quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Atividade sobre a música "Canção do filme", de Fernanda Takai


Canção do filme 

Quando estou com você eu me transformo, eu não sei 
Se é amor, se foi pancada na cabeça que levei
Quando te vi jamais imaginei o que seria
Na alegria e no calor da sua companhia 
Tudo é melhor, eu descobri o que é amor

Felicidade mora em mim
Se for clichê, que seja enfim
O que importa é estar contigo 

Assim que te beijei, um novo eu apareceu
Já me esqueci de quem eu fui
De quem eu sou, de quem serei
O que importa é que agora somos um ou dois ou três
Na alegria e no calor da sua companhia
Tudo é melhor, eu descobri o que é amor

(Fernanda Takai)

 
01) Justifique o título dado à música:

02) Qual o assunto principal da canção? Justifique sua resposta: 

03) Copie uma passagem do texto que reúne os três tempos verbais: 

04) Explique a importância dos numerais empregados na canção: 

05) Transcreva um exemplo de polissíndeto: 

06) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre o gênero NOTÍCIA - Caso George Floyd

 Caso George Floyd: morte de homem negro filmado com policial branco 
com joelhos em seu pescoço causa indignação nos EUA

FBI investiga morte em Minneapolis; vídeo filmado por testemunha mostra George Floyd,
de 40 anos, imobilizado no chão, dizendo "não consigo respirar", enquanto 
policial mantém joelho sobre seu pescoço.


A morte de um homem negro em Minnesota, nos Estados Unidos, causou uma onda de indignação depois da divulgação de um vídeo que mostra um policial branco ajoelhado no pescoço dele. Nas imagens, colhidas na segunda-feira (25), o homem identificado como George Floyd, de 40 anos, reclama e diz repetidamente: "Não consigo respirar". Pouco depois, ele parece não se mexer, antes de ser colocado em uma maca e transferido para uma ambulância. O episódio lembra o que aconteceu com Eric Garner, um negro que morreu ao ser preso em 2014 em Nova York. Garner repetiu "Não consigo respirar" 11 vezes. 

O que aconteceu? 

A policia local disse em comunicado que Floyd morreu "após um incidente médico durante uma interação policial". A polícia estava respondendo a uma chamada dizendo que um homem tentava usar cartões falsos em uma loja de conveniência. Dois policiais localizaram o suspeito em um veículo. Segundo eles, ele "parecia estar intoxicado". Eles ordenaram que saísse do veículo, mas o homem resistiu, segundo a versão da polícia. "Os policiais conseguiram algemar o suspeito e notaram que ele parecia estar sofrendo de problemas médicos", acrescentou o comunicado.

No vídeo de 10 minutos filmado por uma testemunha, um policial mantém Floyd no chão, que, a certa altura, diz: "Não me mate". Testemunhas pedem ao policial que tire o joelho do pescoço do homem, observando que ele não estava se mexendo. Alguns dizem que "seu nariz está sangrando", enquanto outro pede: "Saia do pescoço dele". 

A polícia disse que nenhuma arma foi usada durante o episódio e que as imagens das câmeras foram enviadas para o Departamento de Execução Penal de Minnesota, que também iniciou uma investigação

Em declarações à imprensa norte-americana na terça-feira, a chefe da polícia de Minneapolis, Medaria Arradondo, disse que a polícia de uso da força "para colocar alguém sob controle" será revisada. O FBI não comentou o caso.   

 https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/05

01) A que gênero pertence o texto acima? Qual o seu objetivo?

02) Que fato está sendo noticiado? 

03) Qual a causa da morte de George Floyd? 

04) "Segundo eles, ele parecia estar intoxicado" (terceiro parágrafo). Qual o significado da expressão em destaque? 

05) De acordo com o terceiro parágrafo, por que a polícia foi chamada? 

06) Segundo o texto, esta é a primeira vez que um caso desse acontece? Explique:

07) No vídeo de 10 minutos filmado por uma testemunha, um policial mantém Floyd no chão, que, a certa altura, diz: "Não me mate" (quarto parágrafo). Por que foram utilizadas as aspas nesse trecho? 

08) Que proposta de intervenção você daria para o problema de abuso apontado na notícia? 

09) Diga a que classe gramatical pertence cada uma das palavras destacadas no texto: 

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Cristiane Guntensperger)

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Atividade sobre "Finalmente a saudade foi fotografada"



01) A que gênero pertence o texto acima? Justifique sua resposta: 

02) O texto é composto de linguagem verbal e não-verbal. Qual deles você achou mais impactante? Por quê? 

03) Se só houvesse a linguagem não-verbal, o leitor conseguiria entender a fundo? Justifique seu ponto de vista: 

04) Por que o colo da mãe seria um "lugar santo" para a menina órfã? E o desenho dela? 

05) Você acredita que o colo não existe mais, ou, de certa forma, ainda existe? Por quê? 

06) O que o detalhe das sandálias acrescenta ao texto? O que isso representa? 

07) Você concorda que "a saudade foi fotografada"? Explique seu raciocínio: 

08) Que saudade você fotografaria? Cite ao menos duas: 

09) Que lugares você considera santos?

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

11) O que ele despertou em você? Explique:

12) O que você gostaria de poder dizer à menina para diminuir sua dor e saudade? 

13) Utilize cinco adjetivos para caracterizar a menina: 

14) Que outras ações fazem parte da cultura oriental e que demonstram respeito? 

15) Crie um pequeno texto narrativo tendo a imagem como base: 

16) Localize no texto:

a) um advérbio de tempo:
b) um pronome demonstrativo:
c) um advérbio de lugar: 
d) um advérbio de negação:
e) um artigo definido: 
f) um adjetivo:

(Atividade feita em parceria com a querida amiga Ana Paula Tomazzi)

Atividade sobre o texto "Não dói dizer 'por favor', 'obrigado' e 'bom dia'", de Laura Antunes

 Não dói dizer  'por favor', 'obrigado' e 'bom dia"

Profissionais que lidam diretamente com o público reclamam 
que as pessoas estão deixando de lado a cordialidade

Cariocas são bacanas, mas parte deles não gosta de dizer "obrigado", "por favor", "com licença" e outras expressões de civilidade. Como em toda metrópole, os dias são  corridos e estressantes, o que, segundo alguns, acaba por embrutecer o comportamento de seus cidadãos, que deixam de lado a cordialidade. Mas profissionais que lidam diretamente com o público acham que o carioca deixou de ser amável e anda pouco educado. 

Porteiro diz que maioria se esquece de agradecer

É o que comprova diariamente o paraibano Osvaldo Francisco do Nascimento, de 72 anos, 40 deles trabalhando como porteiro do Edifício Avenida Central, no Centro, um dos mais movimentados do Rio, por onde passam cerca de cinco mil pessoas por dia. Segundo ele, a maioria dos que pedem informação se esquece de agradecer:
-- Muitos são educados e agradecem quando dou uma informação, mas já me acostumei a ouvir "ô moço" em vez de "por favor", e após receber a informação a pessoa virar as costas. Em geral, as mais bem vestidas são as que agradecem menos. Quando é uma pessoa mais humilde, ela diz obrigado.
A falta de civilidade também está no trânsito, quando os motoristas ignoram a faixa de pedestre, não usam seta ou avançam o sinal. Nas praças de alimentação de shoppings, por exemplo, segundo funcionários, é comum clientes acabarem de comer e deixar os restos da comida nas bandejas sobre as mesas e as cadeiras fora do lugar.
-- Nossos funcionários, dos executivos aos da limpeza, têm a consciência de recolher o lixo. Muitos clientes entram com folhetos nas mãos e jogam no chão mesmo tendo lixeiras próximas.  na praça de alimentação, por onde circulam cerca de 20 mil por dia, temos atenção redobrada porque nem sempre as pessoas colaboram tirando as bandejas das mesas. A equipe de limpeza está sempre presente para tirar as bandejas, mas em horas de maior movimento, esse simples gesto do cliente ajudaria -- afirma o gerente de operações do Norte Shopping, Marcelo Assaí. 

(Laura Antunes) 

01) Qual o tema central do texto? Justifique sua resposta:

02) A falta de civilidade está concretizada em algumas atitudes relatadas pelo texto. Cite duas dessas atitudes: 

03) Explique, com suas palavras, o que  é civilidade:

04) Enumere algumas expressões linguísticas presentes no texto e que são marcas de civilidade:

05) As regras de civilidade destinam -se a regular o comportamento nos espaços privados ou públicos? Por quê? 

06) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

Atividade sobre o filme "Kiriku e a Feiticeira" (1 h 11 min)


Sinopse: Kiriku é um menino prematuro, muito pequeno, mas muito inteligente, corajoso e com dons especiais. Sua mãe lhe conta que a aldeia onde eles vivem é amaldiçoada por uma feiticeira chamada Karabá, que tirou toda a água e riquezas que eles possuíam, e que devorava todos os homens que iam tirar satisfações com ela. Revoltado com esse tamanho abuso, Kiriku decide que não quer ficar parado enquanto os homens da aldeia lutam e se esconde no chapéu de seu tio, para poder acessar a feiticeira. Assim começa a aventura desse menino tão valente! (Duração: 1 h 11 min)

01) Justifique o título dado ao filme: 

02) Em que continente a história se passa? 

03) Quem são os protagonistas dessa história? Caracterize-os, utilizando só adjetivos:

04) Descreva como era a vida na tribo em que Kiriku morava: 

05) Por que as mulheres andavam com os seios de fora e as crianças viviam nuas? 

06) Como as pessoas da aldeia celebravam seus momentos de alegria? O que você pensa a respeito disso? 

07) Que dons especiais possuía Kiriku? Qual era a sua missão? 

08) Você acha que Kiriku sofria bullying? Justifique sua resposta:

09) Cite um problema pelo qual a mãe de Kiriku passou: 

10) Para que Kiriku procurou o sábio da montanha? Qual era o parentesco deles? 

11) De que ato de coragem de Kiriku você mais gostou? 

12) Qual era o motivo que Karabá tinha para ser tão má? O que você pensa sobre isso? 

13) Por que o tamanho de Kiriku, motivo de zoação para alguns, acabou ajudando-o? O que isso revela? 

14) Sobre Karabá foi dito que "Ela sofre noite e dia. A maldade não surge do nada, mas é resultado de algum sofrimento". Posicione-se sobre tal afirmação, argumentando bem: 

15) O que faz você sofrer? Você acha que as pessoas podem diminuir ou acabar com o sofrimento alheio? Como? 

16) Kiriku confidenciou ao avô que às vezes fica cansado de lutar sozinho, se sente muito pequeno e morre de medo. Você já se sentiu assim? 

17) Que mensagem o filme transmite? Comente: 

18) Kiriku corresponde à imagem esperada de herói? Justifique bem a sua resposta: 

19) Cite duas características dos povos africanos abordadas no filme: 

20) De que parte do filme você mais gostou? Por quê? 

21) Você concorda que quanto mais medo se sente de alguém mais poder se dá a ele? Justifique sua resposta: 

22) Por que Kiriku conseguiu derrotar a feiticeira? O que isso revela? 

23) O que você achou do final do filme? Ele foi ou não surpreendente? 


(Filme indicado pela colega de grupo: Adriana Rocha)

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Atividade sobre o texto "O sinal do pajé", de Daniel Munduruku

 
O sinal do pajé

Na nossa época, Curumim -- falou o velho pajé como se tivesse lido seu pensamento --, não tínhamos muito tempo para brincar, não. Vivíamos constantes tensões. Era um tempo de guerra contra outras gentes do lado oposto do rio. Era também uma época em que os homens brancos estavam chegando em nossas aldeias. Éramos jovens e torcíamos para que nossos líderes permitissem que interceptássemos os barcos que traziam os homens de roupa comprida. Mas tínhamos medo, muito medo. (...)
-- Vocês tinham medo do quê? -- quis saber o menino. 
-- Naquela ocasião, não sabíamos direito do que tínhamos medo, mas o fato é que aquelas pessoas que estavam vindo para cá encontrar-se conosco eram muito estranhas, muito feias, muito selvagens. Seus olhos eram diferentes, seus rostos sujos de pelos nos causavam medo. Seus rostos não nos permitiam ver sua pele; não sobrava nada onde se pudesse fazer uma pintura de boas-vindas. Então, não ficávamos seguros sobre o que eles realmente queriam. 
-- E eles não podiam ser amigos? E se só quisessem o bem de nossa gente? -- questionou o garoto. 
-- Isso tudo, Curumim -- retomou a palavra a avó --, nossos líderes também se perguntavam. Quando começamos a ouvir o sonho de nossos avós sobre a chegada dos homens peludos, era tudo engraçado. Alguns dos nossos avós chegaram a dizer que eles sabiam voar dentro de pássaros gigantes e que nossas flechas nunca poderiam impedi-los de voar, por serem grandes e fortes. Outros pajés diziam ter visto em seus sonhos que aqueles estrangeiros eram muito perigosos porque tinham medo da floresta, dos animais, dos peixes, dos rios. 
-- E por que isso os tornava perigosos? -- perguntou o velho pajé com a intenção de provocar a curiosidade no Curumim. 
-- Porque com medo, as pessoas fazem coisas sem pensar direito. E se temos medo de algo, nosso primeiro pensamento é destruir o que nos assusta. Eles iriam destruir nossa terra, tínhamos certeza. 
A conversa parou por ali. O Curumim sabia que seus avós tinham um tempo certo de falar e calar, e este tempo tinha chegado ao final. Ele sabia que não adiantava mais fazer perguntas, pois eles não responderiam a mais nada naquele momento. (...)

