sexta-feira, 10 de junho de 2016

Trabalhando com o gênero EDITORIAL

Pedofilia na internet



Reportagens sobre a internet publicadas nos últimos dias levantam um problema dedicado e espinhoso: como conciliar na rede a repressão à pedofilia – desejo sexual por crianças – com a preservação do exercício da liberdade de informação, que a internet hoje garante a cerca de 100 milhões de usuários.

Conferência com especialistas, promovida nesta semana pela Unesco, teve o mérito de, ao mesmo tempo, lançar um novo sinal de alerta sobre a expansão dessa forma hedionda de crime e sinalizar o complicado caminho para sua repressão.

A internet globalizou a informação com intensidade inimaginável há menos de uma década. Mas as leis capazes de punir a pedofilia são elaboradas pelos países e são aplicadas no limite estrito de seus territórios.

Há por cento as convenções internacionais, negociadas pelos governos e ratificadas pelos Estados. A internet, no entanto, está longe de inspirar uma reação consensual que permita a imediata adoção desse caminho.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o governo defende o princípio da auto-regulamentação dos provedores de acesso. Na Alemanha, pelo contrário, lei votada há um ano responsabiliza os provedores que abrigam páginas racistas ou de difusão de abusos sexuais contra menores.

No Brasil, a Associação Brasileira de Provedores Internet associou-se ao Ministério Público do Estado de São Paulo para uma campanha que estimula a denúncia de crimes envolvendo pornografia infantil. Nada porém pode ser feito judicialmente, do Brasil, contra pedófilos que hospedam páginas em provedores do Japão, onde, em nome da liberdade comercial, não há freio algum à venda eletrônica de pornografia.

A pedofilia é decerto muito mais antiga que a Internet, mas nunca contou com um canal de difusão tão extensivo, eficaz e por ora praticamente incontrolável. Reconhecer a gravidade do problema e encaminhar propostas de solução é o mínimo que se pode fazer agora.

(Folha de São Paulo, 21/01/99)

01) O editorial expressa a visão do jornal a respeito de um problema que está ocorrendo no momento da publicação do texto. Geralmente esse assunto é identificado na introdução do texto, isto é, em seus primeiros parágrafos. No caso do editorial lido:

a)       Qual é o assunto em questão?
b)       Em que parágrafo ele é apresentado ao leitor?

02) Geralmente, depois de situar o problema, o editorial costuma proceder a uma análise dele, isto é, apontar suas causas e consequências, demonstrar dados objetivos – como estatísticas e pesquisas --, estabelecer comparações, etc. Todos esses procedimentos constituem o desenvolvimento do texto. Identifique os parágrafos que constituem o seu desenvolvimento:

03) Os parágrafos do desenvolvimento expõem as dificuldades para combater a pedofilia. Explique, de acordo com esses parágrafos, as razões dessas dificuldades:

04) No desenvolvimento do editorial, é comum serem utilizados certos procedimentos , como exemplificação, comparação, relações de causa e conseqüência, citações, etc. Identifique no desenvolvimento do editorial lido:

a)       Um caso de exemplificação;
b)       Comparações entre épocas ou lugares distintos;

05) Além da introdução e do desenvolvimento, o editorial costuma apresentar uma conclusão, que geralmente retoma e sintetiza as ideias desenvolvidas, ou ainda faz propostas ou sugestões para solucionar o problema discutido.

A)      Qual é o parágrafo com caráter conclusão?
B)       A conclusão resume as idéias gerais do texto ou faz sugestões?
C)       Na hipótese de serem feitas sugestões, a quem elas são dirigidas?

06)  Observe a linguagem do texto.

a)       Em que tempo e modo estão, predominantemente, as formas verbais empregadas?
b)       Nela predomina a IMPESSOALIDADE (verbos na terceira pessoa) ou a PESSOALIDADE (verbos na primeira pessoa)?
c)       Quanto ao nível de linguagem, qual foi utilizado: culto formal, coloquial ou informal?
d)       Considerando que os editoriais são publicados em revistas e jornais de grande circulação, esse nível de linguagem é adequado? Justifique:

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