segunda-feira, 11 de julho de 2016

Parnasianismo... com as pombas...

As pombas



Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...

 (Raimundo Correia)


01) Por que o texto é um soneto?

02)  Destaque dele três características que comprovem a filiação do texto ao Parnasianismo:

03) O que o poema descreve nos quartetos? E nos tercetos?

04) A que é comparado o revoar das pombas? Qual é a diferença essencial entre esses dois elementos comparados?

05) A que correspondem, no plano da vida, a madrugada e a tarde? E a nortada encontrada pelos pombos, à tarde, fora dos pombais?

06) Que mensagem o soneto parnasiano lhe transmitiu? Comente:

07) Observe a palavra em destaque no texto. Trata-se de um substantivo ou de um adjetivo? Por quê? 

08) Identifique a que classe gramatical as palavras destacadas no texto pertencem: 

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