos compõem o anúncio? Qual deles tem maior peso? Justifique sua resposta:

07) Como a ideia do anúncio estimula o consumidor a comprar o produto?

08) Com qual dos sete pecados capitais (Avareza, Preguiça, Gula, Ira, Luxúria, Inveja, Soberba), com qual  o anúncio parece estar relacionado? Por quê?

09) Qual o público-alvo desse anúncio? Comente:

10) Imagine que você tenha comprado o produto e achou o sabor bem inferior ao de um molho caseiro. Escreva uma pequena carta para o fabricante explicando sua impressão sobre o produto: 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Atividade sobre a crônica "Um dia sem e-mail?", de Moacyr Scliar

Um dia sem e-mail? 

Queridos e inteligentes leitores, leiam com atenção o texto abaixo.

Casal se divorcia após descobrir que flertava pela internet. Um casal residente na cidade de Zenica, na Bósnia-Herzegovina, estava com problemas no casamento. Por causa disso, os dois iniciaram contatos pela internet e, sem saber de suas identidades, trocaram e-mails e acabaram se apaixonando. Quando a relação se tornou séria, resolveram se encontrar, e então descobriram quem eram. O casal decidiu separar-se.

Leram? Agora respondem que tipo de texto é este:

a) um miniconto escrito por um autor da nova geração;
b) resumo de um filme que vai estrearem breve;
c) uma autêntica notícia de jornal.

Se você apostou na última resposta, acertou. O fato aconteceu mesmo, comprovando o que muitas vezes já se disse, que a realidade, não raro, é mais estranha que a ficção. 
Em segundo lugar, a história demonstra a crescente importância que os e-mails têm em nossas vidas. Se fala já de uma dependência do computador: há pessoas que não podem passar um dia, uma hora, sem checar suas mensagens. Não por outra razão corporações americanas estão lançando o "Dia sem e-mail", que em geral é a sexta-feira (os adictos ao correio eletrônico lembrarão que este é o dia das bruxas). Qual a razão da campanha? Seria o fato de que, nas empresas, as pessoas já não falam com as outras, mesmo que estejam sentadas lado a lado: preferem se comunicar pelos e-mails
Agora não deixa de ser irônico que o pessoal resista a trocar a comunicação escrita pela oral. Durante muito tempo, teóricos da comunicação sustentaram que o texto escrito estava morto, que o negócio agora era a imagem ou a fala. Não é verdade. As pessoas preferem escrever, ainda que escrevendo à maneira da internet, com aqueles peculiares códigos. Mais que isto, escrever significa penetrar em um novo território, viver uma nova vida. 
E aqui retomamos àquela história do início. É possível, vocês perguntarão, um casal se odiar na rotina do cotidiano e se apaixonar através dos e-mails? É possível, sim. Porque não estamos falando das mesmas pessoas. O homem que escreve os e-mails não é o mesmo que arrota na mesa do jantar ou urina no tampo do vaso. A mulher que escreve os e-mails não é a mesma que anda pela casa de roupão rasgado ou reclama do marido. Eles passaram por uma metamorfose, através da palavra escrita. Que, no caso, equivale quase a uma palavra mágica. A pergunta que se pode fazer é: não será isto que faz a mágica da literatura? Não será isto que nos transforma em admiradores incondicionais dos grandes escritores? 
(Moacyr Scliar)

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Circule na crônica em questão um vocativo:

03) Tente responder, sinceramente, às duas últimas perguntas feitas no texto:

04) Destaque do texto um par de antítese:

05) Por que o autor afirma que as pessoas envolvidas na troca de e-mails não são as mesmas da realidade? Você concorda com ele? Comente: 

06) Por que algumas palavras no texto aparecem em itálico?

07) Posicione-se sobre a primeira passagem que se encontra em negrito no texto, explicando bem:

08) Causou surpresa o fato de o casal da notícia  ter querido se separar? Por quê?

09) Dê a sua opinião sobre o segundo trecho destacado no texto, justificando:

10) Que mensagem o texto transmite? Comente:

11) Localize no texto:

a) dois numerais, classificando-os:
b) um substantivo composto:
c) um advérbio de negação:
d) um advérbio de tempo:
e) um advérbio de lugar:
f) dois adjetivos:
g) um advérbio de afirmação:


12) O que a tirinha acima tem a ver com a crônica lida? Explique:

13) Você acha que a fala do homem foi incoerente? Por quê?

