quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Atividade sobre Intertextualidade, com obras de Salvador Dalí



01) A obra de arte acima, chamada de "Persistência da memória", de Salvador Dalí, é um exemplo de linguagem verbal ou não-verbal? Justifique sua resposta:

02) Baseando-se na sua resposta anterior, tente passar de uma linguagem para a outra, de modo a não perder nenhum detalhe:

03) A respeito da tela, assinale as afirmações verdadeiras:

(A) Aparecem apenas cenas e objetos que não existem na realidade.
(B) O quadro mistura cenas e objetos reais e outros que são produto da imaginação do autor.
(C) A imagem pode ser considerada uma mistura de sonho e realidade.
(D) Dalí preocupou-se em retratar com precisão diferentes imagens muito presentes em nosso cotidiano. 

04) Que elementos você identifica na figura? Descreva-os:

05) O que mais chama sua atenção na imagem?

06) Na leitura que você faz desse quadro, o que significam os relógios "moles", que "escorrem"?

07) Essa tela provoca as mais variadas reações em quem a observa. Leia estes comentários, por exemplo, postados em blogues: 

"Este quadro representa o tempo e transmite-nos a sensação de lentidão: está tudo muito parado. Os relógios mostram ritmos de vida diferentes (os ponteiros estão em horas não coincidentes, diferentes), talvez devido ao calor. A imagem retrata um deserto ao entardecer. Talvez simbolize o fim da vida."

"A passagem do tempo sempre foi um mistério, e acho que continuará a ser. Por que será que determinados momentos parecem passar tão rapidamente e outros demoram tanto?" 

E você? Que  análise você faz?


08) Por que podemos afirmar que uma obra acima, chamada "Desintegração da persistência da memória", do mesmo pintor, dialoga com a outra (a esse diálogo damos o nome de intertextualidade)? 

09) Que pontos de semelhança você identifica? Por que isso foi, de certa forma, mantido? 

10) Que diferenças você observa nelas? Por que será que isso ocorreu?

11) Na primeira obra, os relógios sugerem preocupação com um tempo que se derrete, se vai. Observe novamente a segunda obra, com sua paisagem desintegrada.

a) O que sugerem os objetos incluídos nesta tela?

b) DESINTEGRAR é "desfazer, desagregar" e tmabém "retirar, afastar, separar". Sendo assim, como você interpreta o título dessa obra? 

12) De qual das duas obras analisadas você mais gostou? Por quê? 

13) Que mensagem se pode extrair da análise de ambas? 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Como nasceram as estrelas (Clarice Lispector)


Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro -- e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas. 

Era uma vez, no mês de janeiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer. 

Uma vez elas notaram que faltava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca. 

Quando saíam de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daquelas que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça. 

-- Vamos voltar e trazer conosco uns curumins. (Assim chamavam os índios as crianças). Curumin dá sorte. 

E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta -- eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo à avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas -- e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cipó embaixo deles. 

Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no cgão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em estrelas brilhantes. 

Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, "sempre" não acaba nunca. 

(Clarice Lispector)

01) O que é uma lenda? Por que esse texto é uma lenda? Explique: 

02) Que personagens aparecem nessa lenda? 

03) O que levou as mulheres a se embrenharem no mato?

04) Por que as mulheres chamaram os curumins? 

05) Por que os curumins ficaram com medo das mães? Você acha que isso foi motivo suficiente? O que teria feito no lugar deles? 

06) Que ideia eles tiveram para fugir delas? 

07) O que as mães fizeram quando viram os filhos subindo pelo ar? 

08) Além da origem das estrelas, o texto explica também a origem de qual outro elemento da natureza? Explique:

09) Explique a importância da passagem grifada no texto para o entendimento do que veio a seguir: 

10) Para o narrador, as mães terem se transformado em onças é algo fantasioso ou que poderia acontecer na vida real? Comente:

11) O que pode ser considerado real nesta lenda por revelar o modo de vida e a cultura desse povo indígena?

12) Na lenda, o que a atitude dos curumins tem a ver com a origem das estrelas?

13) Ao ser transformados em estrelas, os curumins foram castigados ou premiados? Por quê? 

14) Que ensinamento essa lenda transmitiu? 

15) Você diria que o narrador concorda com a explicação dos índios bororos para o surgimento das estrelas? Explique: 

16) Pela leitura da lenda, deu para perceber que a vida dos homens era mais fácil ou mais difícil do que a das mulheres? O que você pensa a respeito disso?

17) Em sua opinião, há tarefas que só devem ser realizadas por homens e outras que só podem ser realizadas por mulheres? Explique seu raciocínio, citando algumas dessas tarefas (se for o caso): 

18) Retire do texto exemplos de oralidade, dizendo a importância disso para o gênero textual em questão:

19) Identifique esses momentos na narrativa: situação inicial, complicação, ações, clímax e desfecho:

domingo, 15 de outubro de 2017

Atividade sobre o filme "Um senhor estagiário"


Sinopse: Ben Whittaker é um viúvo com 70 anos que descobriu que a aposentadoria não é tudo aquilo de bom que as pessoas falam. Ele vive entediado e leva uma vida mónotona, até que, aproveitando uma oportunidade de voltar à ativa, se torna estagiário sênior de um site de moda, fundado e dirigido por Jules Ostin, com quem cria uma forte amizade. (Duração: 2 h) 

01) Explique o duplo sentido presente no título do filme, dizendo que palavra é responsável pela ambiguidade: 

02) O que o filme denuncia? Justifique sua resposta: 

03) Quando Ben lê as exigências para o estagiário, o que o "assusta"? O que você pensa disso?

04) Que problema a Jules enfrenta em seu casamento? O que isso revela?

05) Como você acha que os aposentados, de um modo geral, são vistos no nosso país? Posicione-se sobre isso:

06) Liste vantagens e desvantagens dos jovens e dos idosos no mercado de trabalho:

07) O que Ben aprendeu com a amizade com a Jules? E ela com ele? Comente:

08) De que parte do filme você mais gostou? Por quê? 

09) Que mensagem o filme lhe transmitiu? 

