quinta-feira, 25 de maio de 2017

Amém! Que assim seja!


Oração de um povo sofrido 

Deus me livre dos corruptos. Dos vendidos. Dos que vendem. Dos que trocam seu povo honesto por qualquer propina e milhão.

Deus me livre dos sonsos e cínicos. Dos que riem e me arrombam a alma. Dos que ganham meu voto e me desprotegem. Dos que só pensam em seu tostão. 

Deus me livre dos que desviam, Tanto que levam a falências. Dos que deixam seu povo à míngua. Humilhado e sem salários

Deus me livre dos que fecham universidades e hospitais. Dos que sucateiam escolas. Dos que trocam seu povo por qualquer anel

Deus me livre das escolhas podres. De me contentar em escolher o menos pior. 

Deus me livre dos ruins. Dos corruptos. Dos sem lei. Dos sem culpa. Sem remorsos. Dos que maltratam por sentir prazer

Deus me livre da cara limpa que esconde a alma suja. Deus me livre da justiça injusta. Dos que olham e fingem não ver. Deus proteja os pobres. Esse povo que ninguém cuida. 

Deus me livre dos homicidas. Eleitos por um povo ingênuo. Deus me livre de todos eles. E perdoe o voto meu. 

Deus olhe por esse povo sofrido. E de volta a esperança que essa gente comeu. 

(Mônica Raouf El Bayeh)

01) Por que a aurora repetiu tantas vezes a expressão "Deus me livre" em seu texto? Isso tem algo a ver com o fato de ser uma "oração"? Justifique sua resposta: 

02) Copie do texto dois pares de antítese: 

03) Transcreva do texto uma espécie de causa e consequência, explicando seu raciocínio:

04) Circule no texto uma passagem que contenha um desvio gramatical, corrigindo-o: 

05) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

06) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto:

07) Utilizando o texto como estímulo, crie um texto que responda a esta pergunta: "Onde foi que nós erramos?"

Charges sobre o Judiciário


01) O que a charge acima denuncia? Comente da forma mais completa possível, posicionando-se sobre esse assunto:

02) Que metáfora foi utilizada nela? Foi bem apropriada? Justifique sua resposta:

03) A opinião do chargista com relação ao Judiciário é bem clara. E quanto aos policiais? Você concorda com ele? Acredita que os policiais têm cumprido o seu papel? Explique: 

04) A pessoa que se encontrava na gaiola é qualquer trabalhador? Justifique sua resposta: 

05) Que solução imediata você acha que caberia nessa questão? E a longo prazo? 

06) Como fazer com que o Judiciário e a Polícia trabalhem juntos? Quais os interesses de cada um?

07) Que dois temas possíveis de redação poderiam ser retirados desta charge em especial? 




07) Que crítica a charge acima faz? Posicione-se com relação a isso: 

08) O que significa o fato de a Justiça estar com um olho coberto e um aberto representa? É o que acontece na realidade? Comente: 

09) Você acha que a Justiça deveria ser igual para todos ou deve ter "dois pesos e duas medidas"? Explique seu raciocínio:

10) O que a espada e a balança deveriam simbolizar? E o que tais objetos, de fato, têm representado? 



11) Explique o que você entendeu da charge acima:

12) O que revela a escolha de tais objetos? A que diferenças eles remetem? 



13) O que a charge acima denuncia, em especial? 

14) O que os remendos revelam? E por que eles só aparecem no "verso"? 



15) O que a charge acima denuncia? 

16) Você acha que o povo, de um modo geral, tem feito a sua parte? Tem cobrado? Como fazer a Justiça enxergar? 



17) O que a charge acima critica? Posicione-se sobre ela, explicando seu ponto de vista: 

18) Você acha que a Justiça tem seguido essa ordem que estão dando a ela? Justifique sua resposta, tentando citar situações que comprovem essa visão: 


19) O que se pode entender da charge acima? Você concorda com a visão do chargista? Por quê?

20) Como a Justiça pode se "libertar" e por que você acha que ela não faz isso? 


21) Qual a crítica presente na charge acima? Isso tem mesmo fundamento? Por quê? 

22) Por que será que a Justiça não se envergonha de toda essa exposição? Que vantagens ela pode estar tendo para ir contra muitos e a favor de poucos? 


23) Há alguma incoerência na charge acima? Justifique sua resposta: 

24) Por que há dinheiro para aumentar o salário de alguns e dizem que não há para aumentar o de outros? O que isso revela? Como resolver essa questão? 



25) O que a charge acima revela? Você concorda com ela? Justifique-se: 

26) Qual dos dois tipos de juízes você acha que tem errado mais? Qual deles prejudica mais a população? 

27) Por que o juiz e o político estão se tornando tããããão parecidos? 

28) Retire da charge um exemplo de vocativo: 



29) Que característica da Justiça a charge acima ataca, em especial? Você concorda com isso? Explique seu raciocínio: 

30) Relacione a charge em questão ao famoso ditado popular que diz que "a Justiça tarda, mas não falha", explicando: 



31) O que a charge acima critica e que relação isso tem com a manchete presente no jornal? 

32) Você concorda com a fala da personagem presente na charge? Explique, citando, se possível, alguns exemplos que levaram você a pensar dessa forma: 

33) O que TODAS as charges têm em comum e o que isso revela? Comente: 

34) Agrupe, em pares, as charges que abordam os temas de forma mais semelhante, mais próxima, explicando: 

35) De que charge você mais gostou? Por quê? 

36) Que recado você gostaria de dar para a Justiça, de um modo geral? Capriche! 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Charges sobre Sistema Carcerário


01) Que problema social a charge denuncia?

02) A que os presídios são comparados? Por quê? Foi uma boa metáfora?

03) O que, segundo a charge, está prestes a acontecer?