14) Você concorda ou discorda de tal fala? Justifique sua resposta:

(Atividade feita em parceria com a amiga artemanhosa Elizabeth Pinto!)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Atividade sobre notícia: "Homem morto trabalha por uma semana"

Homem morto trabalha por uma semana

Os Gerentes de uma Editora estão tentando descobrir, porque ninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua mesa há 5 dias. George Turklebaum, 51 anos, que trabalhava como Verificador de Texto numa firma de Nova Iorque há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar onde trabalhava (open space, sem divisórias) com outros 23 funcionários. Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava a trabalhar no fim de semana. O seu chefe, Elliot Wachiaski, disse: 'O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente, ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição o tempo todo e não dissesse nada. Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho'. A autópsia revelou que ele estava morto há cinco dias, depois de um ataque cardíaco.


(Notícia do New York Times)

01) Comente sobre a ironia presente na manchete da notícia:

02) Encontre o lide na notícia em estudo:

03) Classifique os seis advérbios grifados no texto:

04) O texto está narrado em que pessoa? O autor se manifesta? Qual o efeito de sentido provocado?

05) Cite duas características que são comuns nas manchetes do gênero notícia:

06) O jornalista citou três vezes o pronome indefinido “ninguém”. Qual seria o provável motivo dessa repetição?

07) Esta notícia nos faz refletir sobre as relações humanas atualmente. O que você considera causa desse distanciamento entre as pessoas?

08) “Ele morreu tranquilamente na segunda-feira”. Segundo o autor da matéria, o que seria uma morte tranquila? O que você pensa a respeito disso? Concorda?

09) Analise morfologicamente a oração da questão anterior:

10) O que teria acontecido com a vítima, para que não sentissem a sua falta?

11) A notícia deixa transparecer se a vítima tinha família? Em que momento?

12) Quando lemos um jornal encontramos diversos tipos de notícias. Para que serve, afinal, a notícia?

13) Além do jornal, em que outro(s) meio(s) de comunicação poderíamos encontrar essa notícia?

14) Você acha que essa manchete chamou a atenção dos leitores? Por quê?

15) Se você fosse o jornalista, que outra manchete você criaria para essa notícia?

16) No fragmento “O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente”, existe uma antítese. Identifique-a:

17) Com base no fragmento a seguir, responda às questões:

“Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava a trabalhar no fim de semana.”


a) Quantas orações existem?
b) Elas são coordenadas ou subordinadas? Justifique sua resposta:
c) Destaque as conjunções encontradas, classificando-as: 

18) Escolha uma imagem de alguma revista para acompanhar a notícia em questão:

19) Coloque-se no lugar do funcionário da limpeza, que foi o primeiro a encontrar o homem morto. Como foi sua reação?

20) O que você pensa do fato ocorrido dentro de uma empresa com muitos outros funcionários e ninguém percebeu o fato ocorrido?

21) Em “Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho”, o termo destacado refere-se a:

(A) Ele.

(B) Trabalho.
(C) Sozinho.
(D) George.

(Autores: Andreia Dequinha, Maria Regina, Nalva Kássia, Sandra Vitezi, 
Rosa Maria Corrêa, Erika Bonilha, Clécia Melo, Cris Happy, Lourdes Galhardo)

domingo, 20 de novembro de 2011

Atividade sobre a crônica "Pudim", da Martha Medeiros


Não nada que me deixe mais frustrada do que pedir pudim de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente um pedacinho minúsculo do meu pudim preferido. Um só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um pudim bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O PUDIM é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar vários pedaços de pudim, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: um pudim inteiro, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK? Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.
(Martha Medeiros)


01) Podemos afirmar que o texto em questão é uma crônica? Ou um artigo de opinião?  Por quê?

02) Qual a frustração inicialmente citada pela autora? Você concorda com ela?

