quarta-feira, 13 de julho de 2011

Trabalhando com POESIA

Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.

(Cecília Meireles)

01) Qual o tema dessa poesia? Justifique sua resposta:

02) O que poderia ter levado o eu lírico a desejar a solidão? Cogite pelo menos três causas:

03) Retire da poesia um par de antíteses:

04) Explique por que podemos afirmar que o verso "Nenhum inimigo e nenhum irmão" pode ser considerado paradoxal:

05) Interprete o seguinte verso: "Não ando perdida, mas desencontrada", aproveitando para dizer se você alguma vez já se sentiu assim:

06) No verso: "A memória voou da minha fronte." há uma figura de linguagem. Identifique e explique:

07) Copie do poema todas as palavras que rimam:

08)  Explique o título do poema, relacionando-o ao tema e ao conteúdo:

09) Como se pode interpretar o verso "A memória voou da minha fronte"? Viaje!

10) Observando o verso "Que procuras? Tudo.", aproveite para dizer que tudo seria esse, substituindo essa palavra por outras que não alterem o sentido:

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