quinta-feira, 18 de agosto de 2016

E o comentário sobre o biscoitinho GLOBO rendeu...

Texto 01: Biscoito Globo tem defesa apaixonada nas redes sociais

Iguaria, que foi tachada de "sem graça" pelo "New York Times", 
virou foto de perfil de muita gente no Facebook


RIO - O povo do Rio de Janeiro não perdeu o gingado quando veículos estrangeiros se apressaram em reclamar da zika, da violência e da infraestrutura na cidade olímpica. Deu no “New York Times”, porém, que o clássico Biscoito Globo é “sem gosto”, “sem graça”, “ar transformado em bolacha”. E aí — como sói quando gringos opinam sobre tradições locais — o tempo fechou.

O português Milton Ponce, 77 anos, um dos três sócios-fundadores da marca, não quer falar com ninguém. Foi ele quem recebeu David Segal, correspondente olímpico do NYT, na fábrica do biscoito feito de polvilho, leite, ovo, gordura hidrogenada, sal (ou açúcar). Não gostou do artigo que, além de criticar seu produto, reprovava a gastronomia carioca como um todo. Segundo seu filho Marcelo, está “recolhido”.

Marcelo, 33 anos, é sócio minoritário e administrador da fábrica — desde 1963 na Rua do Senado, no Centro. Lá, o quitute que chega a R$ 5 em supermercados paulistas é vendido por R$ 1. O herdeiro comenta:

— Ficou chato. Meu pai prefere não falar. Mas o apoio é tanto que a gente não precisa falar nada — diz Marcelo, que ontem acabou publicando uma mensagem na web: “Obrigado, New York Times! Uma crítica negativa nunca repercutiu tão positivamente para uma marca!

Nos últimos dias, cariocas e simpatizantes inundaram as redes sociais com duas variedades de posts sobre o tópico: ataques rancorosos ao jornal americano e defesas apaixonadas do petisco. Muitos, como o arquiteto Chicô Gouvêa, trocaram suas fotos de perfil por uma imagem da famosa iguaria. Outros milhares curtiram e compartilharam uma foto do escritor Marcelo Rubens Paiva que enquadra o Morro Dois Irmãos na famosa rosquinha.

Até o site de humor “Sensacionalista” entrou na brincadeira, com a manchete irônica: “Após crítica do ‘NYT’, Biscoito Globo terá corante amarelo e sabor artificial de bacon”. Já o publicitário Joel Nascimento Jr., que mora em Boston, detonou Brasil, Estados Unidos e a discussão com um tweet: “Biscoito Globo não tem gosto de nada, pretzel também não. Deixem o ‘NYT’ pra lá e não embarquem em outra polêmica inútil.”

Há quem lembre que o biscoito nunca ameaçou vida, diferentemente do pretzel, que quase sufocou o ex-presidente dos EUA, George W. Bush, em janeiro de 2002.

A celebrada chef Roberta Sudbrack, gaúcha de Porto Alegre, manifestou no Instagram seu apoio de “carioca por adoção”: “Não se mexe com ícones culturais de um povo! Ainda mais gastronômicos! Tudo é subjetivo! Mas de Biscoito Globo o nosso afetivo entende!”

O chef Claude Troigros, que inclui biscoitos no couvert de seu restaurante Olympe, concorda: — Não se pode criticar uma tradição. Remete ao estilo e o jeito carioca de ser.

Luciana Fróes, crítica de gastronomia do GLOBO (sem relação com o biscoito), defende que o lanche é saudável:

— Acabo de voltar de um spa onde tinha Biscoito Globo. Ele não te dá bode, não é trash — diz Luciana, que elogia a onipresença do produto: — Você está engarrafado no Túnel Rebouças e, opa, ele surge. Suja o carro, mas eu adoro.

‘MANTENHO O QUE ESCREVI’

David Segal, autor do texto polêmico do ‘NYT’, reconhece: ignorava que estava mexendo com uma instituição:

— Sabia que o biscoito era popular, mas não que era tão relevante pros cariocas. Estou sendo xingado de coisas impublicáveis — diz Segal, que tem uma coluna de direitos do consumidor e fica no Rio até o fim dos Jogos.

O americano não retira o que disse sobre o sabor do biscoito (ou a falta dele). Ao mesmo tempo, admite que não levou em conta o contexto:

— Reconheço que ele se insere na experiência: na praia, com mate, deve ser melhor. Da mesma forma, torcedores dos EUA toleram intragáveis hot-dogs porque estão no estádio.

Na segunda-feira, Segal foi levado ao tradicional botequim Galeto Sat’s, e, Copacabana, para conhecer galeto, pão de alho e coração de galinha. Seu lanche carioca preferido? O sanduíche de filé com abacaxi do vizinho Cervantes.

(Emiliano Urbim)

(http://oglobo.globo.com/rio/biscoito-globo-tem-defesa-apaixonada-nas-redes-sociais-19938373)



01) Explique a expressão destacada no primeiro parágrafo do texto:

02) Tal expressão está no sentido denotativo ou conotativo? Justifique sua resposta:

03) Você já comeu o biscoito em questão? Concorda com os rótulos dados a ele? Comente:

04) No quarto parágrafo, podemos afirmar que existe uma antítese na passagem destacada? Por quê?