10) De 0 a 10, que nota daria ao filme em questão? Justifique sua resposta: 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Barbeiro



Diz que, um belo dia, um índio bem alegre chegou numa barbearia juntamente com um menino, os dois para cortar o cabelo. 

O barbeiro, gente mui buena, fez um belo corte no índio, que já aproveitô pra aparar a barba, enfim, deu um trato geral. Depois de pronto o índio, chegou a vez do guri. Nisso o índio disse pro barbeiro:

-- Tchê, enquanto tu corta as melena do guri, vou dar um pulo até o bolicho da esquina comprar um cigarrito e já tô de volta. 

-- Tá bueno! -- disse o barbeiro. 

Só que o barbeiro terminou de cortar o cabelo do guri e o índio não apareceu. 

-- Senta aí e espera que teu pai já vem te buscar. 

-- Ele não é meu pai! - disse o moleque. 

-- Teu irmão, teu tio, seja lá o que for, senta aí. 

-- Ele não é nada meu! -- falou o guri. 

Aí o barbeiro perguntou intrigado:

-- Mas quem é o animal então?

-- Não sei! Ele me pegou ali na esquina e perguntou s eeu queria cortar o cabelo de graça! 

(Autor desconhecido)

01) As hipóteses que você havia levantado sobre o texto se confirmaram?

02) Quantas personagens há na história e como o narrador se refere a elas? Ele as chama pelo nome? O que isso revela?

03) O narrador caracteriza detalhadamente as personagens? O que se sabe sobre elas? 

04) Há informações sobre a situação das personagens antes e depois do episódio narrado? 

05) O texto informa quando e onde aconteceu esse episódio?

06) A princípio, qual se imagina que seja a relação entre o homem e o menino? Por quê?

07) Até que ponto do texto essa impressão se mantém?

08) Você achou o final engraçado? Surpreendente? Por quê? 

09) Copie do texto expressões coloquiais, informais: 

10) O que significa a expressão destacada no texto? Você costuma utilizá-la? 

11) Podemos afirmar que esse texto pertence ao gênero textual CAUSO? Justifique sua resposta: 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Atividade sobre o filme "SING - Quem canta seus males espanta"



Sinopse: Um empolgado coala chamado Buster decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos da cidade, todos de olho nos "15 minutos de fama" e também nos US$ 100 mil doláres de prêmio! (Duração: 1h 48 min)

01) Por que o valor do prêmio saiu errado nos cartazes? 

02) Os cartazes convidando para o "Concurso de canto" foram espalhados aos quatro ventos. Explique o sentido denotativo e conotativo da expressão destacada: 

03) Que problema familiar é denunciado na vida do gorila Jonny? Isso costuma mesmo acontecer? O que você pensa sobre isso? Comente:

04) O que gerou o término do namoro entre os dois porcos-espinhos? O que você pensa a respeito disso? Explique:

05) E que problema parecia ocorrer na vida da porquinha Rosetta? Explique: 

06) Que "solução" foi encontrada por essa porquinha para conseguir ir aos ensaios? Por que isso falhou? 

07) Por que a elefanta não conseguia cantar? Você já passou por uma situação assim? 

08) Qual era a função da lhama Judith no filme? 

09) Por que o pai do Jonny foi preso? E para que ele resolveu fugir da prisão? 

10) Por que o balde era tão importante para o coala Buster? 

11) "O bom de se estar no fundo do poço é porque só tem uam saída: para cima". Tal frase apareceu em dois momentos do filme. Quais foram eles? 

12) Como descobrem que não tem dinheiro algum no baú? O que acontece logo em seguida? 

13) Por que ocorre a destruição do teatro? 

14) "Não deixe o medo desistir de fazer o que você ama". Você concorda com essa frase dita no filme? Explique: 

15) O que o Buster resolve fazer depois que o teatro é destruído? 

16) O que faz o Buster desistir desse novo trabalho? Que ideia ele tem? Ela dá certo? 

17) Praticamente todas as personagens do filme têm um sonho. Qual? Eles o realizaram?

18) O que a famosa cantora Nana resolveu fazer, no final? 

19) De que personagem você mais gostou? Por quê? 

20) Que mensagem o filme lhe transmitiu? Comente: 

21) Que nota, de 0 a 10, você daria ao filme? Por quê? 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Exercícios sobre Variação Linguística / Oralidade

01) Observe a linguagem utilizada na frase abaixo, tirada de uma propaganda:



a) Identifique as gírias que aparecem na frase manuscrita:

b) Como você escreveria essa frase sem usar gíria?

c) A propaganda de onde esse texto foi tirado anuncia um guia de redação. A quem ela deseja atingir?

d) Que efeito o emprego da gíria cria na frase principal da propaganda?

e) Você deixou de entender o recado por causa das gírias?

02) Imagine que uma adolescente escrevesse este e-mail para o diretor da escola (pedindo providências para um campeonato esportivo): 

Ô meu, vc precisa dar um gás no campeonato de vôlei e fazer algo manero para os mano da escola. Não fique bolado, deixe de ser presepeiro, senão vai pagar mico. Tá ligado? 
Falô, broder. 

E, para o namorado, enviasse a seguinte mensagem: 

Prezado senhor, 

Temos em nossa agenda muitas datas sem compromisso marcado, motivo pelo qual manifestamos interesse em acompanhá-lo em sua próxima ida ao cinema. Caso haja interesse da sua parte, colocamo-nos à disposição para novos contatos, nos quais possamos detalhar nossa proposta. Atenciosamente,
Maria Margarida de Sousa Leite

a) Comente a linguagem dos textos acima e explique a reação que provavelmente causariam aos destinatários: 

b) Reescreva ambos os textos, adequando-os a cada situação e aos seus respectivos destinatários: 

domingo, 24 de setembro de 2017

A intertextualidade entre imagens!




01) O que as duas imagens têm em comum? E o que elas têm de diferente?

02) O que ambas as imagens denunciam? O que você pensa a respeito disso? Comente:

03) Você já se sentiu numa dessas situações? Explique:

04) Que título você daria a cada uma delas?

05) Podemos afirmar que os seres humanos comovem-se com as dores do mundo? Justifique sua resposta: 

06) As pessoas estão mesmo preocupadas com o que acontece ao redor delas? Comente: 

07) Qual das duas imagens incomodou mais você? Por quê? 

