quarta-feira, 7 de setembro de 2016

RESUMÃO: Quais os estilos literários do Brasil?!?


A Literatura em português surge em Portugal, no século 12. Os primeiros estilos foram o TROVADORISMO (poesia para ser cantada), o HUMANISMO (do teatro de Gil Vicente) e o RENASCIMENTO (do poema épico "Os Lusíadas", de Luís de Camões). Só nos anos 1600 é que começa a surgir uma literatura feita no Brasil, sobre o Brasil e para brasileiros. Observe:

BARROCO: Usa uma linguagem extravagante, carregada de metáforas (dizer uma coisa com outras palavras), paradoxos (contradições lógicas) e antíteses (ideias opostas) para mostrar os conflitos entre a alma e o corpo. Destaque: o baiano Gregório de Matos, conhecido como "Boca do Inferno", por conta das suas poesias satíricas. (Século XVII)

ARCADISMO: Valoriza a razão, os clássicos de gregos e romanos e a linguagem simples, usando temas ligados ao campo. Destaques: Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto. (Século XVIII até início do XIX)

ROMANTISMO: Valoriza a emoção e é dividido em três gerações, na poesia: a primeira era nacionalista e retratou o índio (e o sertanejo, na prosa). A segunda era meio deprê, cultuava as trevas, o ópio, a noite e a morte. A terceira deixa de lado o chororô e se engaja nas causas sociais. Destaques, respectivamente: Gonçalves Dias (e José de Alencar, an prosa), Álvares de Azevedo e Castro Alves (o poeta dos escravos). (Século XIX)

REALISMO: Luta por causas sociais e critica os valores burgueses. A linguagem é impessoal e objetiva. Nas histórias, são explorados os perfis psicológicos das personagens e o lugar deles na sociedade. Destaques: Machado de Assis e Raul Pompéia. (Final do Século XIX)

NATURALISMO: Acontece junto com o Realismo e tem características parecidas. A diferença é que é mais explícito. Excrementos e taras são comuns nesse estilo. Destaque: Aluísio de Azevedo (autor de "O Cortiço"). (Final do Século XIX)

PARNASIANISMO: Os parnasianos se opunham ao Realismo e ao Naturalismo. Para esses escritores, o importante é a Arte pela arte, versos perfeitos, rimas ricas e muito comportadas. Destaque: a tríade de poetas: Olavo Bilac, Raimundo Correia, Alberto de Oliveira. (Final do Século XIX)

SIMBOLISMO: Inspirado em obras francesas, fala de espiritualidade com muitas metáforas, em poemas que parecem descrições de sonhos. Procurava mostrar que as coisas podem assumir valores simbólicos. Destaques: Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens. (Virada do Século XIX para o XX) 

PRÉ-MODERNISMO: Nessa época, os escritores só têm um traço em comum: serem diferentes. As obras trazem influências dos estilos anteriores, mas com inovação, preparando o terreno para a revolução modernista. Destaques: Augusto dos Anjos, Euclides da Cunha e Lima Barreto. (Virada do Século XX)

MODERNISMO: Valoriza linguagem cotidiana, a liberdade de expressão e a brasilidade. O grande marco é a Semana de Arte Moderna, que aconteceu em São Paulo, em 1922. A segunda geração foi a do Romance de 30, com livros regionalistas e engajados. Destaques: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade (não são parentes, apesar do sobrenome), Graciliano Ramos, Jorge Amado e Érico Veríssimo. (Primeira metade do Século XX)

AUTORES CONTEMPORÂNEOS: Nas últimas décadas, não há movimentos claramente identificados ou autodenominados, como os modernistas. É como se cada autor estivesse trilhando o seu caminho. Há experimentação formal e reflexões sobre a vida moderna. Destaques: Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Rubem Fonseca e Carlos Heitor Cony. (De 1950 para cá) 

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