domingo, 8 de maio de 2016

Feliz Dia das Mães!

O mundo não é maternal

É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é um erro de cálculo, Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso. O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividado por 20 anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência, e estoure o cartão de crédito.

Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.

O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento. O mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos, para enfeitar ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta. O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa. 

O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára para nos ouvir.

O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.

Para o mundo, quem menos corre, voa. Quem não se comunica se trumbica. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas.

Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta, exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção.

Mãe sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima, seleciona os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo. 

Mãe é de graça! 
(Martha Medeiros)

  • Posicione-se sobre o título do texto, depois, claro, de ter lido todo o texto e as exposições da autora: 
  • O que tem basicamente faltado para que o mundo possa ser mais maternal?
  • Que mensagem a crônica lhe transmitiu?


  • O que provavelmente o menino já tinha conversado com a irmã? 
  • Que elementos serviram de argumento para a provável tese dele? 
  • Que sentimento pode-se perceber no menino, na menina e até no cachorro? Justifique sua resposta, dentro do possível:
  • O que levaria as crianças a pensarem que a mãe é uma "supermãe"? Você concorda com isso?
  • Imagine que a mãe acabou de chegar à cena. O que ela faria? O que ela falaria? Invente...


  • Podemos afirmar que BOSQUE é uma espécie de metáfora? Se sim, explique o seu raciocínio:
  • Por que a palavra MÃE, presente no último quadrinho, encontra-se em destaque? 
  • O que os quadrinhos sugerem e revelam sobre a mãe, de um modo geral?
  • Houve um certo suspense na criação da HQ? Comente: 



  • Que mensagem os quadrinhos acima transmite? 
  • Por que para cada quadrinho há um tipo diferente de mãe? 
  • Que classes gramaticais prevalecem nos quadrinhos? Cite cinco exemplos para cada uma que você citar, explicando o provável porquê disso: 
  • Em qual quadrinho você mais viu a SUA mãe? Por quê? 
  • Acrescente mais três quadrinhos, seguindo o esquema utilizado: 


  • Por que será que a mãe e a rosa aparecem coloridas e o restante não? Que explicação você teria para isso?
  • Que sensação transparece em cada personagem? Justifique a sua resposta:
  • Que mensagem a imagem acima nos transmitiu? Comente: 
  • Que sensação a imagem, como um todo, despertou em você? Explique sua resposta:
  • Transforme, sem perder nenhum detalhe, a imagem em texto, narrativo! UM só parágrafo! 


  • Classifique morfologicamente a palavra presente no primeiro quadrinho, explicando:
  • Analise sintaticamente essa mesma palavra, explicando:
  • Qual a intenção da menina ao chamar a mãe? 
  • Você acredita que tal palavra, apesar dos pesares e das inversões de valores de grande parte da nossa sociedade, continua em vigor? Explique sua resposta:


  • Transcreva da charge acima um exemplo de vocativo, explicando:
  • Copie um desvio gramatical da fala da mãe, adequando-o e explicando seu raciocínio:
  • O que a charge revela? Posicione-se sobre isso: 

  • Delicie-se com o poema acima! Em seguida, diga que mensagem ele lhe transmitiu: 
  • O vídeo abaixo é apenas para a gente refletir se mãe é mesmo tudo igual... Será??? rs rs rs 


2 comentários:

  1. Muito bom...o gabarito por favor.estefaniamurad@gmail.com

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    1. Obrigada, Estefânia! Mas quanto ao gabarito, infelizmente, não tenho o hábito de fazer nem para mim, principalmente com questões abertas em que o melhor gabarito é o bom senso do professor! Um abraço!

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