04) Como resolver esse problema, em especial?

05) Por que os presídios se encontram superlotados: a quantidade de criminosos que aumentou ou a falta de investimento nessa área? Explique: 

06) Podemos afirmar que a charge a seguir é idêntica à anterior? De qual você gostou mais? Por quê?


07) A charge abaixo tem o mesmo sentido das anteriores? Mas qual metáfora foi usada desta vez? Foi mais apropriada ou não? Justifique sua resposta: 
08) Qual o efeito da charge abaixo, sobre esse mesmo tema? Que desfecho você acha que essa história teria que ter? E qual terá? Há diferenças? Comente: 


09) A charge abaixo dialoga com a anterior? Aponte semelhanças e diferenças entre ambas: 


10) O que a charge a seguir denuncia sobre o nosso sistema carcerário? O que você pensa a respeito disso? Comente: 


11) Que outra denúncia sobre o assunto em questão a charge abaixo faz? Posicione-se sobre isso, explicando bem o seu raciocínio: 


12) De que charge você mais gostou? Por quê?

13) Como resolver todos esses problemas levantados?

14) Aponte dois possíveis temas de redação acerca desse assunto:

domingo, 21 de maio de 2017

Um texto beeeeeem interessante!

A caminho do brejo 

Um país não vai para o brejo de um momento para o outro — como se viesse andando na estradinha, qual vaca, cruzasse uma cancela e, de repente, saísse do barro firme e embrenhasse pela lama. Um país vai para o brejo aos poucos, construindo a sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, há abundantes evidências de crime por toda a parte, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inércia e pela audácia dos canalhas.

Aquelas alegres viagens do então governador Sérgio Cabral, por exemplo, aquele constante ir e vir de helicópteros. Aquela paixão do Lula pelos jatinhos. Aquelas comitivas imensas da Dilma, hospedando-se em hotéis de luxo. Aquele aeroporto do Aécio, tão bem localizado. Aqueles jantares do Cunha. Aqueles planos de saúde, aqueles auxílios moradia, aqueles carros oficiais. Aquelas frotas sempre renovadas, sem que se saiba direito o que acontece com as antigas. Aqueles votos secretos. Aquelas verbas para “exercício do mandato”. Aquelas obras que não acabam nunca. Aqueles estádios da Copa. Aqueles superfaturamentos. Aquelas residências oficiais. Aquelas ajudas de custo. Aquelas aposentadorias. Aquelas vigas da perimetral. Aquelas diretorias da Petrobras. 

A lista não acaba.

Um país vai para o brejo quando políticos lutam por cargos em secretarias e ministérios não porque tenham qualquer relação com a área, mas porque secretarias e ministérios têm verbas — e isso é noticiado como fato corriqueiro da vida pública.

Um país vai para o brejo quando representantes do povo deixam de ser povo assim que são eleitos, quando se criam castas intocáveis no serviço público, quando esses brâmanes acreditam que não precisam prestar contas a ninguém — e isso é aceito como normal por todo mundo.

Um país vai para o brejo quando as suas escolas e os seus hospitais públicos são igualmente ruins, e quando os seus cidadãos perdem a segurança para andar nas ruas, seja por medo de bandido, seja por medo de polícia.

Um país vai para o brejo quando não protege os seus cidadãos, não paga aos seus servidores, esfola quem tem contra-cheque e dá isenção fiscal a quem não precisa.

Um país vai para o brejo quando os seus poderosos têm direito a foro privilegiado.

Um país vai para o brejo quando se divide, e quando os seus habitantes passam a se odiar uns aos outros; um país vai para o brejo quando despenca nos índices de educação, mas a sua população nem repara porque está muito ocupada se ofendendo mutuamente nas redes sociais...
(Cora Ronái)
https://oglobo.globo.com/cultura/a-caminho-do-brejo-20606929

01) O que significa o termo "A vaca foi pro brejo"? Você costuma usá-la? 

02) Você acha que o nosso país ainda está a caminho mesmo do brejo ou já mergulhou nele? Justififque sua resposta: 

03) Qual a solução (imediata) para tirar o país do (caminho do) brejo? E as mais distantes? 

04) Posicione-se sobre as passagens destacadas no texto, explicando seu ponto de vista em cada uma delas:

05) Explique o porquê do emprego do demonstrativo "aquele" e afins no segundo parágrafo e o que isso, de certa forma, revela:

06) Explique as repetições da expressão "Um país vai para o brejo", presentes no texto:

07) De todos os "deslizes" citados na grande lista (e que não termina), qual foi o que você considerou mais grave? Por quê? 

08) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

09) Qual a SUA parcela de culpa nisso tudo? Comente: 

10) Associe o texto à charge abaixo: 

sábado, 20 de maio de 2017

Charges sobre desmatamento


01) O que a charge critica? Justifique sua resposta:

02) Por que a personagem está sentindo tanto calor? De quem é a culpa? Qual foi a "pista" para descobrir isso? 

03) Qual o problema denunciado pela charge? E qual seria a solução para esse problema? 

04) Encontre na charge um desvio gramatical, justificando e corrigindo-o: 

05) O que a expressão "Meu Deus", presente na charge, revela? A que classe gramatical ela pertence?

06) Qual a importância das árvores e do reflorestamento e o que isso tem a ver com a charge? 

07) Que mensagem podemos extrair desas charge? 

08) Que dois temas possíveis de redação podemos extrair da charge? 

09) A charge abaixo tem o mesmo sentido da charge inicial? Explique bem o seu raciocínio: 


10) Observe a imagem e a charge abaixo, comparando-as entre elas e também com a charge inicial. Qual delas vai mais além? Por quê? Comente: 



11) Qual a mensagem transmitida pela charge abaixo? 


