quarta-feira, 30 de março de 2016

Desabafando um pouquinho


Queria conseguir, mesmo forçando a barra, rir da charge acima, mas não consigo, (in)felizmente. E não consigo não por ser desprovida de humor e da capacidade de fazer piada, pois sou expert nisso, garanto, mas... O momento é duro e crucial. Massacrante. Com a desvalorização tamanha da nossa profissão já estamos até "acostumados", embora não devêssemos, mas vermos os nossos poucos direitos sendo descaradamente roubados é demais, deprimente e triste! Todo santo dia me pergunto: A que ponto chegamos?!? Será que a coisa consegue, ainda, piorar?!? Ou será que já chegamos ao fundo do poço?!?

Que a dureza do atual momento não me roube, porém, a esperança de dias melhores tampouco me torne covarde ou temerosa em excesso e nem que me impeça de sonhar com um tempo em que o ladrão desista de assaltar o professor não por ele ser um ferrado e digno de pena, mas por reconhecer a sua importância para a sociedade e fazer com que se saia dali refletindo se vale a pena continuar no mundo do crime em busca de dinheiro e sem nenhuma dignidade. Aliás, que eu possa sonhar com um mundo sem ladrões, inclusive na politica! Já somos duramente assaltados por essa corja que finge que nos governa! E são muitos, mais perversos do que qualquer ladrãozinho de rua, de porta de banco, de loja! Não nos poupam! 

Agora mesmo estou aqui aflita porque tenho colegas lá na frente da ALERJ enfrentando gás de pimenta, tropa de choque, uma forte repressão dos seguranças da casa, como se fossem o quê? Bandidos? Não, são GUERREIROS, que lutam por mim, por todos nós, contra esse sistema que nos escraviza e pisoteia, sem nenhuma culpa. Um professor foi agredido, mas já foi medicado e está bem. Bem? Bom, dentro do possível. Aposto que a dor física é, ainda, "fichinha", perto da dor moral que ele está sentindo! Garanto! 

Que eu fique aqui orando, enquanto me recupero de uma Dengue, Zika, Chicungunya ou qualquer coisa que seja. É tudo o que eu posso fazer, por ora. Nenhuma doença, por pior que seja, dói mais do que acompanhar esses relatos tão tristes. É duro ver policial descendo o cacete no trabalhador explorado e desrespeitado tanto quanto ele! Queria que ele se rebelasse e fosse para o lado certo, que é o dele também, se consciente fosse! Enfim...

Não queria terminar esta minha postagem transbordando tristeza, preocupação, descrença, desânimo, nada disso! Então recorro à tirinha do Armandinho (que eu adoro!), e que ela acenda em mim -- e em todos nós -- a chama da ESPERANÇA de que possamos todos acordar e perceber, de uma vez por todas, que JUNTOS SOMOS FORTES! Só falta a gente se unir... só isso...! Será que é tão difícil assim?!? Mesmo?!? 


(Professora Andreia Dequinha, GREVISTA sim, com muito orgulho!)

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