03) Você concorda que "quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa"? Comente: 

04) Podemos afirmar que o pudim ora aparece no sentido denotativo, ora no conotativo? Justifique sua resposta da melhor maneira possível:

05) Transcreva do texto exemplos de oralidade:

06) Existe no texto algum argumento de autoridade? Se sim, qual? Explique: 

07) Copie do texto um vocativo, explicando seu raciocínio:

08) Retire do texto dois substantivos próprios: 

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

10) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto:

sábado, 19 de novembro de 2011

Atividade de reforço sobre o Arcadismo


01) Faça uma pequena descrição da imagem acima: 

02) O que ela desperta em você? Comente: 

03) Como podemos associá-la ao estilo literário denominado ARCADISMO? 



04) O que a tirinha acima denuncia? Justifique sua resposta:

05) Qual era o objetivo inicial da personagem Mônica? 

06) Que obstáculo ela encontrou? O que isso revela? 

07) Que solução ela apresentou? O que você pensa a respeito disso?

08) De que forma podemos associar a tirinha ao Arcadismo? 


09) Existe uma aparente contradição na tirinha acima? Explique o seu raciocínio:

10) Podemos associar tal tirinha ao estilo literário denonimado Arcadismo? Por quê?

11) Que característica árcade encontra-se fortemente presente na tirinha? 

12) Que mensagem a tirinha transmite? Comente: 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Desabafando...

Explicar o BARROCO hoje para os meus primeiros anos do Frederico Villar foi uma deliciosa surpresa!!! Há tempos não percebia tanto interesse em meus alunos, ainda mais com relação à Literatura, que é quase sempre um bicho-papão horrendo!!! Saí de lá feliz e satisfeita, como há tempos também não me sentia!!!

Nas minhas turmas do Feliciano Sodré, esta semana, também fiquei contente com a grande aceitação do SIMBOLISMO e de um texto do João Ubaldo Ribeiro que levei para o meu segundo e terceiros anos!!! 

Automaticamente me lembrei de uma turma que eu tive, à tarde, no Sodré, e que fez trabalhos ma-ra-vi-lho-sos sobre o conto "O homem da cabeça de papelão", do João do Rio!!! Até um hap show de bola saiu!!! 

Muitos alunos demonstrando carinho no Facebook... no Orkut... especialmente nesta semana também. 

Senhor, sei que tudo isso é uma resposta às minhas orações... e agradeço por isso!!! Ando muito desanimada, como muitos colegas, e há tempos que EDUCAR e ENSINAR têm caminhado na contramão do jogo, dos interesses... Só o Senhor sabe como tenho brigado comigo mesma... me desafiado... tentado me motivar... insistido em continuar... me adaptar... evitar tanto sofrimento, tanta descrença, tanto cansaço, tantas exigências tolas e sem nenhum retorno... 

Encontrar recadinhos de ex-alunos tem sido muito importante para mim... tem me reanimado... tem renovado muitas esperanças... e se eu me sentia 2% útil, depois disso estou praticamente chegando ao 90%!!! Não vou entregar os pontos não!!! Ainda acredito, ainda acredito, ainda acredito, mesmo que tudo e mais um pouco insista em provar o contrário. Nunca gostei dos caminhos fáceis mesmo... 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Saudades dessa galera show!!!




Estava eu quietinha perambulando rotineiramente pelo Facebook antes de dormir e eis que recebi umas cutucadas de uma tal de Flávia Lima (lindooooooona), minha querida ex-aluna, com um material que me deixou morrendo de saudades da minha turma 3005 do ano passado, do Feliciano Sodré!!! Eu bem que tentei trazer para cá os vídeos com meu ensaio e com meu depoimento para a turma, a fim de compartilhar com meus queridos visitantes a minha catástrofe, mas não consegui anexar os vídeos do You Tube de jeito nenhum!!! Sorte de vocês, sem dúvida!!! Morro de timidez na frente da câmera, embora isso assuste muita gente, que não acredita e morre de rir quando me digo tímida!!! Acha que é piada, mas juro que não é!!!

Deixo então os links, para quem tiver curiosidade... e também coragem!!!! he he he he

Essa turma era muito criativa, pancada, participativa, barulhenta, alegre, divertida, que logo me cativou! Impossível me esquecer dessas figurinhas raras e dos trotes diários!!! Os de que mais gostei foram: o do dia da chupeta e da fralda... aquele chupetão que apareceu lá, só não me lembro de quem foi o autor dessa proeza... e também do dia em que levaram um bichinho de estimação e fiquei andando pelos corredores com aquele Pooh (não era isso???) gigaaaaaaaaaaaaante!!!! Só vocês!!!! Obrigada pelos risos, pelos micos, pelas gargalhadas, pelas loucuras, pelas trocas... Sempre disseram animadamente SIM a todas as minhas propostas!!! Não podia ter encontrado uma turma melhor logo assim que voltei da minha licença-maternidade!!!! 