12) O que a charge abaixo denuncia? Comente, posicionando-se sobre esse assunto:


13) De que charge você mais gostou? Explique a sua escolha: 

14) Nós também temos um papel importante na preservação do meio ambiente. Como você acha que pode, individualmente, ajudar? E coletivamente? 

15) Caso você fosse uma árvore sobrevivente ao desmatamento, que apelo faria ao homem? Tente fazer isso criando uma charge: 

(Agradecimento às amigas Maria Aparecida e Nalvinha pelas duas últimas questões!)

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Trabalhando com Charges


Selecionei umas 36 charges para trabalhar com as minhas turmas e, nesta atividade, cada trio recebia uma e tinha que dizer o que ela criticava ou denunciava, elaborar três perguntas "inteligentes" (se não colocar assim alguns engraçadinhos perguntam quantas personagens têm na charge, se é homem ou mulher, essas coisaaaaas! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk) e responder a cada uma delas! Depois ainda tinha que descobrir dois possíveis temas de redação  para ela! 

O resultado foi super legal e tal atividade serviu para que eles perdessem um pouco o medo das charges, tão ricas, que equivalem a textos imensos, né? Eu amo trabalhar com esse gênero textual! E vocês?!? 

Então, a partir de hoje, vou disponibilizar algumas das charges escolhidas aqui, com perguntas que eu mesma elaborei e algumas, claro, aproveitei dos meus queridos e espertos alunos! Olha que chique! 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Realismo X Romantismo


Loka

Cadê você, que ninguém viu? 
Desapareceu, do nada sumiu
Tá por tentando esquecer
O cara safado que te fez sofrer

Cadê você? Onde se escondeu?
Por que sofre se ele não te mereceu?
Insiste em ficar em cima desse muro
Espera a mudança em quem não tem futuro

Deixa esse cara de lado
Você apenas escolheu o cara errado
Sofre no presente por causa do seu passado
Do que adianta chorar pelo leite derramado?

Põe aquela roupa e o batom
Entra no carro, amiga, aumenta o som

E bota uma moda boa
Vamos curtir a noite de patroa
Azarar uns boys, beijar na boca
Aproveitar a noite, ficar louca

Esquece ele e fica louca, louca, louca...

(Simone & Simaria)

01) Observe que, na música, há duas grafias para a palavra "louca". Qual seria a justificativa para isso? Explique seu raciocínio: 

02) A música emprega a linguagem formal ou informal? Justifique sua resposta, incluindo passagens do texto:

03) Qual a importância dos verbos no modo imperativo para o contexto apresentado?

04) Podemos afirmar que há traços do Romantismo, do Realismo ou de ambos no texto? Justifique sua resposta: 

05) A quem a música se dirige? Comente:

06) Que conselhos são dados? O que você pensa sobre eles? 

07) Há algum estrangeirismo no texto? Se sim, qual? O que isso revela?

08) Copie do texto um exemplo de vocativo, explicando o emprego do mesmo: 

09) Qual o significado da palavra em destaque no texto? Você costuma usá-la nesse sentido ou em outro? Qual? Comente:

10) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

11) Você agora vai se colocar no lugar de quem recebeu os conselhos dados e, de forma romântica, vai tentar responder a esse recado, sem deixar passar nenhum detalhe: 

12) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto:

13) Agora observe a paródia que fizeram em cima do clipe original e diga o que você achou, respondendo, principalmente, qual foi o objetivo dela, se isso foi ou não atingido e se achou engraçada ou ofensiva (justificando seu ponto de vista):


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Atividade da música "Diversidade", de Lenine


Diversidade 

Foi pra diferenciar
Que Deus criou a diferença
Que irá nos aproximar
Intuir o que Ele pensa.
Se cada ser é só um
E cada um com sua crença
Tudo é raro e nada é comum
Diversidade é a sentença.

Que seria do adeus 
Sem o retorno?
Que seria do nu 
Sem o adorno?
Que seria do sim
Sem o talvez e o não? 
O que seria de mim 
Sem a compreensão?

Que a vida é repleta 
E o olhar do poeta
Percebe na sua presença
O toque de Deus
A vela no breu
A chama da diferença

A humanidade caminha
Atropelando os sinais
A história vai repetindo
Os erros que o Homem traz
O mundo segue girando
Carente de amor e paz
Se cada cabeça é um mundo
Cada um é muito mais

Que seria do caos
Sem a paz?
Que seria da dor
Sem o que lhe apraz?
Que seria do não
Sem o talvez e o sim?
Que seria de mim...
O que seria de nós?

(Lenine)

01) Há alguma incoerência nos dois primeiros versos da música? Explique seu raciocínio:

02) Transcreva do texto dois exemplos de antítese, justificando sua resposta:

03) Explique o verso em destaque no texto, posicionando-se sobre ele:

04) Que crítica podemos extrair da letra dessa música? 

05) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

domingo, 7 de maio de 2017

Atividade sobre o filme "O poderoso chefinho" (1 h 38 min)


Sinopse: Um bebê falante, que usa terno e carrega uma maleta misteriosa, une forças com seu irmão mais velho, de 7 anos, ciumento, para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo. A missão é salvar os pais, evitar a catástrofe e provar que o mais intenso dos sentimentos é uma poderosa força! 

01) O que diferencia os bebês que vão para a família e para a gerência? 

02) Justifique o título do filme: "O poderoso chefinho - nascido para mandar": 

03) Em vez de ser trazido pela famosa cegonha, como o Bebê chegou a sua casa? O que isso pode revelar?

04) Qual a areação do irmão mais velho quando o Bebê chegou? Isso é comum de acontecer? Como driblar isso? 

05) Que chantagem o Bebê fez com o Tim para conseguir a fita que o incriminaria com os pais?

06) Que poder especial tinha a chupeta? 

07) Qual a missão do "poderoso chefinho"? Ele conseguiu cumprir? Justifique sua resposta: 

08) Caracterize os dois irmãos, utilizando cinco adjetivos para cada um deles: 

09) Por que a personagem do bebê é chamada apenas de Bebê? 

10) Podemos afirmar que existe intertextualidade no título do filme em questão? Explique:

11) O filme apresenta algum mau conselho? Se sim, qual? Comente: 

12) O final do filme foi o que você esperava? Justifique sua resposta: 

13) De que parte do texto você mais gostou? Por quê? 

14) Que mensagem o filme lhe transmitiu?

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Atividade sobre o filme "É Fada!" (1 h 25 min)


Sinopse: Após se dar mal em uma série de trabalhos, a fada tagarela e atrapalhada Geraldine recebe a missão de ajudar a jovem Júlia, uma garota que vive com o pai e que acaba de trocar de colégio. Ela tem dificuldade de lidar com os novos colegas e não é nada popular na escola. A fada tentará mudar isso, ajudando em sua vida social e amorosa. Será que ela consegue?!? 

01) Por que a fada Geraldine perdeu as suas asas? 

02) Quae missão a fada teria que cumprir para que as suas asas pudessem voltar? Ela conseguiu realizar isso? Comente: 

03) Por que a Júlia não tinha muita intimidade com a sua mãe? Como você agiria no lugar dela? 

04) Justifique o título do filme, dizendo se ele foi ou não apropriado a ele: 

05) Utilize cinco adjetivos para caracterizar a fada e cinco para caracterizar a menina Júlia: 

06) Por que a nova escola causou um certo transtorno à Júlia? 

07) A fada Geraldine destoa do famoso conceito de fada? Justifique sua resposta:

08) O que representava o cachorro preto na história? Qual a função dele?

09) Por que o Pedro se identificou tanto com a Júlia? 

10) Que intertextualidade o filme traz? Explique-a, com exemplos: 

11) Quando resolvem abrir o armário para pegar os celulares das meninas, a "amiga" de Júlia tem um objetivo e esta tem outro. Quais são os respectivos objetivos? 

12) O que o "plano" acima revela? Comente:

13) Podemos afirmar que a fala "É muito bom ter uma mãe", do pai de Júlia, foi irônica? Justifique sua resposta: 

14) Por que Gealdine teve que abandonar a sua missão? Que jeito ela deu de retomá-la? 

15) De todas as meninas da escola, qual detestava mais a Júlia? Por quê?

16) Por que as meninas passaram a tratar melhor a Júlia? O que isso revela? Isso costuma acontecer muito em nossa soecidade? 

17) Para ser aceita pelas garotas da escola, Júlia aceita mentir sobre si mesma e sobre o seu pai. Você acha isso correto? Agiria da mesma forma? Justifique sua resposta: 

18) De que parte do filme você mais gostou? Por quê?

19) Que tipo de crítica o filme faz? A quem? A quê? Comente: 

20) Que mensagem o filme lhe transmitiu?  

21) Se você tivesse uma fada que nem a Geraldine como amiga e protetora, que três pedidos faria a ela? 

(A questão de número 17 foi sugestão da amiga artemanhosa Verena Venâncio!)

domingo, 30 de abril de 2017

Vamos criar outros assim?!?

Achei muito legal e pensei em fazer alguns cartazes seguindo a linha deste, para espalhar pelas duas escolas em que eu trabalho, pois assim a galera aprende de forma leve e desafiadora! Quem não gosta, né?!? 

Descobriram qual é a assertiva errada e o porquê?!? Vamos lá!!! Depois de feito isto, crie mais duas: uma sobre você e sua vida, e outra tendo a Língua Portuguesa assim como inspiração!!! Arrase!!! 

sábado, 29 de abril de 2017

Sobre a tal da "Baleia Azul"...



Mais uma coisa com que nos preocuparmos agora, como pais: o raio do Desafio da Baleia Azul! Mais uma porcaria que inventaram para roubar a nossa paz! Como lidar com isso e com o que mais surgir? Qual é a saída, a solução? 

Crie UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema em questão e aproveite as ideias contidas no vídeo da Marcela e da imagem a seguir como estímulos, posicionando-se também, direta ou indiretamente, sobre eles:



Mãos à obra! 

domingo, 23 de abril de 2017

Exercícios sobre crônica da Marina


Quem somos? 

Neste início de ano, o noticiário nos impõe uma pergunta pouco confortável: quem somos? 

Ninguém de nós responderia "eu sou um dos revoltosos do presídio Anísio Jobim", assim como nenhum de nós contou as cabeças decepadas dos rivais, filmando a cena para exibi-la -- ou exibir-se -- nas redes sociais. Nós não somos os bárbaros. 

Bárbaros são sempre os outros. Mas um bárbaro ou uma matilha de bárbaros ou hostes de bárbaros não aparecem por acaso, não têm geração espontânea. Sobretudo quando inseridos em uma sociedade que se pretende civilizada, os bárbaros são um produto.

Em geral, produto de uma barbárie menos aparente. Fabrica-se um bárbaro colocando três para viver onde só um caberia. Ajuda-se um bárbaro a tomar plena posse de sua barbárie colocando-o num ambiente propício. Bárbaros exercitam melhor sua barbárie quando armados e com acesso a celulares. Pode-se enxertar barbárie numa criança privando-a de proteção, educação e de um ambiente adequado ao seu crescimento. Bárbaros proliferam melhor sem esgotos do que postos em uma universidade. Bárbaros se alimentam e se multiplicam graças a exemplos de barbárie bem sucedida. 

Quem somos? Nenhum de nós é aquele que viu os dois primos matando a socos o ambulante indefeso, cujo único crime havia sido defender uma travesti. Nenhum de nós é o que passou mais rápido e nada fez para impedir o assassinato. Muito menos somos aquele que, sorrateiro, aproximou-se do morto para roubar-lhe o celular que já não lhe serviria. 

Nenhum de nós é um prefeito sumido do posto depois de ter sumido com outras coisas. Nenhum de nós, ao retirar-se do cargo público que exercia, levou o computador ou a mesa. Nenhum de nós foi buscar o filho em um condomínio, na manhã de domingo, depois de uma festa de reveillón, a bordo de um helicóptero do Estado. Nós não somos aquele que percorreu cerca de 300 quilômetros de carro, procurando o lugar melhor para desovar ou queimar o corpo do homem que havia assassinado e que levava na mala. Nós não somos sequer aqueles que escreveram "Fora Lésbica!", sem esquecer o ponto de exclamação, em um quadro imantado destino a atividades infantis. 

O problema é que a pergunta não se pretende individual. Não se trata de saber quem sou eu ou quem é você. Trata-se de saber quem somos nós, os brasileiros, como sociedade. De como nos vemos e de como somos vistos. 

O morticínio do presídio foi notícia no mundo inteiro. O olhar que se pousa sobre nós fez-se mais denso. 

E aqui, o horror que sentimos diante do massacre de Manaus é o mesmo que sentimos diante dos repetidos massacres do EI? As cabeças cortadas, de um lado e do outro, têm para nós o mesmo peso? O fato de uns serem reféns inocentes e os outros serem bandidos faz diferença? 

Ou estamos mais preocupados com os 80 e tantos que fugiram pelo túnel ameaçando a tranquilidade fora do presídio, do que com os que mataram ou foram mortos? 

Na foto publicada na primeira página de "O Globo" de terça-feira, mostrando o lado de fora do Anísio Jobim há, entre os familiares, duas mulheres encapuzadas, só olhos de fora. Pode ser temor de um eventual gás lacrimogêneo, ou medo de ser reconhecida por elementos da facção rival à do seu parente. O enfrentamento não se limita ao recinto do presídio. Nem se limita à luta entre uma facção de traficantes e outra. O enfrentamento mais amplo e mais fundo se situa, já faz tempo, entre a sociedade que somos e a que queremos ser. 

(Marina Colasanti)

01) Qual a temática do texto? Justifique sua resposta: 

02) Que fatos citados no texto propiciam o aparecimento dos bárbaros? Qual deles você acha o mais frequente em nossa sociedade? 

03) O que o texto mais denuncia? Explique seu raciocínio: 

04) Você acha que a indiferença ante o sofrimento alheio contribui indiretamente com o aumento da violência? Justifique sua resposta: 

05) "Pode-se enxertar barbárie numa criança, privando-a de proteção, educação e de um ambiente adequado ao seu crescimento". segundo o texto. Mas quando uma criança tem, por exemplo, tudo isso e, ainda assim, se torna um jovem capaz de atos como queimar mendigos, espancar pessoas, matar, roubar... o que falta? Justifique sua resposta: 

06) Transcreva do texto uma passagem que comprove a importância do coletivo, do NÓS: 

07) Observe com atenção o sexto parágrafo e explique por que a construção do mesmo se deu em cima de negações. Qual o objetivo disso? 

08) Responda, sinceramente, a essa pergunta feita no texto: "O fato de uns serem reféns inocentes e os outros serem bandidos faz diferença?", justificando seu ponto de vista: 

09) Comente o que você entendeu com o trecho destacado no final do texto, posicionando-se: 

10) Que sentimento o texto mais despertou em você? Explique:

11) Escreva UM pequeno parágrafo associando, de alguma forma, a tirinha abaixo ao texto lido: 


12) Como, afinal, você responderia à pergunta do título? Justifique sua resposta: 

13) Relacione o pensamento de Einstein ao texto em questão, dizendo se você considera ou não esse comportamento frequente e por quê: 


14) Segundo o crítico e historiador francês Taine, "o homem é produto do meio, da raça e do momento histórico em que vive". Que passagem do texto dialoga com esse pensamento? Transcreva-a, explicando seu raciocínio:

15) A autora faz uso de sentenças interrogativas ao longo do texto. Qual seria a função dessa estratégia discursiva?

16) Que mensagem o texto lhe transmitiu, como um todo? 

(Agradecimento especial a algumas meninas do grupo "Arte e Manhas da Língua": Adriana Lessa, Regina Maria, Aparecida Ferreira, Luciana Chaves, Maria Ruth, Sandra Curvelo, Maria Regina)

sábado, 22 de abril de 2017

Análise da música "Até quando?"


Até quando? 

Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve,
Você pode, você deve, pode crer. 
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí, que te botaram numa cruz e só porque Jesus
sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer.

Até quando você vai ficar usando rédea?
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea?
(Pobre, rico ou classe média)
Até quando você vai levar cascudo, mudo?
Muda, muda essa postura.
Até quando você vai ficar mudo?
Muda, que o medo é um modo de fazer censura.

Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e a sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!

A polícia matou o estudante, falou que era bandido, 
chamou de traficante.
A Justiça prendeu o pé-rapado, soltou o deputado
e absolveu os PMs de Vigário.

A polícia só existe para manter você na lei,
lei do silêncio, lei do mais fraco:
ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco.
A programação existe pra manter voce na frente,
na frente da TV, que é pra te entreter, 
que é pra você não ver que o programado é você.

Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar.
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar.
Aquilo que o mundo me pede não é o que mundo me dá. 
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar.
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar.
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar. 

Escola, esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda!
Não! Não! 

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. 
A gente muda o mundo na mudança da mente. 
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente. 
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, 
na mudança do presente a gente molda o futuro!

Até quando você vai levando porrada, até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?

(Gabriel O Pensador) 


01) Copie do texto palavras que remetem à fala coloquial, explicando a importância disso para o contexto: 

02) Transcreva do texto uma passagem de que tenha atraído mais a sua atenção, dizendo o porquê:

03) A que classe gramatical pertencem as palavras "mudo" e "muda"? Por que essa escolha?

04) Que efeito se sentido têm as palavras que se encontram entre parênteses, no texto?

05) De que par de rima você mais gostou? Explique sua escolha:

06) Posicione- se sobre o primeiro verso da música, explicando seu ponto de vista:

07) Podemos afirmar que a letra de música em questão possui características do gênero "manifesto"? Justifique sua resposta:

08) Relacione a imagem abaixo ao texto lido:

Nenhum texto alternativo automático disponível.

09) Com base nos argumentos do texto, responda: Até quando?

10) O verso "Muda, que quando a gente muda, o mundo muda com a gente" faz um forte apelo ao interlocutor, incitando-o à mudança. Que tipo de mudança seria essa? Comente:

11) Explique o duplo sentido presente na expressão destacada no terceiro verso do poema:

12) Posicione-se com relação ao verso em destaque na segunda estrofe, explicando bem:

13) Copie do texto uma passagem em que o autor expressa a sua visão com relação à Justiça, concordando ou discordando dele: 

14) Podemos afirmar que no trecho destacado na sexta estrofe há uma ironia? Explique seu raciocínio: 

15) O que significa a expressão "vai pro saco", presente na sexta estrofe? Você costuma usá-la?

16) O autor afirma na música que "você é dominado". Você concorda ou não com isso? Justifique sua resposta: 

17) Dê a sua opinião sobre o trecho grifado na sexta estrofe, explicando seu raciocínio:

18) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente:


(Participação especial das amigas artemanhosas Aparecida Ferreira e Maria Ruth)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Atividades com a música "Manifesto"


Manifesto

A gente acorda pra vida e não quer sair da cama
A gente abre a ferida na pele de quem nos ama
A gente vive na guerra, a gente luta por paz
A gente pensa que sabe, mas nunca sabe o que faz
A gente nega o que nunca teve forças pra dizer
A gente mostra pro mundo o que se quer esconder
A gente finge que vive até o dia de morrer
E espera a hora da morte pra se arrepender de tudo. 

E todas essas pessoas que passaram por mim
Alguns querendo dinheiro, outros querendo o meu fim
Os meus amores de infância e os inimigos mortais
Todas as micaretas, todos os funerais
Todos os ditadores e subcelebridades
Farsantes reais encobertando verdades
Pra proteger um vazio, um castelo de papel
Sempre esquecendo que o mundo é só um ponto azul no céu.

Quem é que vai ouvir a minha oração?
E quantos vão morrer até o final dessa canção?
E quem vai prosseguir com a minha procissão
Sem nunca desistir nem sucumbir a toda essa pressão?

No escuro, a sós com a  minha voz
Por nós, quem? Quem? Quem? 
Antes, durante e após, desatando os nós, hein? Hein? Hein?

Sente no corpo uma prisão, correntes, vendas na visão
Os caras não avisam, balas não alisam, minas e manos brisam
E precisam de mais, mais visão, ter paz
Note que o holofote e o vício nele em si te desfaz
Menos é mais, e o que segue é a lombra
Onde se vacilar os verme leva até sua sombra
Cada qual com seu caos
O inferno particular
Tempo, individual
E o amor, impopular. 

Só existe uma maneira de se viver para sempre irmão
Que é compartilhando a sabedoria adquirida
E exercitando a gratidão, sempre
É o homem entender que ele é parte do todo
É sobre isso que o manifesto fala
Nem ser menos e nem ser mais, ser parte da natureza, certo
Ao caminhar na contramão disso, a gente caminha
Pra nossa própria destruição.

(Emicida e Lenine)


01) Há alguma incoerência no primeiro verso da música? Justifique sua resposta:

02) Existe alguma antítese na letra de música? Comente bem: 

03) Posicione-se sobre a passagem destacada no texto, explicando seu ponto de vista: 

04) Qual a importância das indagações da terceira estrofe para o texto? Trata-se ou não de perguntas-retóricas? Explique: 

05) Qual o objetivo da repetição do pronome "quem", no verso "Por nós, quem? Quem? Quem?"? 

06) Justifique o título da música, relacionando-o ao seu conteúdo: 

07) Qual o objetivo desse "manifesto"? Ele cumpre com tal objetivo? Justifique sua resposta: 

08) Transcreva do texto um desvio gramatical, explicando o porquê de ele provavelmente estar ali: 

09) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente:

10) Qual seria o SEU manifesto? Elabore um! Mãos à obra!

(Agradecimento à amiga artemanhosa Aparecida Ferreira por me apresentar esta música!)

quarta-feira, 29 de março de 2017

Atividade de arte e criatividade: "O Monstrinho"

Minha amiga Flávia Damas, ex-ce-len-te professora de Artes, que vive inventando moda, me passou uma atividade que eu adorei, por isso aqui compartilho, e ainda, de quebra, fiz com o meu filhote Miguel, de 7 anos e com a amiguinha dele, a Laura, de 9 anos (e também criei o meu monstrinho, claro!). 

Prepare-se para só escutar e desenhar o que vai pedindo! Cada um desenha o seu! 

01) Tem uma cabeça em forma de círculo bem grande;
02) Tem três olhos;
03) Usa óculos;
04) Seu nariz é uma vassoura;
05) Sua boca é um barco;
06) Seu cabelo é um cacho de banana;
07) Seu chapéu é um avião;
08) Uma de suas orelhas é um sol;
09) A outra orelha é sua fruta predileta;
10) Seu pescoço é uma escada;
11) Sua barriga é uma forma geométrica qualquer;
12) Um de seus braços é um utensílio utilizado na cozinha;
13) O outro braço é um objeto que há em seu quarto;
14) Uma das suas pernas é um objeto utilizado no banheiro;
15) A outra perna é um objeto que há na sala de aula;
16) O monstro adora comer, e sua barriga é transparente. Ele comeu um prédio e um bichinho de estimação. 

Desenhado o bichinho, o professor pode sugerir que as crianças escrevam sobre o seu monstrinho. 
Sugestões de perguntas:

01) Qual o nome de seu monstrinho?
02) De onde ele veio?
03) O que veio fazer aqui?
04) Ele vai ficar aqui por quanto tempo?
05) Onde ele está morando?
06) O que ele mais gosta de fazer?
07) Ele encontrou amigos?
08) As pessoas gostam dele?
09) Ele é um monstrinho bom ou mau?
10) O que ele gosta de comer? 
11) Quando ele vai retornar para o lugar de onde veio?

O meu monstrinho: 



Minha história sobre ele: 

O meu monstrinho se chama Sebastião, vulgo Tião ou Titi. Ele veio de Plutão e veio atrás de uma namorada bem bonita. Para isso, pretende ficar uns mil anos por aqui, e ficará debaixo da cama do menino mais bonito do Planeta Terra. 

Ele gosta de dançar "Deu onda" e de sambar e encontrou alguns amigos. As pessoas gostam dele, porque é um monstrinnho bom, só que gosta de comer tudo o que vê pela frente: prédios, flores, animais, objetos...

E só vai retornar quando sua namorada finalmente aparecer! 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Cartaz sobre Voluntariado!



01) A que gênero textual pertence o texto acima? Qual a principal finalidade do gênero, de um modo geral?  

02) Qual a finalidade específica deste texto em questão?

03) Qua a função de linguagem presente na passagem "Faça a diferença! Seja um voluntário!"? O que lhe serviu de "pista textual" para chegar a essa conclusão? 

04) Qual o objetivo da suposta correção feita na frase central do texto? Ela surtiu efeito, na sua opinião? 

05) Qual era a frase antes da correção? Dá para ler? 

06) Qual o intuito da nova frase? Ele foi alcançado? Justifique sua resposta:

07) O que você pensa a respeito do trabalho voluntário? Já prestou algum? Comente:

08) Por que ainda são tão poucas pessoas que se dedicam a esse tipo de trabalho? O que fazer para mudar esse quadro?  

Vamos discutir mais um pouquinho?!?

Não se pode banalizar a maldade.
Lugar de bandido rico não pode ser em casa. É na cadeia.



       Adriana Ancelmo é liberada para cuidar dos filhos em casa. Os filhos precisam muito dela, coitada. Quando ela participou de falcatruas, sabia exatamente o que estava fazendo... pensou nos filhos? Não. Nem nos dela, nem nos nossos.

As presas pobres, solteiras, viúvas, abandonadas, com filhos pequenos, vão ser liberadas? Com a mesma eficiência e rapidez da senhora Justiça? Mãe é importante, não é? E as que morreram sem direito à saúde? As crianças que, pelo dinheiro desviado, ficaram órfãs? Os pequenos que morreram por falta de condições de tratamentos adequados e dignos? Isso é assassinato. Não tem outro nome. Adriana Ancelmo é homicida. Ela e seus amigos roubaram saúde, esperanças de cura. Roubaram vidas e tempo de vida. Esbanjaram, tripudiaram. Agora ela vai para casa? Tomar champanhe? Comer do bom e do melhor? Isso não é prisão domiciliar. Isso são férias. Isso é prêmio.

Vivemos num país em que lugar de bandido pobre é na cadeia. Lugar de bandido rico é onde ele quiser. Isso é deboche com quem é honesto. Bruno solto. Adriana em férias na sua prisão domiciliar. Tudo dentro da legalidade. Uma legalidade torta, míope e tendenciosa. Que só aparece quando o réu é rico. Enquanto Bruno é liberado com eficiência, quantos presos pobres, muitos inclusive inocentes, estão ainda vendo o sol nascer quadrado sem que a Justiça sequer se coce? Um criminoso tão cruel que nunca devolveu o corpo da vítima. Imagina o que é não saber onde está o corpo da sua filha? Imagina uma pessoa não ter o direito de ser enterrada em paz? É de uma maldade infinita. Ter Bruno como ídolo é mostrar que tudo pode e a vida não vale nada. Ser bom goleiro basta para ser admirado.

Você levaria seu filho para tirar foto com uma pessoa assim? Se fosse um zoológico, até entenderia. -- Olha ali a cobra! -- Tira foto. Se fosse para mostrar Bruno preso e dizer: -- Viu? Aprenda! Isso não se faz. Ok. Mas livre, feliz e contratado e dizendo que não é bandido? Não me parece bom exemplo para criancinhas. Inocente? Bruno, vamos brincar de bingo. Pega uns feijões aí. Cada palavra que servir você vai marcando. Está nos dicionários. Bandido - nome masculino. Pessoa que pratica atividades ilegais e criminosas; malfeitor; criminoso. Pessoa sem caráter. Quadrilheiro, desalmado, homicida. Bingou? Bingou! E de cartela cheia! Bruno, não vou te enganar. Você é bandido, sim. Não fui eu que disse. Foi o dicionário. E a Justiça que te condenou a vinte e dois anos e três meses de prisão. Condenação que, pelo jeito, não vai ser cumprida, né? Imagine seu filho animado dizendo: -- Quando crescer, quero ser igual ao Bruno! Você não se preocuparia? É isso. Essa pessoa não pode ser modelo para nossas crianças.


Tirar selfie com Bruno é um sintoma. A ponta do iceberg. O estrago é muito maior. Estamos no meio de uma crise de valores. De quem é valorizado. Do que presta ou não. Nossos ídolos são criaturas muito esquisitas. De gente com comportamento duvidoso, de moral torta. E a gente bate palma.

Os pais que levam a criança para tirar retrato com Bruno não são diferentes dos que chegam na escola botando banca e desrespeitando professor. Dos que acham que os filhos estão sempre certos. E fazem curvas nas regras para que elas só valham sempre a seu favor. E dos seus filhos, claro. São seres do tipo: - O que que tem? A defesa perfeita. Além das desculpas que fazem o pior réu parecer um coitadinho inocente. Estamos criando monstros. Crianças sem valores. Sem ética. Sem empatia. Sem um pingo de senso moral. Expõem e se expõem sem pudores. Sem reservas. Sem pensar em consequências. Elas aprendem que mentir dá bom retorno. Que roubar não tem problema. Que adultos e colegas não precisam ser respeitados. Que o umbigo delas é o centro do universo. Tudo pode. Tudo é permitido. Pior. Com a falta de regras, na verdade, é recompensado. Batem, humilham, tripudiam de colegas, funcionários, professores. Sabe o que acontece? Nada. Não há respeito pelo outro. Só pelos próprios desejos. Crianças sem limites. Más. Insuportáveis. Pequenos Brunos. Está certo tirar foto junto. Agora até entendo.

Alunos trabalham no ponto morto. Copiam deveres dos outros. Não participam, só colocam nomes nos trabalhos alheios. Colam a prova toda. A resposta, já combinada, deixada no banheiro. Ou passada pelo celular no estojo. Vigora a lei do menor esforço. Escolas esvaziadas com a crise, no medo de perder alunos, se tornam permissivas. Aprovam sem nota, nem mérito. Curvam-se a qualquer ordem dos pais. Que, cientes disso, se organizam para o ataque em bandos irracionais de WhatsApp. Quem não educa, deseduca. Cria pequenos ditadores. Crianças com egos inflados que mentem sem pestanejar. Torcem verdades. Riem na nossa cara.

Reparem. A carne é de papelão. O leite vem contaminado. Os legumes cheios de agrotóxico. Os governadores desgovernam. As pessoas não sentem culpa, remorsos. Envenenam. Enganam. Sem dó. Não há mais limites para a maldade humana. Para o desrespeito ao outro. Enganar e tirar vantagem. Lucrar. Esses são os verbos do momento. É a banalização do mal. Matar, sequestrar, torturar, desviar verbas, corromper é normal. A gente deu defeito. Alguma coisa deu muito errado na raça humana. A vontade é de dar o sinal e saltar. Nessa impossibilidade, é preciso lutar. Mostrar para nossos meninos que não pode ser assim.

É preciso lutar hoje, para que nossos filhos tenham direito a um mundo melhor. Onde Brunos não ousem matar. Mesmo sendo ótimos goleiros. Onde corruptos confraternizem, sim. Com as quentinhas da cadeia. Onde cadeias sejam um lugar não só de bandido pobre. Mas, principalmente de bandido rico também. Porque esses fazem um estrago muito maior.

Ser pai, mãe, exige gastar menos tempo nas telas de celulares e laptops. Olhar nos olhos dos filhos. Sentar do lado. Estar junto. Agarrar, abraçar, fazer cosquinha. Eles reclamam, mas gostam. Estar presente. Dizer NÃO. Botar limite. Dar castigo, se for o caso. Fazer filho é uma delícia. Ter filho é razoavelmente fácil. Criar um ser decente, esse é o maior desafio. Dá trabalho. Cansa. Tem horas que é chato. Que irrita. Que a vontade é dizer SIM e se livrar logo da criatura. Mas eles dependem de nós. Eles testam, para ver até onde podem ir. Até onde nosso discurso é coeso. Até onde a gente acredita no que fala. Eles testam porque querem limites. Precisam disso.

Filho é como água. Sem os limites para servir de continente, se espalham e se perdem. Por isso é preciso estar do lado. Perto. Acompanhar. Puxar assunto. Dizer que ama. É preciso. Para ontem. Filho melhora a gente. E a gente melhora com o filho. Filho é crescimento. É embate. É amor. É por eles que a gente acorda a cada dia. E se supera mesmo quando tudo é espinho. E a gente anda descalço. Mas leva eles no colo. Eles serão nossos. Amados. E para sempre. Então é melhor caprichar agora.
(Mônica Raouf El Bayeh – Jornal “Extra” – 19/03/17)

01) Transcreva do texto três passagens carregadas de ironia:

02) Copie uma pergunta retórica do texto, explicando seu raciocínio:

03) Posicione-se sobre a passagem destacada no segundo parágrafo do texto, explicando bem:

04) Dê a sua sincera opinião sobre o trecho em destaque no terceiro parágrafo, comentando:

05) Qual a sua opinião sobre as outras duas passagens situadas ainda no terceiro parágrafo?

06) O que significa a expressão “vendo o sol nascer quadrado”, empregada no texto?

07) Responda à pergunta que inicia o quarto parágrafo do texto:

08) Posicione-se acerca da passagem  destacada no quarto parágrafo, justificando seu ponto de vista:

09) O que você tem a comentar sobre o sexto parágrafo? O que gostaria de complementar ou discordar, contrapor?

10) Podemos afirmar que a passagem em destaque no sétimo parágrafo traz uma antítese? Explique:

11) Você concorda ou não com a parte em negrito presente no oitavo parágrafo? Por quê?

12) Copie do texto um par de antítese:

13) Há algum desvio gramatical presente no último trecho destacado no texto? Explique:

14) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente: