segunda-feira, 4 de julho de 2016

Análise da música "Cotidiano" (Chico Buarque)

Cotidiano

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café.

Todo dia eu só penso em poder parar
Meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.

Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.

Toda noite ela diz pra eu não ma afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor. 

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
/E me beija com a boca de hortelã.

(Chico Buarque de Holanda) 

01) Há duas pessoas neste texto: ela e eu. Quem é ela? Quem é o "eu"? Que elementos do texto te levaram a essas conclusões?

02) Na terceira estrofe, o autor rompe um pouco com a estrutura que usou para todas as outras. Como ele faz isso?

03) "Todo dia eu só penso em poder parar". Parar o quê? Prar de quê? Parar por quê?

04) "Meio-dia eu só penso em dizer não". Dizer não para o quê? Dizer não por quê?

05) "Depois penso na vida pra levar". Que vida é essa?

06) "E me calo com a boca de feijão". Se cala por quê? 

07) Há uma refeição que as personagens não fazem juntas. Qual é? Que elementos do texto indicam isso?

08) Neste texto, o autor usa uma linguagem coloquial. Que elementos do texto nos permitem dizer isso? Por que ele faz uso dessa linguagem?

09) Por que a última estrofe é a repetição da primeira?

10) O que esse texto quer dizer? Qual parece ter sido a intenção do autor? 

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