(Daniel Munduruku) 

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) Qual a sua temática? Justifique sua resposta: 

03) Copie do texto uma antítese, explicando sua importância para o contexto: 

04) Quais marcas linguísticas foram utilizadas pelo pajé para se referir à própria sociedade, a outros grupos indígenas e aos europeus? 

05) O que essas marcas podem revelar sobre a cosmovisão indígena? 

06) Transcreva do texto uma passagem que revela respeito pelas tradições indígenas, explicando o que você pensa a respeito disso: 

07) Copie do texto uma passagem que revela a impotência do indígena com relação ao homem branco, justificando sua escolha: 

08) O que você achou do argumento dado pelo pajé para justificar que o homem branco era perigoso? Ele fez algum sentido? 

09) Posicione-se sobre a afirmação que se encontra sublinhada no texto, argumentando bem: 

10) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

11) Justifique, respectivamente, o emprego dos dois porquês destacados no texto: 

12) Localize no texto:

a) um substantivo próprio:
b) um advérbio de negação:
c) um advérbio de intensidade:
d) três adjetivos:
e) dois advérbios de lugar:
f) dois pronomes possessivos:
g) um pronome demonstrativo:
h) um numeral: 

Atividade sobre a música "Cariocas", de Adriana Calcanhoto


 Cariocas

Cariocas são bonitos
Cariocas são bacanas
Cariocas são sacanas
Cariocas são dourados
Cariocas são modernos 
Cariocas são espertos
Cariocas são diretos
Cariocas não gostam de dias nublados

Cariocas nascem bambas
Cariocas nascem craques
Cariocas têm sotaque
Cariocas são alegres
Cariocas são atentos
Cariocas são tão sexys
Cariocas são tão chatos
Cariocas não gostam de sinal fechado

(Adriana Calcanhoto)

01) Justifique o título da música: 

02) Quantas vezes aparece no texto a palavra "cariocas"? Por que tanta repetição assim?

03) Circule na canção todos os adjetivos que encontrar: 

04) Predomina no texto características boas ou ruins dos cariocas? 

05) Localize na música a figura de linguagem chamada anáfora e explique sua importância para o contexto: 

06) Que crítica aos cariocas encontra-se diluída no texto? Explique: 

07) Que mensagem a canção transmite? Comente: 

08) Divida toda a letra de música em orações, dizendo quantas você encontrou: 

domingo, 25 de outubro de 2020

Atividade sobre a crônica "A mulher sem medo", de Moacyr Scliar

 A mulher sem medo

"Cientistas americanos estudam o caso de uma mulher portadora de uma rara condição, 
em resultado da qual ela não tem medo de nada". 

(Folha de São Paulo)

Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão, começou a namorar a mulher sem medo. Na verdade havia ali também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto, que era o de escrever um livro chamado "A vida com a mulher sem medo", uma obra que, imaginava, poderia fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna. Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a acontecer. 
Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove horas da manhã, senão... E aí vinham as advertências: senão eu grito com você, senão eu bato em você, senão eu deixo você sem comida. 
Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às gargalhadas. Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu queria ficar assustada com suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo". 
Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro. 
Como fazê-lo? Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-lo só barata ou rato. Resolveu optar pela barata, por uma questão de facilidade: perto de onde moravam havia um velho depósito abandonado, cheio de baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de boca larga. 
Voltou para casa e ficou esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já antegozava a cena: ela sem dúvida subiria numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor. 
Foi neste momento que o rato apareceu. Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei dos Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o de pé sobre uma cadeira, agarrado ao video com as baratas, gritando histericamente. 
Fazendo jus à fama, ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às gargalhadas. Foi buscar uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores problemas. Feito que ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com as quatro baratas. O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobres insetos? Ou aquilo era um novo tipo de perversão? 
Àquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque para assustá-la seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas, assim como não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo era uma coisa no mínimo amedrontadora. 

(Moacyr Scliar)

01) O que inicia a crônica do Moacyr Scliar? Como a notícia dialoga com o texto? 

02) Justifique o título dado ao texto: 

03) Como o homem encarava o fato de a mulher não sentir medo de nada? 

04) Por que o homem pensou logo em ratos e baratas? 

05) No que resultou essa experiência? Quem, afinal, tinha medo disso tudo?

06) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

sábado, 24 de outubro de 2020

Atividade sobre o texto "Lutem contra a violência doméstica e territorial!", de Eliane Potiguara

 Lutem contra a violência doméstica e territorial

A pobreza é a maior violação dos direitos humanos, eu não sabia disso quando era criança. As lágrimas de vovó, assim como a vida de milhares de mulheres indígenas do mundo, refletem esse tipo de violação. A pobreza é o resultado das maiores competições, guerras e conflitos. As mulheres e crianças sofrem por isso. É um fator determinante de violência. É preciso erradiar a pobreza. Centenas de tratados, convenções, declarações foram escritos no plano nacional e internacional, mas a pobreza perdura. O que está faltando? 
Toda mulher quer ser mulher, porque ser mulher é contribuir com a ética para o crescimento da Humanidade, principalmente quando ela busca não perpetuar a cultura dominante e secular que impõe padrões preconceituosos na criação dos filhos(as). Toda mulher quer ser mulher por perceber a luta pela igualdade de gênero e quando ela trabalha para isso na nova sociedade, no cotidiano de sua vida, nas relações com o esposo, filho(as), irmã(os), parentes e amigos. 
Nos dez pontos que escrevi no Dia Internacional da Mulher, no dia 08/03/2006, no texto "Quer ser Mulher? Perguntou Deus!", tive o objetivo de polemizar e chamar a atenção da sociedade para diversas culturas e regimes sócio-político e econômicos que impõem uma vida indigna às mulheres. Temos muitos avanços na classe média ou nos grupos mais esclarecidos, quando mulheres já possuem posições no contexto social e quando seu status no lar atinge patamares respeitáveis, salvo exceções como, por exemplo, em relação aos assassinatos de mulheres jornalistas, artistas e outras profissionais e com ascensão econômica. 
No entanto, as mulheres pobres e as altamente miseráveis de todas as etnias, inclusive a indígena, sofrem da violência masculina e discriminação da própria sociedade. E esse fato é um desafio para grupos de mulheres organizadas por seus direitos e um desafio para os governantes no setor da Educação, Trabalho e Saúde e desenvolvimento, tanto no Brasil quanto nos outros países. (...) 
Mulheres indigenas: Lutem contra a violência doméstica e territorial! 

(Eliane Potiguara) 

01) Justifique o título dado ao texto acima:

02) A que gênero textual ele pertence? Que características apontam para tal gênero? 

03) Qual é o tema do texto? Justifique sua resposta: 

04) Para qual público ele foi escrito? 

05) Qual a maior violação dos direitos humanos, segundo a autora? E para você? 

06) Retire do texto um trecho em que explica porque toda mulher quer ser mulher: 

07) Você concorda com a autora quando relata que as mulheres pobres sofrem mais? Justifique sua resposta: 

08) Que apelo é feito às mulheres indígenas? O que você pensa a respeito disso? 

09) O que podemos fazer para modificar esse cenário de desigualdade e violência? 

10) O que você sabe sobre  a cultura indígena? 

11) Qual a importância de ler textos escritos por índios? 

12) Posicione-se sobre a afirmação que se encontra em negrito no texto, argumentando bem: 

13) Que mensagem o texto transmite? Comente: 

14) Crie um cartaz bem criativo (numa folha A4) ressaltando o apelo feito pela autora: 

(Atividade feita em parceria com a colega de grupo: Tarisne Paludo)

Atividade sobre a música "Só tem eu", de Zé Felipe


Só tem eu 

Cê tá achando que vai 
Não vai me esquecer não
Eu ainda
Dentro do seu coração 

Na foto que cê não apagou 
Na legenda que falava de amor 
Escuta seu coração, por favor 

Se não sou eu vai ser quem
O amor teu
você não percebeu 
Que só tem eu! 

Volta, pelo amor de Deus 
Você sabe que eu te amo 
Ninguém te ama mais que eu 
Pode tentar me esquecer 
Mas o teu coração é meu 

Nem o brilho das estrelas, nem a lua, nem o mar
Nada disso se compara ao amor que sei te dar 

(Zé Felipe)


01) Justifique o título dado à música: 

02) Que apelo o eu lírico faz à pessoa amada? 

03) Por que o eu lírico ainda acha que tem chance? O que você pensa a respeito disso? 

04) Copie do texto fortes marcas de oralidade, mencionando que efeito elas derem à canção: 

05) Com que intenção o eu lírico cita os elementos da natureza? 

06) Que mensagem a canção transmite? Comente: 

07) Diga a que classe gramatical pertence cada uma das palavras destacadas na música: