sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma flor no meio do asfalto

Sandra, seu presente encheu de alegria o meu coração e melhor ainda (analisando o contexto em que ele chegou): de certezas. Obrigada! Obrigada mesmo! E espero que não se importe de eu trazer para cá essa delícia de poema que você tão bem pariu e a mim dedicou! Me senti valorizada, importante, ADJETIVO, e sua sensibilidade ímpar captou as minhas inquietações, cada uma delas, que, marotas, brincam de ciranda. Obrigada, mais uma vez, e você siiiim escreve bem pra caramba! Já me tornei fã, sua e do "Flor do Lácio", que sei que é apenas um trampolim para algo beeem maior que está por vir!!!


Ciranda do adjetivo

Apareceu o Adjetivo
para qualificar seres.
Saberes voltaram-se
para o ilustre personagem...
Amigo inseparável do Substantivo
Aponta-lhe qualidades
defeitos,
numa lisura gramatical
inconfundível!

Juntou-se ao Arco -iris
e o deixou
bonito,
colorido,
angelical.

Mas...

Logo apareceu o Sol vermelho
secando gotinhas peroladas!
Foi-se o Adjetivo
acompanhar o Vento
forte...
frio...
descabelador!
E quando a ira da natureza
aquietou-se...
fez -se um silêncio
profundo,
aterrorizante,
medonho!

Apareceu um passarinho!
com o canto
gostoso,
melodioso,
natural!

O Adjetivo sorriu feliz
por participar de tudo isso...
Procurou a criança
loira,
birrenta,
gordinha,
sapeca!

E tudo na Terra...
redonda
imensa
inquieta
buliçosa
foi-se tornando qualificado!

O Adjetivo engravatou-se
sério
feliz
Preocupado
com a vida familiar...
não quis mais ficar no exílio!...
com cara de bom menino
adentrou o Dicionário
e lá fez seu domicílio!!!

(Para Andreia Dequinha)

(Sandra Prado)

Um comentário:

  1. Dequinha, nunca pensei em você como classe gramaticalhehe!!, achei excepcional a ideia e o texto da Sandra. Belíssima homenagem! Digna de um painel. Você merece, menina!! Bjosss

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