segunda-feira, 13 de junho de 2011

O sapateiro

Sapatos de todos os tipos,
empilhados, usados, manchados,
na oficina do sapateiro.

Quantas calçadas andaram
esses sapatos,
quantas festas, quantos rumos,
e, sobretudo,
quantas encruzilhadas?

Indiferente a tantas historias,
o sapateiro martela, cola,
bate sola o dia inteiro.

Então, cansado, fecha a porta
da oficina, atravessa a rua,
e vai para casa com seu sapato
furado,
que santo de casa não faz milagre.

(Rosena Murray)

01) Por que o texto acima é um poema? Como ele está distribuído?

02) Quanto ao número de versos, que semelhanças existem entre as estrofes?

03) Transcreva palavras que rimam:

04) Na primeira estrofe, predomina que tipo de sequência tipológica? Por quê?

05) De acordo com o texto, onde ficaria a "memória" dos sapatos?

06) Nos versos "Quantas calçadas andaram/ esses sapatos", a autora empregou linguagem figurada. Por quê?

07) Nas andanças de um sapato, que momento é retratado no poema como mais importante? Por quê?

08) Que palavra indica que esse é o momento mais importante? Transcreva-a:

09) Na terceira estrofe, que tipo de sequência tipológica predomina? Por quê?

10) Será que todos os sapateiros ficam mesmo indiferentes às historias dos sapatos? Explique sua visão sobre isso:

11) Explique o que você entendeu com o ditado popular presente nesse texto:

12) Explique a ironia contida na última estrofe do poema:

Um comentário:

  1. Que bonitinhoooo!! Veja só: qualquer assunto vira tema de poema...basta colocar as palavras e fazer a conexão. Há poesia em tudo, tudo fica belo quando a suavidade da poesia o toca.

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