05) Transcreva do texto uma passagem em que também apareça uma antítese, explicando-a: 

06) Explique a ironia presente na manchete do "Sensacionalista", uma característica comum a este site, posicionando-se sobre isso:

07) Posicione-se, concordando ou não, e explicando bem, sobre a afirmação “Não se mexe com ícones culturais de um povo!":

08) Qual a importância da passagem entre parênteses, para o contexto, utilizada no quarto parágrafo? 

09) Copie do texto uma passagem que remeta a um FATO e outra que seja remetida a uma OPINIÃO, diferenciando ambas: 

10) Observe a expressão abaixo, utilizada no texto, explicando se você já tinha se deparado com ela e que outro termo poderia substituí-la sem prejuízo no sentido: 


Texto 02: Vida é biscoito Globo



- Vai ficar aí sentada? Parece uma pata choca!
A mãe da moça tinha frases delicadas como essa. Bem pouco carinhosas. Frases-espeto. Que ela ia enfiando sem dó. Entre assustada e dolorida, a moça pulava e se mexia.
Me diga quem nunca espetou? Quem nunca foi espetado? Quem nunca teve seus momentos de pata choca? Eu tenho. Muitos. Quando me pego como pata choca, sei que estou no fim da linha. Largada. Vencida. Triste. Azeda. Me espeto sem dó. Pulo. Mas, entre assustada e dolorida, volto a caminhar.
Mesmo sem forças, sigo. Como criança emburrada que não quer ir para a escola. Mas vai empurrada. Eu me empurro. Outro jeito não há. Digo mais. Quando uma pata está choca é sinal que está gerando vida. Vai nascer alguma coisa.
Choco pensamentos, ideias. O que pode ser ótimo. Mas se me mantenho inerte, sem nada fazer para que meus ovos passem de teoria à prática e eclodam, de que me adianta?
O medo das mudanças trava. Paralisa. O medo resseca. Tira o sabor e o molejo. É preciso tratar a inércia. O velho hábito de ser mais do mesmo, de se manter sem mudanças, mata por dentro aos poucos.
Não são as mudanças que trazem o sucesso? Que abrem novas frentes e possibilidades? Porque não mudar?
Por medo de se dar mal. Medo de não ser bem visto. De não ser mais querido. De perder o valor aos olhos do outro.
Moça, a vida é biscoito Globo. A gente nunca agrada a todo mundo. E, mesmo agradando, uns vão te gostar mais doce. Outros, mais salgada. Não ligue. Importa é o seu valor. Importa estar perto de quem te valoriza. O resto é o resto.
Existe uma diferença entre os que falam para machucar. Os que podiam se calar e não calam de pura maldade. E dos que falam por amor.
Mães, muitas vezes, precisam espetar para que os filhos não empaquem na vida. Espetam por angústia de ver que a coisa só rumina e não anda. Pode parecer esquisito, mas espetam por amor.
Porque quem ama se importa. Quer seu bem. Sabe que você pode mais do que imagina. Quer te ver mais feliz. Então, moça, se ofenda menos, se perceba mais. Se choque menos, reaja mais. Saia dessa lama e lute pela sua vida. Quando uma pata choca, é sinal de que ali tem vida.
Há momentos em que o fogo é inevitável. Vai ficar de fora no estilo pata choca ou entrar de cabeça e se deixar cozinhar? Se deixe cozinhar. O fogo provoca mudanças. Todo problema também.
No sofrimento enfrentado, viramos boa comida. Adquirimos tempero. A maciez da flexibilidade para novas situações. O jogo de cintura dos que se permitiram transformações. Na fuga, só encruamos. Duros e insossos.
No consultório, não chamo ninguém de pata choca! Há formas mais delicadas de se tratar a inércia. E, na verdade, acho que pessoas que se dispõem a fazer terapia jamais serão patas chocas. São corajosas. São lutadoras. São dignas de toda a minha admiração. Estão ali renovando os temperos. E garantindo que a vida pode, sim, e sempre, ser melhor.
Mostre seu valor sem medo. Seja biscoito Globo. Garanta se manter interessante, fresca, crocante. Quem quiser, que te compre. Quem não quiser, que se dane. Siga feliz.


(Mônica Raouf El Bayeh) 
(http://extra.globo.com/mulher/um-dedo-de-prosa/vida-biscoito-globo-19946276.html#ixzz4Hg8EtY4N)

11) Explique a expressão destacada logo no primeiro parágrafo do texto 02, dizendo se você costuma ou não usá-la:

12) Tal expressão está no sentido denotativo ou conotativo? Justifique sua resposta, aproveitando para diferenciar os dois sentidos para essa expressão:

13) O que são "frases-espeto"? Que outra expressão você utiliza e que tem o mesmo sentido?

14) Posicione-se sobre a passagem destacada no quarto parágrafo, concordando ou discordando dela, com argumentos:

15) Transcreva do texto um vocativo, explicando a importância dele para o contexto:

16) Por que as "espetadas" das mães, segundo a autora, costumam ser diferentes? Você concorda com isso? Já foi muito espetada(o) nesse sentido?

17) No décimo primeiro parágrafo, a palavra destacada trata-se de um vocativo ou não? Explique bem a sua resposta:

18) Destaque do texto uma passagem que tenha despertado a sua atenção de maneira especial, justificando essa escolha:

19) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

20) O que os dois textos têm em comum? Comente, aproveitando para explicar por que as duas imagens a seguir também dialogam com eles:



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui o seu comentário sobre o blog ou sobre esta postagem em especial!!! Vou amar saber o que você pensa!! Muito obrigada pela visita!!! Volte sempre!!!