08) No que você acha que as pessoas mais estão se "afogando" atualmente? Explique seu raciocínio:

09) Por que você acha que todos os personagens parecem iguais, fisicamente?

10) Quais sentimentos  imagem da TV desperta nos telespectadores? Ela também desperta isso em você?

11) Que legendas você criaria para ambas as imagens?  

12) Que mensagem as imagens transmitem? O que se pode aprender com elas?

13) Se uníssemos as duas imagens, quem seriam os "fotógrafos" e o que fizeram para que a imagem chegasse até a TV? Qual seria a notícia?

14) Elabore um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: "A falsa preocupação da sociedade com os problemas do mundo": 


(Colaboradoras artemanhosas: Nívea Nascimento, Nalvinha Kássia, Aparecida e Zizi )

sábado, 23 de setembro de 2017

Analisando um anúncio de Mineirinho Zero!



01) O que está sendo anunciado?

02) Quantas embalagens do produto anunciado estão presentes no anúncio?

03) Qual característica desse produto está sendo destacada?

04) A que faixa etária as pessoas presentes no anúncio parecem pertencer?

05) Como essas pessoas estão vestidas? O que elas carregam nas costas?

06) Qual o estado de espírito que os modelos demonstram?

07) Qual a importância desse estado de espírito para o anúncio?

08) Liste os objetos encontrados no anúncio e aponte o que há de comum entre todos eles:

09) O que a lista acima significa? Explique:

10) Sabendo que as cores frias são os tons de azul, verde e violeta, e as quentes são os diversos tons de amarelo, laranja e vermelho, analise as cores utilizadas e o que tal escolha revela:

11) O produto anunciado aparece no canto inferior direito parcialmente mergulhado na água. Qual teria sido a intenção dos criadores do anúncio ao apresentá-lo dessa forma? Que ideia eles podem ter querido passar ao consumidor?

12) Em que época do ano provavelmente tal anúncio foi divulgado?

13) Onde esse anúncio poderia ser veiculado?

14) Qual o slogan desse produto?

15) Na frase que se encontra dentro do bote, há uma palavra que se dirige diretamente ao consumidor. Qual é ela?

16) Em tal frase foi usada a formalidade ou a informalidade da linguagem? Justifique sua resposta:

17) Observe que essa frase não está escrita em linha reta. O que o formato do texto pode lembrar e qual seria esse objetivo?

18) Você consegue identificar a palavra do texto que está relacionada a todos os elementos visuais do anúncio? Qual é ela?

19) Qual o objetivo de uma campanha publicitáaria, de um modo geral? E desta, em especial?

20) Os elementos presentes no anúncio são suficientes para você se decidir a consumir o produto? Justifique sua resposta:

21) Você acredita que o anúncio apela mais ao seu lado emocional ou ao racional? Ou a ambos? Por quê?

22) Que nota você daria a esse anúncio, de uma forma geral? Justifique sua resposta:

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Dicas de joguinhos educativos!

Nem sabia da existência desses joguinhos educativos em forma de baralhos, até a minha querida amiga Else Portilho comentar lá no grupo "Arte e Manhas da Língua", no Facebook. Aí, claro, curiosa que sou -- além de adorar as preciosas dicas dessa minha amiga -- fui correndo comprá-los! Vejam as minhas aquisições: 

01) JOGO DA MEMÓRIA - DIMINUTIVO E AUMENTATIVO: 

Meu filho de oito anos simplesmente amoooooou! É aprender brincando! É um livro em forma de caixinha, do tamanho de um baralho, com 42 peças para formar trios com a palavra e seu diminutivo e aumentativo. Bem ilustrado e o material é de ótima qualidade! Vale muuuuito a pena adquirir! 




02) JOGO DA MEMÓRIA - ANTÔNIMOS (que também dá para trabalhar, claro, com ANTÍTESES!):

Este aqui eu confesso que me arrependi de ter comprado, porque achei muito simples, ou seja, não vem nem ilustrações, apenas as palavras, então dava perfeitamente para a gente escrever no computador e imprimir! São 50 palavras para formar 25 pares de antônimos / antíteses! E, na minha sincera opinião, poderia ter vindo no mesmo esquema do de diminutivo e aumentativo: ilustrado! 




03) GERADOR DE HISTÓRIAS DIVERTIDAS:

Este eu achei muuuuuuito legal e o meu filhote Miguel também! Cada um tem que retirar ao menos uma de cada um dos quatro grupos de cartas, tendo de unir os elementos que caíram e criar uma história. Já experimentamos e vale super a pena adquirir! Sem medo! Só para terem uma ideia de como é:





04) A CAIXA MÁGICA DE PERGUNTAS PARA CRIANÇAS:

Não que eu tenha me arrependido de comprar este aqui, pois a vida anda corrida e assim já vem tudo prontinho para colocar logo em uso com o Miguel e com os seus coleguinhas, já que nunca trabalhei com o Ensino Fundamental I e não trabalho mais com o II há uns trocentos anos! Mas... Se alguém tivesse compartilhado as 40 perguntas, também dava mole mole para fazer imprimindo, visto que não tem nada de mais nas cartas, como podem notar:




05) A FANTÁSTICA FÁBRICA DE HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS (1 e 2):

Gostei tanto do primeiro quanto do segundo, já o Miguel disse que gostou mais do primeiro, porque dá mais ideias! (risos) Ambos os joguinhos dão o início da história e você tem que completar, usando a sua imaginação e sua criatividade!





06) DIGA TUDO COM TRÊS PALAVRAS: 

São 50 cartas com desafios divertidos, em que a pessoa tem que completar com apenas três palavras, e testar, claro, o seu poder de síntese. Vou usar com os meus alunos! Animada! Depois eu conto como foi! Prometo! 



07) O QUE VOCÊ FARIA? 

São 100 perguntas para iniciar uma conversa! Eu gostei muito porque me lembrou aquele antigo caderno de perguntas que eu amaaaaaaava fazer e dar para os amigos responderem, na época da escola. Era um barato! 



08) NOVO PUXA CONVERSA: 

Mesmo esquema do anterior, com mais 100 perguntas para trocar ideias! Ideal para professor, psicólogo, curiosos de um modo geral... Recomendo também! 



09) COACHING DA CRIATIVIDADE:

Este comprei para conseguir o valor para ficar isenta do frete! (risos) Mas até que é legalzinho e também traz 100 perguntinhas básicas para ajudar a tornar a sua mente ainda mais criativa. É o único que não é do mesmo autor (Paulo Tadeu) e sim de Flávia Lippi! 


P.S.: Antes que todo mundo pergunte, já vou logo adiantando que comprei todos eles no site da Livraria Cultura e no da Saraiva. Aceitam cartão e parcelam! Ideal para professor pobre (redundante). rs rs rs 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Quem não gosta de trabalhar com charges?!?

01) O que a charge acima denuncia?

02) No que esse homem presente nela poderia estar pensando?

03) Por que a cabeça dele é tão pequena?

04) O que existe no fundo desse poço para a personagem querer tanto comprar?

05) Que provérbio poderia estar associado a essa charge?

06) Observe a imagem e informe como a tecnologia colabora no sentido de "um menor esforço físico":

07) Monte uma palavra cruzada com o tema central sendo TECNOLOGIA, utilizando todas as letras dessa palavra para relacionar a outras, dando dicas das mesmas, claro! 

08) Refaça a charge considerando a realidade de 50 anos atrás: 

09) Refaça-a agora imaginando uma provável realidade daqui a 50 anos: 

10) Crie uma frase com a palavra POÇO tendo o sentido denotativo e outra com o sentido conotativo, explicando: 

11) Altere a charge com 5 mudanças notáveis e explique o porquê de cada uma delas: 

12) Que título você daria a essa charge? 

13) Que mensagem a charge lhe transmitiu?

14) Associe a charge à imagem abaixo:


(Agradecimentos às amigas artemanhosas Nalvinha, Aparecida e Zizi pela parceria!)

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Só para esclarecer uma coisinha...


Eu ia até ignorar, deixar pra lá, ou simplesmente deletar daqui do blog os comentários semelhantes a este acima, só que eles, infelizmente, têm sido beeeeeem frequentes, então resolvi escrever esta postagem a fim de esclarecer algumas coisas, apesar de já considerar muuuuuuito clara a minha postura na resposta dada a ele!  

Primeiro que não ganho NADA com este blog (além de muitas amizades feitas através dele e que faço questão de manter) e, se o atualizo, há anos, é por pura BOA VONTADE e desejo de trocar, de ajudar alguns colegas, dando ideias de atividades e afins. Parece pouco para alguns? Lamento! Arregace as mangas e faça melhor, do jeitinho que acha que tem valor! Quer gabarito? Encontre alguém que faça isso para você e PAGUE pelo serviço dessa pessoa, pois como dá trabalho, muito mais, aliás, do que a pessoa preguiçosa pensar ou ler um livro ou ver um filme em questão. 

Segundo: não faço gabarito nem para mim, até porque grande parte das questões é aberta, ou seja, cabem várias respostas, desde que se use o chamado BOM SENSO que, vale lembrar, não vem incluso no "salvador" gabarito! É algo exercitado, diariamente! 

Terceiro: é uma escolha MINHA, portanto, não fazer nem disponibilizar gabaritos aqui. PONTO. Nenhum recadinho, por mais lindinho, meigo e carinhoso que seja -- e que não é o caso deste em questão -- vai me convencer a mudar de ideia. Ainda mais quando ele vem mal escrito, em caixa alta (que na internet significa GRITAAAAAAAAAAAAR, revelando, assim, uma tremenda falta de educação, além da gritante cara de pau) e cheio de arrogância, o que é típico de uma pessoa folgada, abusada e invasiva, que gosta de exigir, mas que provavelmente não deve fazer nada de positivo na vida (ou será que também tem um blog?!?). Dá pena de pensar que tenho colegas desse nível, mais dependentes de gabarito do que muitos viciados em drogas! Precisam se tratar e conquistar a carta de alforria! Aposto que podem, se desejarem! 

Enfim, é isso! Não adianta insistir e, se pensa que atividades sem gabarito não têm valor, pode se esquecer, agora mesmo, do endereço deste blog! Combinado?!? Um abraço. Para todos -- até mesmo para os parasitas, folgados e pobres de espírito (que fiz questão de esconder o nome pra não dar IBOPE nem os famoso "quinze minutinhos de fama").

Deixo aqui, para finalizar, uma reflexão do Armandinho, personagem que eu simplesmente adoro:


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Você já conhece o maravilhoso "Projeto Redação"

Todo mundo já sabe que eu adoro compartilhar tudo aquilo que eu acho valioso e é por isso que eu estou aqui hoje -- para fazer um convite: Que tal conhecer o melhor site de correção de redações para o ENEM?!? Trata-se do "PROJETO REDAÇÃO", do qual eu já era fã antes mesmo de fazer parte da equipe!

Há um pouco mais de um ano, surgiu a oportunidade -- única -- de participar daquela equipe maravilhosa, da qual eu  tenho muuuuito orgulho de fazer parte, que tem ótimas ideias, que usa e abusa da criatividade e arregaça mesmo a manga, trabalhando para oferecer sempre o melhor para cada um! E tudo isso por um precinho super acessível, embora você também possa aproveitar muuuuito de forma 0800! 

Toda semana temos novidades por lá: novos temas (já são taaaaaantos), dicas super interessantes, correção detalhada do texto enviado, podcasts sobre os temas... enfim, há muita coisa legal e importante esperando por você! 

Eu, por exemplo, já participei também publicando dois temas de redação, com seus respectivos podcasts, apesar da minha voz de gralha (nada contra as gralhas, diga-se de passagem): "A doação de órgãos no Brasil e seus principais desafios" e "Como enfrentar o dilema da Nomofobia no Brasil", que vocês podem acessar clicando nos links abaixo, respectivamente:



https://www.projetoredacao.com.br/temas-de-redacao/como-enfrentar-o-dilema-da-nomofobia-no-brasil

Não deixem de conferir!

Um abraço!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Chuchu (Manuel Bandeira)


Joanita,em sua última carta escrita de Haia: "Mas que saudades de chuchu com molho branco". 

Eu sei que toda gente despreza o chuchu, a coisa mais bestinha que Deus pôs no mundo, “Cucurbitácea” reles que medra em qualquer beirada de quintal. Não tenho também nenhuma ternura especial pelo chuchu, mas já reparei que há uma certa injustiça em considerar insípido um prato que é insípido só porque raras são as cozinheiras que sabem prepará-lo. 

Sei ainda que os médicos nutricionistas banem o chuchu de todas as suas dietas, dizem que o chuchu não vale nada, é uma mistura de água e celulose, desprovida de qualquer vitamina ou sal. O chuchu é meu eterno pomo da discórdia com meu querido amigo Dr. Rui Coutinho. Quando ele desfaz do chuchu em minha presença, salto logo em defesa do humilde caxixe. Argumento assim: "Antigamente, antes da descoberta das vitaminas, se dizia o mesmo da alface. Mas o sabor da planta, a boniteza de sua folha verdinha, ou talvez o instinto secreto da espécie sempre levaram o homem a comer a aristocrá- tica Lactuca sativa. Um dia se descobriu que a alface é rica em vitamina A, cálcio e ferro. Então a alface deixou de ser água e celulose, e entrou nos menus autorizados e recomendados pelos nutricionistas. 

Quem me dirá que um dia, próximo ou distante, não se descobrirá no chuchu um elemento novo, indispensável à economia orgânica? O que me parece inexplicável é que nós brasileiros persistamos em comer sem quase nenhum deleite essa coisinha verde e mole que se derrete na boca sem deixar vontade de repetir a dose.” 

Rui Coutinho sorri cético. 

Enquanto isso, na Holanda, Joanita, podendo comer os pratos mais saborosos do mundo, tem saudade é de chuchu com molho branco. Que desforra para o chuchu! 

(Manuel Bandeira)

01) A passagem destacada no início do texto pode ser considerada uma frase? Justifique sua resposta:

02) Ainda com relação à passagem que abre o texto, nela há dois segmentos. O segundo, sozinho, pode ser considerado uma frase? Por que ele vem isolado por aspas? 

03) Exlique por que "Lactucasativa" e "menus" aparecem destacados no texto: 

04) Quanto ao gênero, como você classificaria o texto? Que fato serviu de motivo para o autor escrevê-lo? 

05) No texto, há um trecho dissertativo. Que palavra introduz a dissertação? 

06) Qual é o principal argumento utilizado na defesa do chuchu? O que você pensa a respeito dele? Convenceu? 

07) Encerrado o texto, o autor afirma: "Que desforra para o chuchu!". Esse enunciado constitui uma frase? Justifique: 

08) Qual é o significado do adjetivo "insípida" em cada uma das frases seguintes: "O chuchu é uma comida insípida" e "Era uma insípida noite de verão"? 

09) Na linguagem coloquial, a expressão "pra chuchu" tem sentido de abundância. Que expressão do texto comprova esse sentido dessa expressão popular? 

10) Na frase "O chuchu é meu pomo da discórdia com meu querido amigo Dr. Rui Coutinho", qual é o sentido da expressão destacada?

11) O autor usa vários termos para se referir ao chuchu, mas a expressão a qual ele faz referência à alface é:

 (A) caxixe  (B) coisinha verde. (C) coisa bestinha. (D) Cucurbitácea reles. (E) Lactuca sativa.

12) “Eu sei que toda gente despreza o chuchu, a coisa mais bestinha que Deus pôs no mundo, "Cucurbitácea" reles que medra em qualquer beirada de quintal.” No trecho anterior, as ASPAS foram usadas na expressão grifada para informar que se trata de:

(A) ironia.  (B) populismo.  (C) estrangeirismo. (D) termo científico.  (E) ênfase na expressão.

13) Identifique a opinião do autor sobre o chuchu (transcreva): 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Um homem de consciência (Monteiro Lobato)


Chamava-se João Teodoro, . O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro. 

Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor. 

Mas João Teodoro acompanhava com aperto do coração o deperecimento visível de sua Itaoca. 

"Isto já foi muito melhor", dizia consigo. "Já teve três médicos bem bons -- agora um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje maldá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando..."

João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível. 

"É isso", deliberou lá por dentro. "Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada, então arrumo a TROUXA e boto-me fora daqui." 

Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, se julgava capaz de nada... 

Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seriíssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que cai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado -- e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-dode Itaoca!...

João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada botou-as num burro, montou seu cavalo magro e partiu.

-- Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens? 

-- Vou-me embora -- respondeu o retirante. -- Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim. 

-- Mas, como? Agora que você está delegado?

-- Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado eu não moro. Adeus. E sumiu. 

(Monteiro Lobato)

01) O que significa o "só", presente na primeira frase do texto? 

02) Que outras palavras poderiam substituir, mantendo o mesmo sentido, honestíssimo, lealíssimo e seriíssimo, respectivamente? 

03) Quantas vezes aparece, no texto, o nome "João Teodoro"? O que isso significa?

04) Reescreva a passagem destacada no primeiro parágrafo do texto, a fim de evitar repetições do nome próprio: 

05) O que diferenciava o protagonista das outras pessoas? 

06) Copie do texto dois numerais, classificando-os:

07) Qual o tipo de narrador presente no texto lido? Comprove com uma passagem dele: 

08) O que as aspas sinalizam no texto em questão? 

09) Transcreva do texto três substantivos próprios:

10) O que a palavra sublinhada no texto significa? Elabore uma frase em que ela apareça com um outro significado (dizendo qual): 

11) Qual a intenção de se repetir o vocábulo NADA no trecho destacado no sétimo parágrafo? 

12) Explique o valor semântico do diminutivo em "ser delegado numa cidadezinha daquelas...":

13) Por que a palavra DELEGADO apareceu escrita da forma "de-le-ga-do", no texto?

14) Na passagem "Pela madrugada botou-as num burro", situada no final do texto, a palavra destacada substitui que outra? 

15) Circule no texto um exemplo de vocativo, explicando seu raciocínio: 

16) Como é caracterizada a cidade de Itaoca no texto?

17) O que significa, no contexto do conto, ser "um homem de consciência"? 

18) Que outro título você daria ao texto?

19) Que mensagem ele lhe transmitiu? Comente: 

20) Ilustre a passagem do conto de que você mais gostou: 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

"Repolhos iguais" - Lya Luft


Sempre me impressiona o impulso geral de igualar a todos: ser diferente, sobretudo ser original, é defeito. Parece perigoso. E, se formos diferentes, quem sabe aqui e ali uma medicaçãozinha ajuda. 

Alguém é mais triste? Remédio nele. Deprimido? Remédio nele (ainda que tenha acabado de perder uma pessoa amada, um emprego, a saúde). Mais gordinho? Dieta nele. Mais alto? Remédio na adolescência para parar de crescer. Mais relaxado na escola? Esse é normal. Mais estudioso, estudioso demais? A gente se preocupa, vai virar nerd (se for  menina, vai demorar a conseguir marido).

Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo: meninas usam o mesmo cabelo, a mesma roupa, os mesmos trejeitos; meninos, aquele boné virado. Igualdade antes de tudo, quando a graça, o poder, a força estão na diversidade. Narizes iguais, bocas iguais, sobrancelhas iguais, posturas iguais. 

Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão? É feio, ou vergonhoso, ter mais talento, ser mais sonhador, ter mais sorte, sucesso, trabalhar mais e melhor. 

Vamos igualar tudo, como lavouras de repolhos, se possível... iguais. E assim, com tudo o que pode ser controlaado com remédios, nos tornamos uma geração medicada. Não todos -- deixo sempre aberto o espaço da exceção para ser realista, e respeitando o fato de que para muitos os remédios são uma necessidade --, mas uma parcela crescente da população é habitualmente medicada. 

Remédios para pressão alta, para dormir, para acordar, para equilibrar as emoções, para emagrecer, para ter músculos, para ter um desempenho sexual fantástico, para ter a ilusão de estar com 30 anos quando se tem 70. Faz alguns anos reina entre nós o diagnóstico de déficit de atenção para um número assustador de crianças. 

Não sou psiquiatra, mas a esta altura de minha vida criei e acompanhei e vi muitas crianças mais agitadas, ou distraídas, mas nem por isso precisadas de medicação a torto e a direito. Fala-se, não sei em que lugar deste mundo doido, em botar Ritalina na merenda das escolas públicas. Tal fúria de igualitarismo esconde uma ideologia tola e falsa. 

Se déssemos a 100 pessoas a mesma quantidade de dinheiro, e as mesmas oportunidades, em dois anos todas teriam destino diferente: algumas multiplicariam o dinheiro; outras o esbanjariam; outros o guardariam; outras ainda o dedicariam ao bem (ou ao mal) alheio. 

Então, quem sabe, querer apaziguar todas as crianças e jovens com medicamentos para que não estorvem os professores já desesperados por falta de estímulo e condições, ou para permitir aos pais se preocuparem menos, ou ajudar as babás enquanto os pais trabalham ou fazem academia ou simplesmente viajam, nem valerá a pena. 

Teremos mais crianças e jovens aturdidos, crianças e jovens mais violentos e inquietos quando a medicação for suspensa. Bastam, para desatenção, agitação e tantas dificuldades, relacionadas, as circunstâncias de vida atual. 

Recentemente, uma pediatra experiente me relatou que a cada tantos anos aparecem em seu consultório mais crianças confusas, atônitas, agitadas demais, algumas apenas sofrendo por separações e novos casamentos, em que os filhos, que não querem se separar de ninguém, são puxados de um lado para o outro, sem casa fixa, um centro de referência, um casal de pais sempre os mesmos. 

Quem as traz são mães ou pais em igual estado. Correrias, compromissos, ansiedade por estar na crista da onda, por participar e ser o primeiro, por não ficar para trás, por não ser ignorado, por cumprir os horários, as prescrições, os comandos, tudo o que tantas pressões sociais e culturais ordenam, realmente estão nos tornando eternos angustiados e permanentes aflitos. 

Mudar de vida é difícil. Em lugar de correr mais, parar para pensar, roubar alguns minutos para olhar, contemplar, meditar, também é difícil, pois é fugir do padrão. Então seguimos em frente, nervosos com nossos filhos mais nervosos. Haja psicólogo, psiquiatra e medicamento para sermos todos uns repolhos iguais.
(Lya Luft - "Revista Veja" - São Paulo)

01) No fragmento "Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão?", a estrutura em destaque traduz: 

(A) a dúvida em relação à veracidade dessa igualdade que tanto se busca. 
(B) a importância que a sociedade moderna atribui à diversidade.
(C) uma crítica às escolas que ainda admitem a reprovação.
(D) a ideia de um futuro próximo em que ocorrerá a supervalorização do igualitarismo.

02) Com base na leitura do texto, considere as afirmativas seguintes e assinale com V as verdadeiras e com F, as falsas: 

(   ) Existe, hoje, uma banalização do uso de medicamentos, os quais atuam como instrumentos de cura nas situações mais inusitadas.
(   ) A fragilidade dos laços afetivos na família, respaldada pela diversidade de pressões sociais e culturais, tem responsabilidade na angústia e na aflição que caracterizam, atualmente, as pessoas. 
(    ) A fuga ao padrão pré-estabelecido é difícil porque significa posicionar-se contra a corrente. 
(    ) A igualdade só traz benefícios às pessoas, pois evita os conflitos. 
(    ) Na ansiedade de obedecer aos padrões impostos pela sociedade, as pessoas têm-se esquecido de que a diversidade é a condição da ação humana. 

A sequência CORRETA é:

(A) V - F - V - F - V
(B) F - V - F - V - F 
(C) V - V - V - F - V
(D) F - F - F - V - V

03) Sabemos que um título bem empregado valoriza um texto. Isso ocorreu com o texto em questão? Copie do texto uma passagem que justifique o emprego de tal título: 

04) Que outro título você daria ao texto? 

05) Qual a "solução" mais utilizada para adequar as pessoas que ousam ser diferentes? O que você pensa sobre isso? Justifique sua resposta:

06) Transcreva do texto uma passagem que utiliza a linguagem coloquial: 

07) Qual o sentido da conjunção na passagem "Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo"? 

08) Qual a função das passagens entre parênteses, situadas no segundo parágrafo? 

09) Por que a autora afirma que, para a sociedade, ser original parece ser perigoso? O que você pensa a respeito disso? Comente: 

10) Por que a palavra "nerd" aparece em itálico no texto? 

11) O texto faz uma crítica ao uso exagerado de remédios. Retire um trecho que comprove tal afirmação: 

12) Que recurso foi utilizado na passagem "Narizes iguais, bocas iguais, sobrancelhas iguais, posturas iguais" e com que objetivo? 

13) Podemos afirmar que há ironia no trecho "Vamos igualar tudo, como lavouras de repolhos, se possível... iguais"? Justifique sua resposta:

14)  No trecho acima, determine o valor semântico das conjunções COMO e SE: 

15) Retire do terceiro parágrafo: 

a) um trecho em que se usa a vírgula para separar itens de uma enumeração:

b) um trecho em que se empregou a vírgula para omitir um verbo: 

16) Posicione-se sobre a passagem "Fala-se, não sei em que lugar deste mundo louco, em botar Ritalina na merenda das escolas públicas", apontando a palavra ali presente que expressa OPINIÃO da autora: 

17) O que a autora quis dizer com a informação "Não sou psiquiatra"? 

18) Você se considera um "repolho igual"? Justifique sua resposta: 

19) No oitavo parágrafo, a autora usa como exemplo um valor monetário dado, de igual forma, a várias pessoas. Imagine que esse valor seja de R$ 1000,00.

a) O que você faria se recebesse tal quantia? 

b) O que você imagina que seus pais fariam se recebessem essa quantia? 

c) De que forma essa passagem confirma a ideia de que nem todos são iguais? 

20) Afinal, o texto lido é um artigo de opinião ou um editorial? Justifique sua resposta: 

21) Transcreva do texto um exemplo de polissíndeto, explicando seu raciocínio:

22) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

23) A partir da leitura do texto, analise as seguintes proposições:

I - A autora critica a tendência generalista de igualitarismo vazio e sem sentido.
II - A autora critica a atuação dos médicos pela prescrição excessiva de medicamentos.
III - A autora cririca os pais pela falta de compromisso com os filhos.
IV - A autora critica os filhos pela falta de controle emocional.

Assinale a alternativa CORRETA:

(A) Somente as proposições I e II são corretas.
(B) Somente as proposições I e III são corretas.
(C) Somente as proposições II e IV são corretas.
(D) Somente as proposições III e IV são corretas.

24) O texto apresenta várias estratégias argumentativas. Considere as proposições:

I – O trecho “vamos igualar tudo, como lavouras de repolhos, se possível… iguais. E assim, com tudo o que pode ser controlado com remédios, nos tornamos uma geração medicada. Não todos – deixo sempre aberto o espaço da exceção para ser realista, e respeitando o fato de que para muitos os remédios são uma necessidade -, mas uma parcela crescente da população é habitualmente medicada.”-->  indica uma restrição, que evidencia cautela por parte da autora.

II – O fragmento “não sou psiquiatra, mas a esta altura de minha vida criei e acompanhei e vi muitas crianças mais agitadas, ou distraídas, mas nem por isso precisadas de medicação a torto e a direito.” --> revela uma contra-argumentação a uma reação de leitor que poderia desautorizar o posicionamento da autora.

III – O emprego do plural em “não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo”--> constitui estratégia para envolver o leitor na situação comentada.

IV – O fragmento “recentemente, uma pediatra experiente me relatou...” --> mostra que a autora relata a posição de um especialista, que se diferencia de seu posicionamento.

V – O fragmento “mudar de vida é difícil.” -->  evidencia a falta de conhecimento da autora sobre as alternativas para o redimensionamento da problemática discutida no texto.

Assinale a alternativa CORRETA:

(A) Somente as proposições I, II e IV são corretas.
(B) Somente as proposições I, II e III são corretas.
(C) Somente as proposições II, IV e V são corretas.
(D) Somente as proposições III, IV e V são corretas.

25) As alternativas apresentam segmentos em que a autora exprime opinião pessoal ou posicionamento crítico, EXCETO:

(A) “Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão?”
(B) “Remédios para pressão alta, para dormir, para acordar, para equilibrar as emoções, para emagrecer, para ter músculos”
(C) “Sempre me impressiona o impulso geral de igualar a todos: ser diferente, sobretudo ser original, é defeito. Parece perigoso.”
(D) “Então seguimos em frente, nervosos com nossos filhos mais nervosos. Haja psicólogo, psiquiatra e medicamento para sermos todos uns repolhos iguais.”

26) Em relação à análise dos sinais de pontuação destacados nos trechos, as alternativas são corretas, EXCETO:

(A) [...] “algumas multiplicariam o dinheiro; outras o esbanjariam; outras o guardariam; outras ainda o dedicariam ao bem (ou ao mal) alheio”. O ponto-e-vírgula separa orações coordenadas não unidas por conjunção, que guardem relação entre si.

(B) “Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo: meninas usam o mesmo cabelo, a mesma roupa, os mesmos trejeitos; meninos, aquele boné virado” Os dois-pontos introduzem argumentos que respaldam o que foi afirmado anteriormente no texto.

(C) “[...] outras ainda o dedicariam ao bem (ou ao mal) alheio”. Os parênteses separam uma indicação de comentário/reflexão feito pela autora.

 (D) “E, se formos diferentes, quem sabe aqui e ali uma medicaçãozinha ajuda.”. As vírgulas foram empregadas para indicar a elipse de um termo.

27) Todos os trechos justificam o título do texto, EXCETO:

(A) “Quem as traz são mães ou pais em igual estado.”.
(B) “Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo”.
(C) “algumas multiplicariam o dinheiro; outras o esbanjariam; outras o guardariam”.
(D) “reina entre nós o diagnóstico de déficit de atenção para um número assustador de crianças”.

28) Leia o trecho: “Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão? É feio, ou vergonhoso, ter mais talento, ser mais sonhador, ter mais sorte, sucesso, trabalhar mais e melhor.”. É correto inferir do texto, EXCETO:

(A) A autora critica o sistema educacional.
(B) A autora defende a ideologia das diferenças.
(C) A autora zela pelo tratamento igualitário a todos.
(D) A autora reconhece o mérito daqueles que se destacam.

29) O trecho “Fala-se, não sei em que lugar deste mundo louco, em botar Ritalina na merenda das escolas públicas. Tal fúria de igualitarismo esconde uma ideologia tola e falsa.” evidencia que a autora:

(A) mostra que toda ideologia traz prejuízos para a sociedade.
(B) procura se isentar de um compromisso em relação à informação absurda.
(C) critica o fato de as escolas tentarem diminuir a heterogeneidade entre estudantes.
(D) busca preservar os médicos que receitam Ritalina como estratégia para acalmar as crianças.

30) “Remédios para pressão alta, para dormir, para acordar, para equilibrar as emoções, para emagrecer, para ter músculos, para ter um desempenho sexual fantástico, para ter a ilusão de estar com 30 anos quando se tem 70.”.

No trecho acima é CORRETO afirmar que a disposição estrutural dos elementos:

(A) Vai do necessário ao aparente.
(B) Valoriza o envelhecimento saudável.
(C) Reconhece a importância da aparência.
(D) Mostra a dependência aos medicamentos.

31) Em “Sempre me impressiona o impulso geral de igualar a todos: ser diferente, sobretudo ser original, é defeito.”, o emprego de “sobretudo”, nesse fragmento, indica que a autora:

(A) Valoriza a ideia de “ser diferente”.
(B) Descarta a importância de “ser original”.
(C) Considera que “ser diferente” e “ser original” são sinônimos.
(D) Indica uma escala em que “ser original” é mais do que “ser diferente”.

32) De que forma a tirinha do Armandinho, a seguir, dialoga com o texto? Ela reforça ou contradiz a visão da autora? Justifique sua resposta:



(Participação especial das amigas Lívia Ramos e Aparecida Ferreira de Carvalho
na elaboração de algumas questões!)  

terça-feira, 20 de junho de 2017

Minha árvore de botões!

Apesar de trabalhar com Língua Portuguesa, Literatura e Produção Textual, já me aventurei dando aulas, no passado, de Artes e eu amava! Aprendi muita coisa, dentre elas a perder o medo de colocar no papel o que me vinha à telha, desenhando... É algo que muito estimulo no meu filho Miguel, de 7 anos, e ele, felizmente, vive dizendo SIM a cada convite meu! 

Hoje terminei de fazer a minha árvore de botões, inspirada por minha amiga Flávia Damas, professora de Artes e que tem tanta ideia show de bola, que eu sempre tento colocar em prática! Adoro ser "cobaia" dela e nunca vou entender a resistência que tantos alunos têm com relação a tal disciplina! 



E que tal você criar a sua árvore, hein?!? Ou levar a proposta para os seus alunos?!? Vamos lá?!? 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Receita de um outro monstrinho...

Na reunião de pais da escola do meu filho, conheci outra dinâmica do "Monstrinho" (já postei aqui), que também aproveito para compartilhar com vocês, já que é sempre muito bom termos "várias cartas na manga", né?!? Sempre alguma delas vai servir...

Pedir para que cada pessoa desenhe instrução por instrução (seguindo a lista de comanda abaixo!): 

01) Uma cabeça redonda e grande;
02) Um corpo pequeno coberto de pelos;
03) Braços compridos com mãos pequenas e garras afiadas;
04) Pernas curtas;
05) Pés grandes e arredondados;
06) Um olho no meio da testa;
07) Orelhas pontiagudas;
08) Nariz com narinas quadradas;
09) Boca grande e dentes falhados;

No final da atividade perguntar se todos os montrinhos ficaram iguais... Por que não ficaram, se todos obedeceram aos mesmos comandos? Como associar isso à vida e à sala de aula, especialmente?

Compartilho, cheia de coragem, o monstrinho que eu desenhei na reunião e também o que o meu filho Miguel desenhou, depois, em casa, já que adora essas ideias!



quarta-feira, 7 de junho de 2017

Dia do Meio Ambiente!

Fim do mundo?

-- Mãe, disseram que o mundo vai acabar.
-- Sim, querida, andam dizendo isso, ___________ é bobagem.
-- Você não acredita?
-- Não.
-- Por quê?
-- Ah... ____________ o mundo não vai acabar assim, de repente.
-- Não?! Não entendi...
-- Não vai, filha. Eu acho que o mundo pode acabar sim, _________ aos pouquinhos, entende?
-- Aos pouquinhos?
-- Sim... por exemplo, se não cuidarmos dele, aí sim o mundo pode acabar. As pessoas andam maltratando muito a natureza, _________ tudo que temos hoje um dia pode acabar, como árvores, alguns animais, água...
-- A professora disse que a água doce do planeta está acabando __________ a gente está poluindo demais.
-- É verdade...
-- Não quero que a água acabe, mãe.
-- Sim, filha. Eu também não quero. Então _______ nós cuidamos da água ______ ela irá acabar.
-- Já sei, mãe! Tive uma ideia! Vou criar uma máquina! Assim a água não vai acabar aos pouquinhos ________ sempre teremos água limpa.
-- Hummm. Que interessante... Uma máquina para reciclar água?!
-- Não... máquina de reciclar o homem, mãe. 
(Gleice Coelho)

01) Invente uma fala para substituir a última fala da filha, criando um novo final para o texto lido:

02) Elabore duas falas para a mãe (uma para complementar o final original e outra para complementar a fala que você criou para a questão anterior!):

03) Preencha as lacunas do texto com as conjunções adequadas: 

04) Você acredita em fim do mundo? Comente a sua resposta: 

05) Circule no texto todos os vocativos, explicando a importância deles para o entendimento do mesmo: 

06) Por que podemos afirmar que o texto foi construído em forma de diálogo? 

07) O que cada charge a seguir critica? Comente: 

08) O que elas têm em comum? E com o texto lido? Explique: 



09) De qual charge você gostou mais? Por quê? 

10) Você acha importante comemorar o "Dia do Meio Ambiente"? Justifique sua resposta: