segunda-feira, 1 de agosto de 2016

"Poema de circunstância", do Mário Quintana

Poema de circunstância

Onde estão os meus verdes? 
Os meus azuis?
O Arranha-Céu comeu! 
E ainda falam nos mastodontes, nos tiranossauros,
Que mais sei eu... 
Os verdadeiros monstros, os Papões, são eles, os Arranha-Céus!

Daqui 
do fundo
das suas goelas,
só vemos o céu, estreitamente, através de suas gargantas ressecas,
para que lhes serviu beberem tanta luz?!
Defronte
à janela onde trabalho
Há uma grande árvore...
Mas já estão gestando um monstro de permeio!
Sim, uma grande árvore... 
Enquanto há verde,
Pastai, pastai, olhos meus...
Uma grande árvore muito verde... Ah! 
Todos os meus olhares são de adeus
Como o último olhar de um condenado!

(Mário Quintana)

01) Que fato leva o eu lírico a perguntar-se sobre o destino das árvores e do céu?

02) Na comparação com mastodontes e outros gigantescos monstros extintos, os arranha-céus mostram-se mais cruéis. Copie o trecho o verso que comprova essa afirmativa:

03) O eu lírico confessa que, do lugar onde se acha, ainda resta uma possibilidade de observar o verde. Que "monstro" está sendo gestado entre ele e o verde? Diante disso, o que ele aconselha a seus próprios olhos?

04) Qual o melhor significado para o verbo PASTAR no contexto? 

05) O poema todo está estruturado em torno de uma personificação. Explique como aparecem personificados os arranha-céus e os olhos:

06) Entre as inúmeras entidades do folclore, o poeta decidiu associar o arranha-céu ao Bicho-Papão, criando uma prosopopeia. Por que ele teria escolhido essa figura do folclore? 

07) Por que podemos associar este poema ao estilo literário chamado Arcadismo? 

08) Segundo alguns estudiosos, nenhum país poderá atingir o progresso sem causar sérios danos ao meio ambiente. Você concorda com essa afirmativa? Justifique sua resposta: 

2 comentários:

  1. Parabéns! Perguntas bem elaboradas e direcionadas à compreensão do poema. Maravilha! Acho um disparate o uso do gênero para estudo de questões gramaticais. Senti falta apenas das respostas. Há propósito na ausência dessas!?

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    Respostas
    1. Muito obrigada, Josete, pelo carinhoso comentário! Penso que dá pra usar todos os gêneros envolvendo compreensão e também gramática, de forma bem equilibrada.

      A proposta do blog é não colocar respostas, até porque o intuito é provocar e sugerir e não facilitar a vida de ninguém, muito menos de alunos, especialmente os meus, que frequentam este espaço. Os alunos (todos eles) têm que buscar e os colegas da área que têm acesso ao blog eu tenho certeza de que sabem responder e criar, cada um, o seu próprio gabarito, até porque são questões quase sempre abertas, que permitem vários caminhos e não um só (tão limitador seria). Um abraço!

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