Sucesso para vocês, meus amores, e que Deus os proteja sempre, sempre, sempre!!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Atividade sobre tirinha da Super-Vó!

A tirinha e boa parte da atividade de hoje foram importadas de um blog que eu adoro, chamado DESMONTANDO O TEXTO, que já está há tempo em meus favoritos e devidamente linkado também aqui. Acrescentei algumas questões simples. Só espero que a professora Mara Virgínia não se importe! E quem gostou da atividade é só passar correndo lá no blog, porque tem mais um montão delas por lá, gente! Aproveitem! 


01) Observe que, no primeiro quadrinho, a fala da menina revela o conflito da narrativa. O que ela diz? 

02) Por meio do desenho, é possível perceber o estado de espírito em que a garotinha se encontra? Qual? Que sinais justificam sua resposta?

03) Que sinal de pontuação é empregado para enfatizar o estado emotivo da personagem? 

04) Quantas frases a menina utiliza em sua fala? Separe-as, indicando quantas são verbais e quantas são nominais:

05) No segundo quadrinho, a Super-Vó recrimina o menino pela atitude que ele teve. Na fala, encontramos duas frases. Que recurso permite ao leitor perceber o tom de recriminação expresso pela personagem nessas frases?

06) Que fala da menina revela sua emoção ao ver a boneca consertada? Podemos afirmar que esta fala é uma frase verbal? Justifique sua resposta:

07) Que recursos enfatizam esse contentamento da menina?

08)  Por que a atitude da menina surpreende o leitor?

09) Observe o garoto. Ele não possui fala. Crie frases para o garoto, mesclando-as em nominal e verbal:

10) No desfecho da narrativa, a atitude da menina surpreende os demais personagens e o leitor. Que fato, realmente, causou o aborrecimento à menina?

11) Que fala da menina confirma esse fato?

12) Quantas frases a menina utiliza em sua fala, nesse desfecho, para expressar seu contentamento?

13)  Que mensagem podemos extrair da tirinha? Explique:

14) Crie um final diferente para a historia:

15) Invente um sermão para a Supervó no final da historinha:

16) Retire da tirinha:

a) As frases nominais:
b) As frases verbais:
c) Um período simples:
d) Um período composto:
e) Um vocativo;

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Atividade sobre a música "Tiro ao Álvaro", de Adoniran Barbosa


Tiro ao Álvaro

De tanto levar frechada do teu olhar
Meu peito até parece sabe o quê?
Taubua de tiro ao álvaro
Não tem mais onde furar
Não tem mais

Teu olhar mata mais do que bala de carabina
Que veneno estriquinina
Que peixeira de baiano
Teu olhar mata mais que atropelamento de automóver
Mata mais que bala de revórver.

De tanto levar frechada do teu olhar
Meu peito até parece sabe o quê?
Taubua de tiro ao álvaro
Não tem mais onde furar
Não tem mais

(Adoniran Barbosa)

01) Justifique o título da canção, aproveitando para sugerir um outro:

02) Qual a comparação utilizada na música? Explique-a: 

03) O que, na verdade, se queria dizer com "tiro ao Álvaro"? Por que provavelmente houve essa troca de palavras? 

04) Há outras comparações empregadas na canção. Quais são elas? A que se referem? 

05) Qual o tipo de linguagem utilizado no texto? Justifique sua resposta, usando também uma passagem do próprio texto: 

06) Copie do texto algumas palavras que estão em desacordo com as normas gramaticais, adequando-as: 

07) Existe na canção algum exemplo de hipérbole? Justifique sua resposta, da melhor maneira possível:

08) Transcreva a música utilizando a linguagem padrão formal, e analise se a expressividade da mesma foi ou não mantida: 

09) Que mensagem a canção lhe transmitiu? Comente: 

Para refletir sobre o texto "Ano 2020: a extinção dos professores"


Ano 2020: a extinção dos professores

O ano é 2.020 D.C. - ou seja, daqui a nove anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação: 

– Vovô, por que o mundo está acabando? 


A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta: 


– Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo. 


– Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?


O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar. 


– Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios? 


– Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos. 


– E como foi que eles desapareceram, vovô? 


– Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa. 


Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer “eu estou pagando e você tem que me ensinar”, ou “para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você” ou ainda “meu pai me dá mais de mesada do que você ganha”. Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo “gerenciar a relação com o aluno”. O professores eram vítimas da violência – física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo. 


Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. “Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”, diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério. 


Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas “bem sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão – enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.

(Autor deconhecido, mas a realidade é conhecidíssima por mim, infelizmente)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Atividade sobre Propaganda da EcoSport


01) O que você achou mais importante para a compreensão da propaganda: o texto verbal ou o não verbal? Justifique sua resposta:

02) Que função da linguagem está presente na propaganda? Comprove com elemento(s) presente(s) nela:

03) Localize os objetos que complementam os verbos presentes na propaganda e classifique-os:


04) Tendo em vista que o substantivo “ACESSO” necessita de um complemento nominal, escolha o pronome relativo que melhor substituiria o pronome QUE, fazendo as adaptações necessárias:


05) Em que modo está o primeiro verbo da propaganda? O que esse modo verbal indica?


06) Qual a interpretação que podemos fazer da leitura do texto da propaganda e da imagem por ela veiculada?


07) Fala-se muito, atualmente, dos direitos do cidadão. Caso você precisasse utilizar serviços como, por exemplo, o PROCON, por propaganda enganosa, qual seria a sua reclamação? Como seria? Escreva:


08) Analisando a passagem “Visite praias que só os náufragos tinham acesso antes”, responda:

a) Antes de quê?


b) Por que essas praias seriam um atrativo turístico?


c) O que há, na foto, que comprova que as pessoas que estão no carro que vão a uma praia?


09) Há um problema de regência nominal na frase que introduz a propaganda. Identifique esse problema e reescreva a frase na norma culta da língua:


10) Que produto está sendo anunciado e qual é o seu público-alvo?


11) Separe em sílabas as palavras PRAIAS, NÁUFRAGOS, ACESSO:

(Autores: Andreia Dequinha, Édina Moura, Fabi Behling, Nalva Kássia, Ruth Barbosa, Rosa Maria, Lourdes Galhardo, Cris Happy)

domingo, 13 de novembro de 2011

Atividade sobre a poesia "Meninos", de Murilo Mendes

Meninos


Sentado à soleira da porta
Menino triste


Que nunca leu Júlio Verne

Menino que não joga biboquê

Menino das brotoejas e da tosse eterna


Contempla o menino rico na varanda
Rodando na bicicleta
O mar autônomo sem fim

É triste a luta de classes.


(Murilo Mendes)

01) Justifique o título da poesia, aproveitando para sugerir um outro:

02) Explique o sentimento do eu lírico ao comparar os dois meninos mencionados no texto:

03) De acordo com o conteúdo do texto, por que a palavra MENINOS funciona como substantivo comum?

04) De que maneira os substantivos são usados no texto para mostrar a diferença de classes entre os meninos?

05) Que valor expressivo tem o verso "O mar autônomo sem fim"? Que alteração semântica ocorreria em tal verso se o artigo definido fosse trocado pelo indefinido correspondente? 

06) Ainda considerando o mesmo verso da questão anterior, substitua a locução adjetiva ali inserida por um adjetivo equivalente: 

07) Você concorda que há uma luta triste de classes? O que aconteceria se ela não houvesse?

08) Ilustre o poema, com todos os detalhes possíveis:

09) Retire do texto um exemplo de substantivo próprio, justificando sua resposta:


10) Transcreva do texto um substantivo derivado, explicando seu raciocínio:

11) Copie da poesia um substantivo abstrato e um concreto, diferenciando-os: 


12) Explique por que a palavra LUTA, situada no último verso do poema, trata-se de um substantivo:


13) Crie uma frase utilizando essa mesma palavra em que ela deixe de pertencer a essa classe gramatical e pertença a uma outra (não se esquecendo, claro, de dizer qual!):


14) Que adjetivo o eu lírico utilizou para caracterizar cada menino? Numa comparação, quais adjetivos acabaram ficando implícitos, subentendidos? 


15) Ao comparar os dois meninos há o desejo de confrontar a situação de ambos, porém, há a presença do adjetivo "TRISTE" para caracterizar um dos meninos e qual é o adjetivo utilizado para caracterizar o outro? São antônimos? Explique:

Atividade sobre a poesia "Retrato", de Cecília Meireles


Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje:
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
-- Em que espelho ficou perdida
a minha face?

(Cecília Meireles)


01) Justifique o título empregado na poesia acima: 

02) Explique a repetição da palavra "assim" presente no segundo verso do poema: 

03) Que ideia tal palavra transmite e como ela deve ser classificada morfologicamente falando? 

04) Transcreva do texto um exemplo de polissíndeto, explicando: 

05) Circule no texto todos os adjetivos, dizendo sua importância para o contexto:

06) Explique a repetição da palavra "tão" no segundo verso da última estrofe:

07) Que ideia a palavra citada acima transmite? A que classe de palavras ela pertence?

08) Quantas estrofes e versos compõem o poema? 

09) Responda à pergunta feita no final do texto:

10)  Que mudanças principais são as levantadas pelo eu lírico? 

11) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

12) Assim como o eu lírico, faça você o seu retrato (físico e psicológico):

13) Traga uma foto sua para acrescentar ao seu texto, ou então, se preferir, desenhe-se:

14) Peça a um colega para descrever você e descreva-o também:

15) Podemos dizer que no texto há uma descrição? Por quê? 

16) Invente uma personagem para descrever ou então descreva um amigo especial:


(Há esta poesia recitada lindamente AQUI! Confira!)

sábado, 12 de novembro de 2011

Atividade sobre a música "Umas e outras", de Chico Buarque de Holanda



Umas e outras

Se uma nunca tem sorriso
É pra melhor se reservar
E diz que espera o paraíso
E a hora de desabafar.

A vida é feita de um rosário
Que custa tanto a se acabar
Por isso, às vezes ela pára
E senta um pouco pra chorar.
Que dia! Nossa!
Pra que tanta conta?
Já perdi a conta de tanto rezar.

Se a outra não tem paraíso
Não dá muita importância não,
Pois já forjou o seu sorriso
E fez do mesmo profissão.

A vida é sempre aquela dança
Onde não se escolhe o par
Por isso às vezes ela cansa
E senta um pouco pra chorar.

Que dia! Puxa!
Que vida danada!
Tem tanta calçada pra se caminhar.

Mas toda santa madrugada
Quando uma já sonhou com Deus
E a outra, triste enamorada,
Coitada, já deitou com os seus,
O acaso faz com que essas duas,
Que a sorte sempre separou,
Se cruzem numa mesma rua
Olhando-se com a mesma dor.

Que dia! Nossa!
Pra que tanta conta?
Já perdi a conta de tanto rezar...

Que dia! Puxa!
Que vida danada!
Tem tanta calçada pra se caminhar...

Que dia! Puxa!
Que vida comprida
Pra que tanta vida
Pra gente viver...
Que dia...

(Chico Buarque de Holanda)


01) Justifique o título dado à música acima:

02) Divida o texto em três partes: a religiosa, a prostituta, encontro de ambas:

03) Nas duas primeiras partes, há o uso da antítese. Que efeito poético resulta desse emprego?

04) Na terceira parte, ocorre a síntese da vida das duas personagens. O que é enfatizado nessa síntese?

05) A palavra SORRISO ocorre duas vezes no texto, cada uma com conotações diferentes. Quais são elas? Explique:

06) Uma não sorri, enquanto a outra sorri bastante. O motivo de ambas não é espontâneo. Explique por quê:

07) Em que momento do dia ocorre o encontro das duas mulheres? Explique o porquê de o autor ter escolhido justamente este momento:

08) Escreva, em prosa, um resumo da narrativa que serve de base para o poema:

09) Apesar de diferentes, há um traço de identidade entre as mulheres. Que versos denotam essa ideia? Transcreva-os:

10) O poeta utiliza duas metáforas para expressar o conceito da vida de cada personagem. Quais são elas?

11) A antítese entre uma e outra desfaz-se na terceira estrofe. Em que verso? Copie:

12) Podemos afirmar que essa música dialoga com o estilo literário denominado BARROCO? Por quê?