segunda-feira, 4 de março de 2013

Trabalhando com o gênero ARTIGO CIENTÍFICO




Por que sentimos água na boca?

(Entenda a importância da nossa saliva na hora de comer)

“Chiquinha, o almoço está pronto! Fiz a batata-frita que você pediu!”

Só de ouvir essas palavras, sua boca se enche d´água – de saliva --, antecipando-se à comida que já via entrar na boca e precisa ser digerida. De fato, a digestão começa na boca, onde os alimentos são picados, triturados e esmagados, tudo isso antes de serem conduzidos ao estômago. E pasme: se a boca não se enchesse de saliva, não seria possível engolir o alimento, nem saber o que você tem sobre a língua!

Todo mundo produz uma pequena quantidade de saliva o tempo todo, mas a produção aumenta quase dez vezes quando uma pessoa vê, cheira ou pensa em comida. A saliva que enche a boca nessas horas é essencial por várias razões. Primeiro, somente quando dissolvidos na saliva é que pedaços microscópios desprendidos dos alimentos chegam até as papilas gustativas, que sinalizam ao cérebro o tipo de comida que você tem na boca: água, sal, ácido, doce, proteína, ou algo amargo e, portanto, potencialmente nocivo, nada bom de ser engolido. Assim, além de reconhecer o alimento pelo gosto, o seu cérebro já vai preparando o corpo para a digestão. Segundo, a saliva contém enzimas que começam a partir em pedaços menores os carboidratos, grandes moléculas de açúcar como o amido do pão.

Além disso, é a saliva que umedece e dá liga aos alimentos triturados e permite que eles sejam transformados em um grande “bolo” compacto e lubrificado, que pode ser engolido sem riscos de engasgos. Se você não acredita que comida seca não desce sem saliva, experimente o famoso Teste da Bolacha: comer três biscoitos em menos de um minuto, sem apelar para um copo d´água. É simplesmente impossível! A razão é que, mesmo trabalhando dez vezes mais rápido, as glândulas parótidas e salivares não conseguem produzir saliva com a rapidez necessária para que os pedaços de biscoito passem em menos de um minuto de paçoca a uma massa umedecida que possa deslizar até o seu estômago.

A boa notícia é que a produção de saliva é automática, comandada pelo sistema nervoso autônomo sempre que o cérebro detecta a presença de comida na boca. O interessante é que, por associação, também funciona pensar em comida, sentir o cheiro bom do almoço no fogo e até ouvir que ficou pronto aquele prato de que você gosta. O caso mais famoso de água na boca por associação, claro, é o já lendário cão do fisiologista russo Ivan Pavlov. De tanto ouvir um sino tocar antes de receber sua comida todos os dias, o animal passou a salivar em resposta ao tocar do sino, mesmo que o prato demorasse a chegar. E eu, de tanto escrever sobre comida, já fiquei com água na boca...

(Suzana Herculano – “Ciência Hoje das Crianças”)


01) Por que podemos afirmar que o texto é um artigo científico?

02) Onde foi publicado esse texto? Qual é o seu público-alvo?

03) Por que o título do texto está em forma de uma pergunta?

04) Copie do texto uma forma de nomeação:

05) Leia o segundo parágrafo do texto e localize uma explicação:

06) Leia o quarto parágrafo e localize uma exemplificação:

07) É próprio do gênero textual chamado “artigo de divulgação científica” o autor interagir com quem está lendo, como se estivesse dialogando com este. Localize, no segundo parágrafo, esse “diálogo” com o leitor:

08) Qual a intenção de se conseguir esse “diálogo” com o leitor?

09) Apesar de o texto apresentar uma linguagem informal, o autor não dispensa o uso de termos técnicos científicos. Copie três ou mais exemplos do texto:

10) Qual a finalidade do texto lido? Ela foi alcançada?

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