domingo, 22 de setembro de 2019

Atividade sobre o texto "As gravatas de Mário Quintana", de Mário Perini

As gravatas de Mário Quintana
(não basta saber uma língua para entendê-la)

Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias? 
A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo: em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente. 
Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e  assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário -- e suficiente -- que falem a mesma língua. 
É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário: depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu? 
O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras  da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples -- e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)
O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.
Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime "posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado  do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana
Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin, agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como "autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin
Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significados? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria -- porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria: além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor. 
Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse na autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionados: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro. 
(Mário Perini)

01) Justifique o título do texto: 

02) Justifique o subtítulo nele também empregado: 

03) Qual o objetivo do autor com tal texto? 

04) Explique o uso dos parênteses no primeiro parágrafo: 

05) Explique também qual a função do itálico em algumas passagens do texto: 

06) Posicione-se sobre o trecho que se encontra em negrito no texto, argumentando bem: 

07) Por que o autor utilizou como exemplo a questão da preposição DE? Você achou viável? 

08) Segundo o texto, qual a diferença entre "gravatas" e "poemas"? Você concorda com essa justificativa dele?  Justifique sua resposta: 

09) O que é essencial então para conseguir se comunicar: saber gramática, saber interpretar ou ter muitas informações e o chamado "conhecimento de mundo"? Explique seu raciocínio: 

10) O que você aprendeu com a leitura desse texto? Comente: 

Atividade com tirinhas e "Barraca do Deixo" - Saúde emocional


01) O que ocorre no primeiro quadrinho?

02) Tente responder, sinceramente, à pergunta feita pelo menino ao seu tigre no segundo quadrinho:

03) Copie da historinha um vocativo, justificando sua resposta:

04) Tente responder às interrogações feitas no terceiro quadrinho?

05) Explique a frase do Haroldo no último quadrinho, concordando ou não com ela:

06) No que reside o humor na última fala do Calvin? Explique:

07) Quais são as vantagens e desvantagens de se ser humano?

08) Que mensagem a tirinha transmite? Comente:

09) Justifique o emprego dos porquês na tirinha:

10) Em algum momento você já quis ser menos humano? Por quê? Comente a situação:

11) Localize na tirinha acima:

a) um advérbio de intensidade:
b) um substantivo próprio:
c) um advérbio de tempo:
d) um pronome pessoal do caso reto:
e) um advérbio de negação:
f) uma marca de oralidade:
g) dois adjetivos:
h) um pronome de tratamento:


12) Copie da tirinha acima um vocativo, explicando como você o reconheceu:

13) Coloque na tirinha alguns acentos e sinais de pontuação que ficaram faltando:

14) Explique o emprego das reticências no segundo quadrinho:

15) Que mensagem a tirinha trasmite?

16) O que você diria, como mãe, à menina?

17) O que a tirinha acima tem a ver com a do Calvin? Explique seu raciocínio:

18) Copie da tirinha um pronome demonstrativo, dizendo que tipo de distância ele indica com relação ao falante e com o seu interlocutor: 

19) Retire da tirinha:

a) um advérbio de lugar:
b) um pronome demonstrativo:
c) uma conjunção:


20) Imaginando a "Barraca do DEIXO", acima, cite três coisas que muito incomodam você, que fazem mal, e que você gostaria de se livrar, de se libertar! Boa sorte! 

sábado, 21 de setembro de 2019

Atividade sobre "Via Láctea", de Olavo Bilac

Via Láctea

"Ora, (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direis, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas." 

(Olavo Bilac)

01) Justifique o título empregado na poesia acima:

02) Podemos afirmar que se trata de um soneto? Por quê?

03) Para o eu lírico, qual é a condição para se ouvir e entender as estrelas? Qualquer pessoa pode conversar com elas? 

04) Como o eu lírico reage à visão do céu deserto, "ao vir do sol"?

05) Como vêm marcados os versos que reproduzem o diálogo entre o eu lírico e seus interlocutores?

06) Segundo o eu lírico, como esses interlocutores reagiriam ao saber de seu hábito de conversar com as estrelas?

07) Que palavras ou expressões revelam a conclusão a que você chegou na questão anterior?

08) Que marcas linguísticas comprovam que o eu lírico se dirige a um ou a vários interlocutores?

09) Com base no significado da palavra "Pálio", que é uma espécie de manto sagrado, que imagem é possível construir na Via Láctea nesse momento do texto?

10) Que mensagem o texto transmitiu?

11) Cite duas características parnasianas presentes no texto:

Atividade sobre a poesia "É duro ter um coração mole", de Alice Ruiz

É duro ter um coração mole

Por favor
Não me aperte tanto assim
Tenha cuidado, pega leve
Olha onde pisa
Isso é meu coração
meu ganha-pão
instrumento de trabalho,
meio de vida, profissão
meu arroz com feijão
meu passaporte
para qualquer parte
para qualquer arte
Não machuque esse meu coração
Preciso dele
Para me levar a Marte
Sem sair do chão
Não me aperte
Não machuque
Tome cuidado
Eu vivo disso
Poesia, sonhos
E outras canções
Sem emoção
Morro de fome
Sinto muito
Mas não há nada
Que eu possa fazer
Sem coração.

(Alice Ruiz)

01) Justifique o título da poesia:

02) Qual o significado da palavra "duro" empregada no título? Podemos dizer que é um antônimo da palavra "mole", ali também empregada? 

03) O que significa a expressão "pegar leve"? Qual o sentido dela no texto?

04) O que significa dizer que é "meu arroz com feijão"?

05) Explique o trocadilho entre as palavras "parte" e "arte":

06) Você também costuma utilizar o seu coração para tudo? Considera essencial também? Comente:

07) Circule na poesia todos os verbos no modo imperativo, dizendo a importância deles para o contexto: 

08) Que mensagem a poesia transmitiu?

09) Localize no texto:

a) Um substantivo próprio:
b) Um advérbio de negação:
c) Um advérbio de intensidade:
d) Um advérbio de modo:
e) Um advérbio de lugar:
f) Um substantivo composto:
g) Um pronome demonstrativo:
h) Um pronome possessivo:
i) Três substantivos comuns:

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Atividade sobre a música "Todo dia é dia de comemorar", de Supercombo


Todo dia é dia de comemorar

Eu não nasci quadrado
Tenho um quadro clínico de excessos
Uma compulsão que tenho por arriscar

Eu já abracei estranhos
Caí de escadas, fiz yoga
Tudo pra suprir a hiperatividade

Eu já tomei florais e pró depressivos
Antiácidos, anteontem eu testei
Algo que a Anvisa nem aprovou

Já me joguei no chão
Machuquei os dedos
Tomei mijada, não adianta
Todo dia é dia de comemorar

Eu desafio você a ter
Uma overdose de felicidade
Quero ver você se transbordar
Você se transformar...

(Supercombo)


01) Justifique o título dado à canção:

02) O que significa o verso "Eu não nasci quadrado"?

03) Com base na música, caracterize a personagem utilizando, no mínimo, 5 (cinco) adjetivos:

04) O que você acha que a Anvisa ainda não aprovou e que já foi experimentado pela personagem?

05) O que seria ter uma "overdose de felicidade"?

06) Que convite a música faz? O que você pensa a respeito disso?

07) De que passagem da música você mais gostou? Por quê?

08) Que mensagem a canção transmite?

Atividade sobre Anúncio Publicitário - Idoso carente


01) Qual o objetivo do anúncio acima?

02) Qual o tema que ele aborda? É um tema comum em nossa sociedade? 

03) Observe que tal anúncio incluiu um cupom-resposta com uma frase que serviria como desculpa para o leitor não auxiliar o idoso carente. De que modo esse recurso pode convencer o público a aderir à campanha?


04) Em que tempo e modo verbal os verbos "Posso" e "Tenho" estão empregados?

05) Explique as reticências presentes no final da frase:

06) Por que os verbos "está" e "quiser" encontram-se em destaque nas frases? 

07) Que mensagem o anúncio transmitiu? 

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Atividade sobre a música "Pontes indestrutíveis", do Charlie Brown Jr.


Pontes indestrutíveis

Buscando um novo rumo
Que faça sentido
Nesse mundo louco
Com o coração partido, eu
Tomo cuidado
Pra que os desequilibrados
Não abalem minha fé
Pra eu enfrentar
Com otimismo essa loucura

Os homens podem falar
Mas os anjos podem voar
Quem é de verdade
Sabe quem é de mentira
Não menospreze o dever
Que a consciência te impõe
Não deixe pra depois 
Valorize a vida

Resgate suas forças
E se sinta bem 
Rompendo a sombra
Da própria loucura
Cuide de quem
Corre do seu lado
E quem te quer bem
Essa é a coisa mais pura 

Fragmentos da realidade
Estilo mundo cão
Tem gente que desanda
Por falta de opção
E toda fé que eu tenho
Eu tô ligado
Que ainda é pouco
Os bandidos de verdade
Tão em Brasília, tudo solto
Eu faço da dificuldade
A minha motivação
A volta por cima
Vem na continuação
O que se leva dessa vida
É o que se vive
É o que se faz
Saber muito é muito pouco
"Stay Will" esteja em paz

Que importa é se  sentir bem
Que importa é fazer o bem
Eu quero ver meu povo todo
Evoluir também
Que importa é se sentir bem
Que importa é fazer o bem
Eu quero ver meu povo todo
Prosperar também 

Resgate suas forças...

Difícil é entender
E viver no paraíso perdido
Mas não seja mais um iludido
Derrotado e sem juízo
Então! 

Resgate suas forças...

Viver, viver e ser livre
Saber dar valor
Para as coisas mais simples
Só o amor constrói
Pontes indestrutíveis

(Charlie Brown Jr.)

01) Justifique o título da música:

02) Posicione-se sobre a primeira passagem em negrito no texto:

03) Interprete o segundo trecho em destaque na canção:

04) Copie do texto uma antitese, justificando:

05) Explique a terceira e a quarta passagem em negrito no texto:

06) Você concorda que "Saber muito é muito pouco"? Justifique sua resposta:

07) Por que existe uma expressão que se encontra entre aspas no texto?

08) Você concorda que "só o amor constrói pontes indestrutíveis"? Justifique sua resposta:

09) Que mensagem a canção transmitiu?