quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"Congresso internacional do medo" (Carlos Drummond de Andrade)

Congresso internacional do medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos,
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

(Carlos Drummond de Andrade)


01) De acordo com o texto, por que o amor dá lugar ao medo?

02) Em que verso o eu lírico sugere que o medo é tão grande que impede até as pessoas de conviver?

03) Na sua opinião, o medo é um sentimento mais forte e incontrolável que o ódio? Por quê?

04) No poema, em que verso se percebe que o medo faz parte do cotidiano das pessoas?

05) Na sua opinião, por que se sente medo dos ditadores e medo dos democratas?

06) Qual é o sujeito presente na primeira oração do poema? Classifique-o, justificando sua resposta:

07) Classifique o sujeito da última oração do texto, explicando seu raciocínio:

08) Copie o predicado presente nesta mesma oração, classificando e justificando bem:

09) Quantos períodos existem no texto? Justifique sua resposta:

10) Divida e classifique os períodos encontrados no texto, classificando-os:

11) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

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