sábado, 16 de junho de 2018

Jogo das três palavras



Ontem utilizei com as minhas turmas, pela primeira vez, esse joguinho "Diga tudo com três palavras", do Paulo Tadeu, que já comprei faz um tempo pela internet! E foi muito proveitoso! Como nos divertimos! Quantas risadas! Quanta animação! E em plena sexta-feira chuvosa... 

Então quem foi mesmo que disse que não dá pra reforçar a criatividade, o poder de síntese e o improviso ao lidar com situações hipotéticas através do lúdico e do bom-humor, hein?!? Isso é possível sim e recomendo muuuuuito o uso desse recurso, principalmente para turmas bem desanimadas, apáticas, descompromissadas! É uma ótima forma de "fisgá-las"!

Você pode jogar de várias maneiras, mas eu optei por fazer as 50 perguntas oralmente, de uma a uma, e cada aluno ia respondendo no próprio caderno, sem muito tempo para pensar. Quando fizemos a última pergunta, eu voltei a ler cada uma delas e eles iam respondendo o que haviam colocado, na ordem. Pelo menos cinco alunos tinham que explicitar a sua resposta, quando achavam mais criativa e tal! A turma escolhia a melhor resposta e o autor dela ia ganhando um pontinho! Quem acumulou mais respostas interessantes ganhou um ponto na média, como prêmio, sendo que o maior e melhor prêmio, na verdade, foi poder contar com a animação de todos! Show de bola! Experimentem!

Algumas das perguntinhas: "Você perdeu tudo que tinha na vida e foi morar embaixo da ponte. O que você diz?", "Você pediu um presente para o Papai Noel, mas ele trouxe um que não tem nada a ver. Quais são suas palavras para ele?", "Como você pediria um abraço?", "É a primeira vez que você vai a casa de alguém e a descarga quebra enquanto você está no banheiro. O que você diz ao dono da casa?", "Seu vizinho deixou o cachorro com você enquanto saía de férias, mas o animal morreu por um descuido seu. Como explicar isso?" e muitas outras!

E para quem está me perguntando onde comprar, aqui está uma possibilidade: SARAIVA! Vale super a pena o pequeno investimento, viu!!! Garanto!!! 

sábado, 21 de abril de 2018

Charge sobre Zuckerberg e o Facebook



01) Você sabe quem é Mark Zuckerberg? Se não, pesquise um pouco sobre ele para entender melhor a charge:

02) Por que e para quem ele estaria "palestrando"?

03) Observe cada emoticon presente nas placas e explique a reação de cada pessoa envolvida. Por exemplo: quem poderia ter ficado bravo com o Zuckerberg? Quem poderia ter curtido? E reprovado? E amado? E ficado surpreso? Explique da melhor maneira possível, não se esquecendo de dizer as razões de cada um (ou grupo): 

04) Você costuma utilizar muito esses emoticons? Onde?

05) Você acha que os emoticons podem substituir as palavras? Defenda o seu ponto de vista:

06) No caso do Zuckerberg, que plaquinha VOCÊ usaria? Por quê?

07) Que mensagem a charge lhe transmitiu? Comente:

08) Qual o objetivo da charge? Ela cumpriu com esse objetivo? Justifique sua resposta:

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Trabalhando com Manchetes...



01) Dois jornais. Duas manchetes. Mesmo fato. Que fato é esse?

02) Qual a principal diferença entre uma manchete e outra? Por que isso acontece?

03) O que cada imagem representa? Explique:

04) Qual imagem foi mais expressiva? Comente:

05) Qual das duas manchetes atraiu mais a sua atenção? Por quê?

06) A que conclusão você chegou depois de analisar ambas as capas? Explique:

07) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre "O Poder da Mídia":

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Atividade com a música "Que tiro foi esse?", do Gabriel O Pensador


Que tiro foi esse?

Que tiro foi esse?
Não, não vou cair no chão, pelo menos agora
Eu também sou brincalhão, mas brincadeira tem hora
fora, no meu Rio, cada vez mais gente chora
E cada vez mais gente boa tem vontade de ir embora.

O Rio que a gente adora comemora o Carnaval
E a violência apavora, ou você acha normal?
A boca que explode o silêncio do medo
O suspiro da morte banal
O lamento de um povo que implora
Por uma vitória do bem sobre o mal. 

Atenção: confusão, invasão
Tiroteio fechando a avenida outra vez
Muita bala voando e acertando
Até mesmo as crianças; às vezes bebês.

Criança, meu irmão, não é estatística: é gente
Alguém de verdade
Como a Emily Neves, menininha linda
De três aninhos de idade
Tentativa de assalto, dez tiros no carro
Não é uma fatalidade
Uma dúzia de flores num caixão pequeno 
E um adeus no "Jardim da Saudade".

João Pedro, quatro anos,
Seguia para a igreja com o pai e os irmãos, quarta-feira,
Mas um tiro acertou suas costas
E encheu de tristeza uma família inteira.

O Luís Miguel, de sete anos, 
Em casa, levantou pra pedir um copo d´água 
Mas levou uma bala perdida
E deixou sua mãe toda ensanguentada.

Meu surdo parece absurdo,
Mas muitos se fazem de surdos (conseguem)
Confundem um fuzil com foguete
Escondem os defuntos debaixo do tapete e seguem
Covardes as autoridades 
Zombam da situação
Político esperto explora o medo
E qualquer sentimento da população

A violência estúpida afeta todo mundo
Menos esses vagabundos da cúpula
Corrupta, hipócrita e nojenta
Que alimenta essa guerra
E da guerra muito tempo se alimenta. 
Se morre mais um assaltante ou assaltado, tanto faz
Pra eles, nós somos todos iguais
Operários, empresários e presidiários e policiais
Nós somos os otários ideiais.

Será que alguém duvida
Que a fortuna da corrupção bem investida
Teria salvo dezenas, centenas, 
milhares, milhões de vidas?
Desde que eu me conheço por gente
E até muito antes, quantas mortes de inocente
Valem cada anel de brilhante?

Governantes dão mau exemplo
E os valores são invertidos
Se o desonesto, malandro
O menor também quer ser bandido
Alguns, né, a minoria,
Mas não o bom Jeremias, que cresceu lá na Maré
Com e sabedoria
Lendo livros, jogando uma bola
Estudando violão e bateria
A mãe desmaiou no enterro 
Você não desmaiaria?
Que força você teria para enterrar o seu garoto?
Que forças ainda temos
Pra nos amar uns aos outros?
E nos armar de indignação por Justiça e Educação
Pra que essas e outras crianças
Não tenham morrido em vão:
Sofia, Maria Eduarda, Caíque, Fernanda, 
Arthur, Paulo Henrique, Renan,
Eduardo, Vanessa, Vitor
Esses foram ano passado
Quem será que vai ser amanhã?

(Gabriel O Pensador)


01) Você, em algum momento, já teve vontade de sair do seu estado, do seu país? Justifique sua resposta:

02) Você acha normal a violência presente, em especial, no Rio de Janeiro? Qual o perigo de as pessoas passarem a achá-la normal? Comente:

03) Circule no texto um exemplo de vocativo, justificando seu raciocínio:

04) Qual a finalidade de tal vocativo, levando em conta o contexto da música?

05) Qual o perigo de se considerar todas as mortes apenas estatística?

06) Explique o trocadilho feito com as palavras SURDO e SURDOS:

07) Que crítica encontra-se contida no verso "Confundem um fuzil com foguete"? 

08) O que Emily, João Pedro e Luís Miguel têm em comum, além de terem sido vítimas da violência?

09) Existe alguma diferença entre as mortes de adultos e de crianças? Se sim, qual? Explique: 

10) Por que para os governantes "nós somos todos iguais"?

11) Por que o autor da música considera que "Nós somos os otários ideais"? Você concorda com ele? Por quê? 

12) Explique a quem diretamente é direcionada a crítica presente na passagem "Quantas mortes de inocentes valem cana anel de brilhante?":

13) Qual a importância do Jeremias para o contexto? Explique:

14) Responda à pergunta feita no rap: "Que força você teria pra enterrar o seu garoto?"

15) A reação da mãe no enterro do filho assassinado foi atípica ou comum? Por quê?

16) Responda à indagação: "Que forças ainda temos pra nos amar uns aos outros e nos armar de indignação por Justiça e Educação"?

17) Por que o autor faz questão de citar nomes de várias crianças vítimas da violência e não colocar números?

18) O dinheiro da corrupção poderia salvar milhões de vidas? Como?

19) Que sentimento o último verso da canção nos transmite? Justifique sua resposta:

20) O título da música analisada dialoga com o título de um funk bastante conhecido. As duas têm alguma coisa em comum? Explique:

21) Que mensagem o rap lhe transmitiu?

22) Transcreva da música exemplos de oralidade, dizendo a importância para o texto como um todo:

23) Quais seriam as principais soluções para reverter toda essa problemática?

24) Que temas de redação podem ser extraídos desse rap?

25) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada na música: 

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Atividade com a música "Cor de Marte", da AnaVitória


Cor de Marte 

Me fita que eu gosto de me enxergar
Por dentro do teu olho
É tão bonito de
Tem cor de Marte
E teletransporte
Pra galáxia que mora em você.

Me passeia que eu gosto de me arrepiar
Sob tuas digitais
É impossível calar
É feito sorte
Me abraça forte 
Tateia todo meu caminho.

Me prova, me enxerga, me sinta, me cheira
E se deixa em mim
Me escuta no pé do ouvido
Todos teus sentidos 
Que afetam os meus
Que querem te ter
Que tu me escreveu
E mais uma vez... 

Me beija que eu gosto da tua textura
Do teu gosto frutado
Sorriso colado
O compasso acertado
O ritmo acelerado
Encaixado no meu

Encontro lar
No perfume da tua nuca
Na curva do teu ombro
E no teu respirar

Nas tuas pernas 
Nas mãos, teu cabelo
E no cheiro do beijo
Que faz tu grudar

Me bordou...
(AnaVitória)

01) Justifique o título da música:

02) Há traços românticos em tal canção? Se sim, quais? Explique, dizendo no que pode diferir do Romantismo propriamente dito: 

03) Explique a importância dos verbos no modo imperativo presentes no refrão da música:

04) Transcreva uma transgressão gramatical da música, justificando e adequando a mesma:

05) Que mensagem a canção lhe transmitiu?

06) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra em destaque no texto:

sábado, 31 de março de 2018

Manchete tendenciosa + artigo de opinião porreta = discussão super válida!

Revoltadíssima é pouco! Nem sei o que eu fiquei quando li a manchete ESCROTA, DESUMANA e TENDENCIOSA abaixo! Só sei que reprogramei as minhas aulas da semana e preparei a atividade abaixo, para discutir nas minhas aulas e provocar (no melhor sentido da palavra) os meus alunos! Espero que gostem, pois eles, ao que tudo indica, gostaram e participaram bastante, graças a Deus! 

Texto 01: PM que matou filha acidentalmente é morto com tiros na cabeça em Cabo Frio


O policial militar Luciano Batista Coelho, do vigésimo quinto BPM (Cabo Frio), foi morto na noite desta quarta-feira no Largo Santo Antônio, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. O cabo foi atingido na cabeça por volta das 19 h por quatro criminosos, que roubaram a arma do policial antes da fuga. 

Policiais do vigésimo quinto BPM foram acionados para o local, mas já encontraram Batista sem vida. Os policiais estão em busca dos envolvidos no assassinato. Testemunhas contam que o cabo tentou impedir uma tentativa de assalto a loja "Casas Bahia", no Centro de Cabo Frio. 



01) O que você achou da manchete do jornal? Na sua opinião, ela foi tendenciosa ou não? Justifique sua resposta: 

02) Qual o objetivo de um jornal? Essa manchete cumpriu com esse objetivo? Por quê? 

03) Aponte o que você acha que deveria ter sido mais explorado na notícia e o que pareceu ter extrapolado: 

04) Quais são os dois fatos explorados na notícia? Que ligação poderia existir entre eles? 

05) Analisando APENAS a manchete, parece que um fato ocorreu há anos ou pode dar a entender que ocorreu no dia do assassinato do PM? Pode ter dado a entender que era uma causa e consequência? Explique: 

06) A matéria condiz com a manchete? Explique seu ponto de vista:

07) Para você, sinceramente, o fato de linkarem uma matéria antiga, relacionada à vida do PM assassinado, foi algo positivo ou negativo? Por quê? 

08) Qual pareceu ter sido o objetivo do autor da matéria ao citar esse acidente antigo da vida do Luciano: exaltar o sofrimento do mesmo, enaltecê-lo como policial ou denegrir, de alguma forma, a imagem dele? Comente: 

09) Utilize a matéria para diferenciar FATO e OPINIÃO, dizendo se pode ou não ter havido uma opinião ali embutida e se isso condiz com um bom jornalismo:

10) Sabemos que a vírgula não é usada para separar o sujeito de seu predicado, porém, na manchete, tal equívoco acontece. Observe e corrija, pois o "repórter" parecia tão empenhado em associar os dois fatos que parece ter se esquecido de regras gramaticais tão básicas: 

11) Que temas de redação poderíamos extrair da matéria em questão? Cite ao menos três viáveis: 

Texto 02: A triste história do PM que morreu duas vezes 

Luciano Batista Coelho era cabo da PM, trabalhava no vigésimo quinto batalhão, em Cabo Frio. Honesto, prestativo, querido pela comunidade, um PM desses que a gente, às vezes, acha que não existe mais por aí. Estava fazendo bico como segurança -- uma forma que policiais têm de sobreviver honestamente e compensar o péssimo salário que recebem (quando recebem). Luciano fazia a segurança de uma farmácia, quando percebeu que a loja ao lado estava sendo assaltada e tentou impedir. Podia ter ficado quieto? Podia. Muitos fariam. Ele não fez. O senso de justiça falou mais alto. Luciano era um só. Os bandidos, quatro. Espalhados, disfarçados e, especialistas em ser bandidos, atiraram. Bem na cabeça, que era para matar. Quando os colegas chegaram, já era tarde demais. Luciano já estava morto, pela segunda vez. Em 2015, Luciano limpava o revólver quando um tiro atingiu Eloá, sua filha de onze meses. 

Eu errei muito, como mãe, inclusive. E morri por dentro, mil vezes, de culpa e remorso. Por falhas e omissões. Por invasões, por me calar, por falar mais do que devia, por não ter suportado um pouco mais ou não ter agido antes. Me corta a alma imaginar a angústia que Luciano precisou suportar pela vida afora. Consegue imaginar a dor? Por isso não me cabe julgar. Nem cogitar se houve falhas. Quem nunca errou na vida que atire a primeira pedra. A mim, só me cabe sentir muito. E dizer que imagino o tamanho do estrago que um acidente desses faz numa vida. Numa família. Como sobreviver a uma tragédia dessas? Nem imagino. Mas Luciano conseguiu, sem perder a doçura e a gentileza; Eu não conseguiria. 

A morte de Eloá foi acidental. Uma dessas surpresas macabras que a vida arma com a gente. Mas a morte de Luciano não foi. Luciano foi assassinado, em Cabo Frio. Maurício Chagas Barros, em Belford Roxo. Felipe Santos Mesquita, na Rocinha. Três policiais em pouco mais de doze horas. Trinta e um só este ano, e ainda estamos em março! Isso não é acidente! 

Imaginem dois times entrando em campo. Um todo equipado, bem treinado, com muitos jogadores. Outro é o time dos sem camisa: a bola é furada, uniforme desbotado, a alimentação é pouca (isso quando não vem estragada). O equipamento é antiquado, quebrado, péssimo. O time é desfalcado, a cada dia mais um pouco. Assim estamos nós, cariocas, lutando contra os péssimos governantes que elegemos, contra o abandono em que fomos jogados. Nós somos os sem camisa na Educação e na Saúde. Os PMs são os sem camisa na Segurança. Uma profissão em que se arrisca a vida, que é tão perigosa que o tipo de sangue precisa vir bordado no bolso: eles estão sem treinamento, sem atualização, sem preparo, sem salários dignos, exaustos e ainda tendo que emendar plantão e fazer bico para pagar as contas. Do outro lado, as quadrilhas armadas até os dentes, preparadas, prontas a atirar sem dó. Gente, isso não pode! Estamos morrendo em cada esquina. Estamos apavorados. Vivemos mergulhados em aflição e angústia. Temos medo de sair às ruas. Saímos e não sabemos se voltamos. Isso é muito descaso! Estamos sucateados, fruto do desgoverno que se instalou no Rio. 

Toda morte importa. Toda morte dói em alguém. Não se pode fingir que esse faroeste em que vivemos seja normal. Vivemos pendurados em gambiarras de esperanças que já mal se sustentam em pé. Até quando? Quantos mais vamos esperar morrer? No gatilho de cada arma que ceifa nossas vidas há a digital do Estado. São culpados todos os que desviaram nossos impostos. Os que só cuidaram dos próprios bolsos. Os que transformaram nosso suor em jantares, mansões, helicópteros e joias. Os que dão declarações sorridentes dizendo que não há verbas. O Estado que não equipa, não treina, não prepara seus policiais, joga a todos nós na jaula dos leões para sermos devorados. Afundamos, a cada dia mais, numa lama de desespero. O Estado que nega Educação de qualidade empurra seus jovens para a bandidagem. O Estado que não cuida da Saúde do seu povo, é um Estado assassino. Assassino por negligência, por omissão, por abandono. 

Não se trata de armar a população. Luciano estava armado e não conseguiu sair vivo. O que garante uma vida de qualidade é dar à população os direitos que todos têm. Investir verdadeiramente em Saúde, Educação e Segurança. Isso é que o traz a paz. Não se iludam. Nossa omissão está também registrada no gatilho de cada um dessas trinta e uma armas. Até quando vamos suportar sem nada fazer? Até quando vamos votar nos mesmos? Até quando vamos simplesmente não acompanhar e cobrar nossos direitos? 

PMs assassinos: presente! Povo assassinado: presente! Poder público: ausente! Como sempre! 

(Mônica Raof El Bayed)

01) Se considerássemos o título desse artigo de opinião como sendo uma manchete, ela teria a mesma abordagem da manchete já analisada? Justifique sua resposta: 

02) Explique a passagem destacada no primeiro parágrafo: 

03) Qual o objetivo dos parênteses utilizados nesse mesmo parágrafo? 

04) Transcreva do texto uma passagem que mostre uma nítida desvantagem de Luciano com relação aos bandidos: 

05) Copie do texto uma passagem que justifique o título do artigo de opinião, explicando: 

06) Você concorda que Luciano morreu mais de uma vez? Por quê? 

07) A autora, assim como quem escreveu a manchete patética e tendenciosa, também utilizou um fato doloroso do passado do Luciano, porém, com outra conotação. Qual? A que conclusão podemos chegar?

08) Copie do texto um exemplo de antítese, explicando seu raciocínio:

09) Copie do texto uma passagem que convida o leitor a refletir, participando, e qual seria o objetivo de tal recurso?

10) Por que você acha que a autora fez questão de repetir, diversas vezes, o nome do PM assassinado e não recorrer a pronomes ou afins? 

11) O assassinato de Luciano, apesar de ter sido o mote do texto, não foi o único a ser explorado. O que mais a autora denuncia e qual a opinião dela quanto a isso? E a sua? Comente: 

12) Copie do texto exemplos de oralidade, dizendo qual é a importância disso para o texto de um modo geral:

13) Segundo a autora, quais são as áreas mais problemáticas do povo carioca? Você concorda com ela? Qual seria a solução imediata para esses problemas? 

14) Para a autora, quem é o culpado por todo esse descaso com a população carioca como um todo? Você concorda com ela? Explique: 

15) No último parágrafo, há uma passagem em destaque, em que a autora levanta uma outra discussão bem polêmica: a questão do armamento, que é a solução para muitos. Qual a opinião dela sobre isso? E a sua? Você concorda? 

16) Tente enumerar três argumentos favoráveis e três desfavoráveis para a questão do armamento: 

17) Você concorda que nós também temos culpa por tudo de ruim que tem acontecido, especialmente no Rio? Justifique sua resposta: 

18) Copie do texto três bons exemplos de FATO e três de opinião: 

19) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Que sentimento ele mais despertou em você? 

20) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra sublinhada no segundo parágrafo do texto: 

quinta-feira, 8 de março de 2018

Precisamos discutir mais... hoje e sempre...!!!

Mulheres precisam querer mais 

O último censo do IBGE mostrou que as mulheres têm, em média, mais dois anos de educação que os homens. Mas, em que pese esse diferencial positivo, os salários pagos às mulheres ainda são, em média, 30% menores que os dos homens, na mesma função. Outra constatação intrigante é a de que, quanto maior o nível educacional, maior a diferença entre os rendimentos masculinos e femininos. 

Sabemos que o patriarcalismo se sustenta na pobreza da mulher. A ideia é que as mulheres não tenham dinheiro nem poder, precisem vender seu corpo para se sustentar, seja pela prostituição ou pelo casamento. Além disso, essa pesquisa mostrou que não basta ter mais educação formal para que a violência doméstica diminua. A correlação de forças entre os gêneros continua desigual e as mulheres permanecem sofrendo discriminações, tanto no espaço público quanto no privado. 

O Brasil tomou várias medidas para promover a igualdade de gênero. Começou pela Constituição Federal, que estabelece direitos iguais, reconhece a união estável, cria a licença-paternidade, equipara os direitos dos filhos independentemente da situação dos pais. Vieram, também, as Delegacias de Defesa da Mulher, o crime de assédio sexual, a Lei Maria da Penha, as Varas de Violência Doméstica. Entendemos que a opressão feminina é milenar e não será banida do dia para a noite, mas com as possibilidades que temos hoje é de espantar que a maioria das mulheres ainda esteja em tamanha desvantagem. Em outras palavras, a marcha para uma vida melhor está devagar demais

A dominação masculina transformou o mundo num lugar hostil às mulheres. Nos mínimos detalhes, as atividades profissionais remuneradas são organizadas para causar desconforto à mulher. Os ambientes são rígidos, os banheiros são sujos, o relacionamento com os outros é impessoal, os termos linguísticos são rudes, a nomenclatura dos cargos de comando está no masculino, as roupas são controladas e criticadas, isso tudo sem falar do assédio secual ou moral, de forma que as mulheres sintam medo de ser mulheres. Assim, diante de tantas dificuldades, muitas desistem antes mesmo de tentar, outras alcançam uma posição razoável e se conformam, apenas algumas poucas ousam lutar para chegar o mais alto possível. É difícil resistir à tentação de se acomodar, de aceitar a subalternidade ou dedicar-se apenas ao marido e aos filhos. 

Sim, gostamos de ser mães, de cuidar da casa e dos outros, mas isso não engloba todos os nossos anseios. Precisamos também de independência financeira, sexual e profissional, de respeito, de dignidade e de reconhecimento social. Para escapar da violência e mudar a correlação de forças temos de estar no poder. Mesmo que esse poder, instalado por homens para o bem dos homens, não seja o nosso ideal de vida. Ainda que pareça difícil suportar as contrariedades do ambiente hostil, não será possível evitar esta etapa evolutiva: ocupar os espaços para depois fazer as transformações. Enquanto as mulheres não tiverem a clareza de que é preciso querer mais, ambicionar o máximo e não se contentar com o mínimo,  os bons níveis de escolaridade não serão suficientes para vencer a imposição de inferioridade. 

Por outro lado, não podemos prescindir da colaboração dos homens nessa árdua jornada. E eles precisam começar modificando a forma como encara as relações afetivas. Sobre esse tema, David Servin-Schreiber, médico francês que escreveu dois livros para contar sua luta contra o câncer, sintetizou o assunto na obra "Podemos dizer adeus duas vezes". Depois de muitas meditações e durante os momentos finais em que passou a rever sua ida, reconheceu que não soube amar as mulheres como gostaria de ter amado. Em suas palavras: "Quando eu era muito jovem, tinha cabeça cheia de ideias imbecis sobre o assunto. Para mim, amor era coisa que o homem impunha à mulher, pois ela era por essência recalcitrante. O único modo de agir era subjugá-la. Uma história de amor era em primeiro lugar uma história de conquista, depois uma história de ocupação. Pura relação de força, na qual o homem tinha interesse em se manter na posição dominante. Nem pensar em deixar-se levar, mesmo depois de ela se render. Como a dominação era ilegítima, ele devia vigiar constantemente sua conquista, devia mantê-la sob sua influência, se quisesse evitar que ela se rebelasse. Impossível imaginar uma relação harmoniosa, uma relação baseada na troca ou numa igualdade qualquer de parceiros. Ainda me pergunto deonde me vinham aquelas ideias idiotas que deterioraram minhas histórias de amor até por volta dos meus 30 anos. Eu me esforçava por me comportar como potência ocupante. Minha busca amorosa se resumia à procura de um território para conquistar. Resultado: eu amava, às vezes loucamente, mas não era amado. Ou mesmo quando o era, não me autorizava a me sentir amado. Porque, nesse caso, precisaria depor as armas. Que tristeza ter perdido tanto tempo e tantas oportunidades de felicidade! Por fim, acabei me desvencilhando daquelas ideias grotescas, dei um salto quântico que me projetou anos-luz, num universo encantado em que as mulheres são dotadas de inteligência e conseguem compartilhar comigo uma infinidade de interesses comuns. Finalmente, fui capaz de viver verdadeiras histórias de amor, com mulheres que eram iguais a mim, humana e intelectualmente. Consegui abandonar o frustrante papel de tutor. Aprendi que há muito mais prazer em dar e receber do que em dominar ou impor-se pela sedução". 

Talvez seja isso que nossas escolas tenham de ensinar para que os níveis de instrução formal possam fazer alguma diferença. 

(Luíza Nagib Eluf) 

01) Que fato deu origem ao texto?

02) Por que esse é um fao relevante, que merece ser discutido com os leitores?

03) Segundo o texto, como são os salários das mulheres em relação aos dos homens? 

04) Que medidas foram tomadas pelo Brasil para promover a igualdade de gênero?

05) A autora do texto afirma que "não podemos prescindir da colaboração dos homens nessa árdua jornada". Que exemplo de colaboração masculina ela apresenta?

06) Esse texto é um artigo de opinião. Com que finalidade ele foi redigido? Essa finalidade foi alcançada? 

07) A autora apenas registra um problema, dá opinião sobre ele e/ou apresenta a opinião de outra pessoa? Justifique sua resposta:

08) Qual é o leitor com o qual o artigo dialoga?

09) O artigo não se limita a abordar a situação da mulher na sociedade, apontando também a do homem. Justifique essa afirmativa: 

10) Que ideia o título lhe transmitiu? Copie um trecho do texto que o justifique: 

11) Copie do texto uma antítese, explicando seu raciocínio: 

12) Transcreva do texto uma passagem que contenha uma ideia de proporcionalidade: 

13) Justifique o emprego das aspas no texto: 

14) O texto usa um argumento de autoridade? Qual? Explique seu raciocínio:

15) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

16) Diga a que classe gramatical cada palavra destacada no texto pertence: 

17) Leia atentamente o textículo e as imagens a seguir e escreva, em poucas linhas, a sua mais sincera opinião sobre o assunto, com argumentos: 

Discutir assédio em locais públicos também é falar da mulher dona do seu próprio corpo. Nas ruas, ela é alvo do escrutínio alheio por herança do machismo que ainda é prevalente na sociedade. Desde o iníco da campanha "Chega de Fiu Fiu", ficou muito claro como, para muitas pessoas, a noção de que as mulheres são donas de seus corpos simplesmente não existia. A campanha tem objetivo de conscientizar a sociedade de que a prática de cantadas é considerada ofensiva para as mulheres: 83% disseram que já deixaram de fazer alguma coisa com medo de assédio; e 90% afirmaram que já trocaram de roupa também por medo de serem assediadas. 




18) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema abordado, aproveitando, direta ou indiretamente,as charges a seguir e tentando responder à seguinte pergunta: "Qual a importância de haver UM Dia da Mulher?"