quarta-feira, 12 de julho de 2017

Chuchu (Manuel Bandeira)


Joanita,em sua última carta escrita de Haia: "Mas que saudades de chuchu com molho branco". 

Eu sei que toda gente despreza o chuchu, a coisa mais bestinha que Deus pôs no mundo, “Cucurbitácea” reles que medra em qualquer beirada de quintal. Não tenho também nenhuma ternura especial pelo chuchu, mas já reparei que há uma certa injustiça em considerar insípido um prato que é insípido só porque raras são as cozinheiras que sabem prepará-lo. 

Sei ainda que os médicos nutricionistas banem o chuchu de todas as suas dietas, dizem que o chuchu não vale nada, é uma mistura de água e celulose, desprovida de qualquer vitamina ou sal. O chuchu é meu eterno pomo da discórdia com meu querido amigo Dr. Rui Coutinho. Quando ele desfaz do chuchu em minha presença, salto logo em defesa do humilde caxixe. Argumento assim: "Antigamente, antes da descoberta das vitaminas, se dizia o mesmo da alface. Mas o sabor da planta, a boniteza de sua folha verdinha, ou talvez o instinto secreto da espécie sempre levaram o homem a comer a aristocrá- tica Lactuca sativa. Um dia se descobriu que a alface é rica em vitamina A, cálcio e ferro. Então a alface deixou de ser água e celulose, e entrou nos menus autorizados e recomendados pelos nutricionistas. 

Quem me dirá que um dia, próximo ou distante, não se descobrirá no chuchu um elemento novo, indispensável à economia orgânica? O que me parece inexplicável é que nós brasileiros persistamos em comer sem quase nenhum deleite essa coisinha verde e mole que se derrete na boca sem deixar vontade de repetir a dose.” 

Rui Coutinho sorri cético. 

Enquanto isso, na Holanda, Joanita, podendo comer os pratos mais saborosos do mundo, tem saudade é de chuchu com molho branco. Que desforra para o chuchu! 

(Manuel Bandeira)

01) A passagem destacada no início do texto pode ser considerada uma frase? Justifique sua resposta:

02) Ainda com relação à passagem que abre o texto, nela há dois segmentos. O segundo, sozinho, pode ser considerado uma frase? Por que ele vem isolado por aspas? 

03) Exlique por que "Lactucasativa" e "menus" aparecem destacados no texto: 

04) Quanto ao gênero, como você classificaria o texto? Que fato serviu de motivo para o autor escrevê-lo? 

05) No texto, há um trecho dissertativo. Que palavra introduz a dissertação? 

06) Qual é o principal argumento utilizado na defesa do chuchu? O que você pensa a respeito dele? Convenceu? 

07) Encerrado o texto, o autor afirma: "Que desforra para o chuchu!". Esse enunciado constitui uma frase? Justifique: 

08) Qual é o significado do adjetivo "insípida" em cada uma das frases seguintes: "O chuchu é uma comida insípida" e "Era uma insípida noite de verão"? 

09) Na linguagem coloquial, a expressão "pra chuchu" tem sentido de abundância. Que expressão do texto comprova esse sentido dessa expressão popular? 

10) Na frase "O chuchu é meu pomo da discórdia com meu querido amigo Dr. Rui Coutinho", qual é o sentido da expressão destacada?

11) O autor usa vários termos para se referir ao chuchu, mas a expressão a qual ele faz referência à alface é:

 (A) caxixe  (B) coisinha verde. (C) coisa bestinha. (D) Cucurbitácea reles. (E) Lactuca sativa.

12) “Eu sei que toda gente despreza o chuchu, a coisa mais bestinha que Deus pôs no mundo, "Cucurbitácea" reles que medra em qualquer beirada de quintal.” No trecho anterior, as ASPAS foram usadas na expressão grifada para informar que se trata de:

(A) ironia.  (B) populismo.  (C) estrangeirismo. (D) termo científico.  (E) ênfase na expressão.

13) Identifique a opinião do autor sobre o chuchu (transcreva): 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Um homem de consciência (Monteiro Lobato)


Chamava-se João Teodoro, . O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro. 

Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor. 

Mas João Teodoro acompanhava com aperto do coração o deperecimento visível de sua Itaoca. 

"Isto já foi muito melhor", dizia consigo. "Já teve três médicos bem bons -- agora um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje maldá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando..."

João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível. 

"É isso", deliberou lá por dentro. "Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada, então arrumo a TROUXA e boto-me fora daqui." 

Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, se julgava capaz de nada... 

Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seriíssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que cai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado -- e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-dode Itaoca!...

João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada botou-as num burro, montou seu cavalo magro e partiu.

-- Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens? 

-- Vou-me embora -- respondeu o retirante. -- Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim. 

-- Mas, como? Agora que você está delegado?

-- Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado eu não moro. Adeus. E sumiu. 

(Monteiro Lobato)

01) O que significa o "só", presente na primeira frase do texto? 

02) Que outras palavras poderiam substituir, mantendo o mesmo sentido, honestíssimo, lealíssimo e seriíssimo, respectivamente? 

03) Quantas vezes aparece, no texto, o nome "João Teodoro"? O que isso significa?

04) Reescreva a passagem destacada no primeiro parágrafo do texto, a fim de evitar repetições do nome próprio: 

05) O que diferenciava o protagonista das outras pessoas? 

06) Copie do texto dois numerais, classificando-os:

07) Qual o tipo de narrador presente no texto lido? Comprove com uma passagem dele: 

08) O que as aspas sinalizam no texto em questão? 

09) Transcreva do texto três substantivos próprios:

10) O que a palavra sublinhada no texto significa? Elabore uma frase em que ela apareça com um outro significado (dizendo qual): 

11) Qual a intenção de se repetir o vocábulo NADA no trecho destacado no sétimo parágrafo? 

12) Explique o valor semântico do diminutivo em "ser delegado numa cidadezinha daquelas...":

13) Por que a palavra DELEGADO apareceu escrita da forma "de-le-ga-do", no texto?

14) Na passagem "Pela madrugada botou-as num burro", situada no final do texto, a palavra destacada substitui que outra? 

15) Circule no texto um exemplo de vocativo, explicando seu raciocínio: 

16) Como é caracterizada a cidade de Itaoca no texto?

17) O que significa, no contexto do conto, ser "um homem de consciência"? 

18) Que outro título você daria ao texto?

19) Que mensagem ele lhe transmitiu? Comente: 

20) Ilustre a passagem do conto de que você mais gostou: 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

"Repolhos iguais" - Lya Luft


Sempre me impressiona o impulso geral de igualar a todos: ser diferente, sobretudo ser original, é defeito. Parece perigoso. E, se formos diferentes, quem sabe aqui e ali uma medicaçãozinha ajuda. 

Alguém é mais triste? Remédio nele. Deprimido? Remédio nele (ainda que tenha acabado de perder uma pessoa amada, um emprego, a saúde). Mais gordinho? Dieta nele. Mais alto? Remédio na adolescência para parar de crescer. Mais relaxado na escola? Esse é normal. Mais estudioso, estudioso demais? A gente se preocupa, vai virar nerd (se for  menina, vai demorar a conseguir marido).

Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo: meninas usam o mesmo cabelo, a mesma roupa, os mesmos trejeitos; meninos, aquele boné virado. Igualdade antes de tudo, quando a graça, o poder, a força estão na diversidade. Narizes iguais, bocas iguais, sobrancelhas iguais, posturas iguais. 

Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão? É feio, ou vergonhoso, ter mais talento, ser mais sonhador, ter mais sorte, sucesso, trabalhar mais e melhor. 

Vamos igualar tudo, como lavouras de repolhos, se possível... iguais. E assim, com tudo o que pode ser controlaado com remédios, nos tornamos uma geração medicada. Não todos -- deixo sempre aberto o espaço da exceção para ser realista, e respeitando o fato de que para muitos os remédios são uma necessidade --, mas uma parcela crescente da população é habitualmente medicada. 

Remédios para pressão alta, para dormir, para acordar, para equilibrar as emoções, para emagrecer, para ter músculos, para ter um desempenho sexual fantástico, para ter a ilusão de estar com 30 anos quando se tem 70. Faz alguns anos reina entre nós o diagnóstico de déficit de atenção para um número assustador de crianças. 

Não sou psiquiatra, mas a esta altura de minha vida criei e acompanhei e vi muitas crianças mais agitadas, ou distraídas, mas nem por isso precisadas de medicação a torto e a direito. Fala-se, não sei em que lugar deste mundo doido, em botar Ritalina na merenda das escolas públicas. Tal fúria de igualitarismo esconde uma ideologia tola e falsa. 

Se déssemos a 100 pessoas a mesma quantidade de dinheiro, e as mesmas oportunidades, em dois anos todas teriam destino diferente: algumas multiplicariam o dinheiro; outras o esbanjariam; outros o guardariam; outras ainda o dedicariam ao bem (ou ao mal) alheio. 

Então, quem sabe, querer apaziguar todas as crianças e jovens com medicamentos para que não estorvem os professores já desesperados por falta de estímulo e condições, ou para permitir aos pais se preocuparem menos, ou ajudar as babás enquanto os pais trabalham ou fazem academia ou simplesmente viajam, nem valerá a pena. 

Teremos mais crianças e jovens aturdidos, crianças e jovens mais violentos e inquietos quando a medicação for suspensa. Bastam, para desatenção, agitação e tantas dificuldades, relacionadas, as circunstâncias de vida atual. 

Recentemente, uma pediatra experiente me relatou que a cada tantos anos aparecem em seu consultório mais crianças confusas, atônitas, agitadas demais, algumas apenas sofrendo por separações e novos casamentos, em que os filhos, que não querem se separar de ninguém, são puxados de um lado para o outro, sem casa fixa, um centro de referência, um casal de pais sempre os mesmos. 

Quem as traz são mães ou pais em igual estado. Correrias, compromissos, ansiedade por estar na crista da onda, por participar e ser o primeiro, por não ficar para trás, por não ser ignorado, por cumprir os horários, as prescrições, os comandos, tudo o que tantas pressões sociais e culturais ordenam, realmente estão nos tornando eternos angustiados e permanentes aflitos. 

Mudar de vida é difícil. Em lugar de correr mais, parar para pensar, roubar alguns minutos para olhar, contemplar, meditar, também é difícil, pois é fugir do padrão. Então seguimos em frente, nervosos com nossos filhos mais nervosos. Haja psicólogo, psiquiatra e medicamento para sermos todos uns repolhos iguais.
(Lya Luft - "Revista Veja" - São Paulo)

01) No fragmento "Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão?", a estrutura em destaque traduz: 

(A) a dúvida em relação à veracidade dessa igualdade que tanto se busca. 
(B) a importância que a sociedade moderna atribui à diversidade.
(C) uma crítica às escolas que ainda admitem a reprovação.
(D) a ideia de um futuro próximo em que ocorrerá a supervalorização do igualitarismo.

02) Com base na leitura do texto, considere as afirmativas seguintes e assinale com V as verdadeiras e com F, as falsas: 

(   ) Existe, hoje, uma banalização do uso de medicamentos, os quais atuam como instrumentos de cura nas situações mais inusitadas.
(   ) A fragilidade dos laços afetivos na família, respaldada pela diversidade de pressões sociais e culturais, tem responsabilidade na angústia e na aflição que caracterizam, atualmente, as pessoas. 
(    ) A fuga ao padrão pré-estabelecido é difícil porque significa posicionar-se contra a corrente. 
(    ) A igualdade só traz benefícios às pessoas, pois evita os conflitos. 
(    ) Na ansiedade de obedecer aos padrões impostos pela sociedade, as pessoas têm-se esquecido de que a diversidade é a condição da ação humana. 

A sequência CORRETA é:

(A) V - F - V - F - V
(B) F - V - F - V - F 
(C) V - V - V - F - V
(D) F - F - F - V - V

03) Sabemos que um título bem empregado valoriza um texto. Isso ocorreu com o texto em questão? Copie do texto uma passagem que justifique o emprego de tal título: 

04) Que outro título você daria ao texto? 

05) Qual a "solução" mais utilizada para adequar as pessoas que ousam ser diferentes? O que você pensa sobre isso? Justifique sua resposta:

06) Transcreva do texto uma passagem que utiliza a linguagem coloquial: 

07) Qual o sentido da conjunção na passagem "Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo"? 

08) Qual a função das passagens entre parênteses, situadas no segundo parágrafo? 

09) Por que a autora afirma que, para a sociedade, ser original parece ser perigoso? O que você pensa a respeito disso? Comente: 

10) Por que a palavra "nerd" aparece em itálico no texto? 

11) O texto faz uma crítica ao uso exagerado de remédios. Retire um trecho que comprove tal afirmação: 

12) Que recurso foi utilizado na passagem "Narizes iguais, bocas iguais, sobrancelhas iguais, posturas iguais" e com que objetivo? 

13) Podemos afirmar que há ironia no trecho "Vamos igualar tudo, como lavouras de repolhos, se possível... iguais"? Justifique sua resposta:

14)  No trecho acima, determine o valor semântico das conjunções COMO e SE: 

15) Retire do terceiro parágrafo: 

a) um trecho em que se usa a vírgula para separar itens de uma enumeração:

b) um trecho em que se empregou a vírgula para omitir um verbo: 

16) Posicione-se sobre a passagem "Fala-se, não sei em que lugar deste mundo louco, em botar Ritalina na merenda das escolas públicas", apontando a palavra ali presente que expressa OPINIÃO da autora: 

17) O que a autora quis dizer com a informação "Não sou psiquiatra"? 

18) Você se considera um "repolho igual"? Justifique sua resposta: 

19) No oitavo parágrafo, a autora usa como exemplo um valor monetário dado, de igual forma, a várias pessoas. Imagine que esse valor seja de R$ 1000,00.

a) O que você faria se recebesse tal quantia? 

b) O que você imagina que seus pais fariam se recebessem essa quantia? 

c) De que forma essa passagem confirma a ideia de que nem todos são iguais? 

20) Afinal, o texto lido é um artigo de opinião ou um editorial? Justifique sua resposta: 

21) Transcreva do texto um exemplo de polissíndeto, explicando seu raciocínio:

22) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

23) A partir da leitura do texto, analise as seguintes proposições:

I - A autora critica a tendência generalista de igualitarismo vazio e sem sentido.
II - A autora critica a atuação dos médicos pela prescrição excessiva de medicamentos.
III - A autora cririca os pais pela falta de compromisso com os filhos.
IV - A autora critica os filhos pela falta de controle emocional.

Assinale a alternativa CORRETA:

(A) Somente as proposições I e II são corretas.
(B) Somente as proposições I e III são corretas.
(C) Somente as proposições II e IV são corretas.
(D) Somente as proposições III e IV são corretas.

24) O texto apresenta várias estratégias argumentativas. Considere as proposições:

I – O trecho “vamos igualar tudo, como lavouras de repolhos, se possível… iguais. E assim, com tudo o que pode ser controlado com remédios, nos tornamos uma geração medicada. Não todos – deixo sempre aberto o espaço da exceção para ser realista, e respeitando o fato de que para muitos os remédios são uma necessidade -, mas uma parcela crescente da população é habitualmente medicada.”-->  indica uma restrição, que evidencia cautela por parte da autora.

II – O fragmento “não sou psiquiatra, mas a esta altura de minha vida criei e acompanhei e vi muitas crianças mais agitadas, ou distraídas, mas nem por isso precisadas de medicação a torto e a direito.” --> revela uma contra-argumentação a uma reação de leitor que poderia desautorizar o posicionamento da autora.

III – O emprego do plural em “não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo”--> constitui estratégia para envolver o leitor na situação comentada.

IV – O fragmento “recentemente, uma pediatra experiente me relatou...” --> mostra que a autora relata a posição de um especialista, que se diferencia de seu posicionamento.

V – O fragmento “mudar de vida é difícil.” -->  evidencia a falta de conhecimento da autora sobre as alternativas para o redimensionamento da problemática discutida no texto.

Assinale a alternativa CORRETA:

(A) Somente as proposições I, II e IV são corretas.
(B) Somente as proposições I, II e III são corretas.
(C) Somente as proposições II, IV e V são corretas.
(D) Somente as proposições III, IV e V são corretas.

25) As alternativas apresentam segmentos em que a autora exprime opinião pessoal ou posicionamento crítico, EXCETO:

(A) “Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão?”
(B) “Remédios para pressão alta, para dormir, para acordar, para equilibrar as emoções, para emagrecer, para ter músculos”
(C) “Sempre me impressiona o impulso geral de igualar a todos: ser diferente, sobretudo ser original, é defeito. Parece perigoso.”
(D) “Então seguimos em frente, nervosos com nossos filhos mais nervosos. Haja psicólogo, psiquiatra e medicamento para sermos todos uns repolhos iguais.”

26) Em relação à análise dos sinais de pontuação destacados nos trechos, as alternativas são corretas, EXCETO:

(A) [...] “algumas multiplicariam o dinheiro; outras o esbanjariam; outras o guardariam; outras ainda o dedicariam ao bem (ou ao mal) alheio”. O ponto-e-vírgula separa orações coordenadas não unidas por conjunção, que guardem relação entre si.

(B) “Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo: meninas usam o mesmo cabelo, a mesma roupa, os mesmos trejeitos; meninos, aquele boné virado” Os dois-pontos introduzem argumentos que respaldam o que foi afirmado anteriormente no texto.

(C) “[...] outras ainda o dedicariam ao bem (ou ao mal) alheio”. Os parênteses separam uma indicação de comentário/reflexão feito pela autora.

 (D) “E, se formos diferentes, quem sabe aqui e ali uma medicaçãozinha ajuda.”. As vírgulas foram empregadas para indicar a elipse de um termo.

27) Todos os trechos justificam o título do texto, EXCETO:

(A) “Quem as traz são mães ou pais em igual estado.”.
(B) “Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo”.
(C) “algumas multiplicariam o dinheiro; outras o esbanjariam; outras o guardariam”.
(D) “reina entre nós o diagnóstico de déficit de atenção para um número assustador de crianças”.

28) Leia o trecho: “Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão? É feio, ou vergonhoso, ter mais talento, ser mais sonhador, ter mais sorte, sucesso, trabalhar mais e melhor.”. É correto inferir do texto, EXCETO:

(A) A autora critica o sistema educacional.
(B) A autora defende a ideologia das diferenças.
(C) A autora zela pelo tratamento igualitário a todos.
(D) A autora reconhece o mérito daqueles que se destacam.

29) O trecho “Fala-se, não sei em que lugar deste mundo louco, em botar Ritalina na merenda das escolas públicas. Tal fúria de igualitarismo esconde uma ideologia tola e falsa.” evidencia que a autora:

(A) mostra que toda ideologia traz prejuízos para a sociedade.
(B) procura se isentar de um compromisso em relação à informação absurda.
(C) critica o fato de as escolas tentarem diminuir a heterogeneidade entre estudantes.
(D) busca preservar os médicos que receitam Ritalina como estratégia para acalmar as crianças.

30) “Remédios para pressão alta, para dormir, para acordar, para equilibrar as emoções, para emagrecer, para ter músculos, para ter um desempenho sexual fantástico, para ter a ilusão de estar com 30 anos quando se tem 70.”.

No trecho acima é CORRETO afirmar que a disposição estrutural dos elementos:

(A) Vai do necessário ao aparente.
(B) Valoriza o envelhecimento saudável.
(C) Reconhece a importância da aparência.
(D) Mostra a dependência aos medicamentos.

31) Em “Sempre me impressiona o impulso geral de igualar a todos: ser diferente, sobretudo ser original, é defeito.”, o emprego de “sobretudo”, nesse fragmento, indica que a autora:

(A) Valoriza a ideia de “ser diferente”.
(B) Descarta a importância de “ser original”.
(C) Considera que “ser diferente” e “ser original” são sinônimos.
(D) Indica uma escala em que “ser original” é mais do que “ser diferente”.

32) De que forma a tirinha do Armandinho, a seguir, dialoga com o texto? Ela reforça ou contradiz a visão da autora? Justifique sua resposta:



(Participação especial das amigas Lívia Ramos e Aparecida Ferreira de Carvalho
na elaboração de algumas questões!)  

terça-feira, 20 de junho de 2017

Minha árvore de botões!

Apesar de trabalhar com Língua Portuguesa, Literatura e Produção Textual, já me aventurei dando aulas, no passado, de Artes e eu amava! Aprendi muita coisa, dentre elas a perder o medo de colocar no papel o que me vinha à telha, desenhando... É algo que muito estimulo no meu filho Miguel, de 7 anos, e ele, felizmente, vive dizendo SIM a cada convite meu! 

Hoje terminei de fazer a minha árvore de botões, inspirada por minha amiga Flávia Damas, professora de Artes e que tem tanta ideia show de bola, que eu sempre tento colocar em prática! Adoro ser "cobaia" dela e nunca vou entender a resistência que tantos alunos têm com relação a tal disciplina! 



E que tal você criar a sua árvore, hein?!? Ou levar a proposta para os seus alunos?!? Vamos lá?!? 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Receita de um outro monstrinho...

Na reunião de pais da escola do meu filho, conheci outra dinâmica do "Monstrinho" (já postei aqui), que também aproveito para compartilhar com vocês, já que é sempre muito bom termos "várias cartas na manga", né?!? Sempre alguma delas vai servir...

Pedir para que cada pessoa desenhe instrução por instrução (seguindo a lista de comanda abaixo!): 

01) Uma cabeça redonda e grande;
02) Um corpo pequeno coberto de pelos;
03) Braços compridos com mãos pequenas e garras afiadas;
04) Pernas curtas;
05) Pés grandes e arredondados;
06) Um olho no meio da testa;
07) Orelhas pontiagudas;
08) Nariz com narinas quadradas;
09) Boca grande e dentes falhados;

No final da atividade perguntar se todos os montrinhos ficaram iguais... Por que não ficaram, se todos obedeceram aos mesmos comandos? Como associar isso à vida e à sala de aula, especialmente?

Compartilho, cheia de coragem, o monstrinho que eu desenhei na reunião e também o que o meu filho Miguel desenhou, depois, em casa, já que adora essas ideias!



quarta-feira, 7 de junho de 2017

Dia do Meio Ambiente!

Fim do mundo?

-- Mãe, disseram que o mundo vai acabar.
-- Sim, querida, andam dizendo isso, ___________ é bobagem.
-- Você não acredita?
-- Não.
-- Por quê?
-- Ah... ____________ o mundo não vai acabar assim, de repente.
-- Não?! Não entendi...
-- Não vai, filha. Eu acho que o mundo pode acabar sim, _________ aos pouquinhos, entende?
-- Aos pouquinhos?
-- Sim... por exemplo, se não cuidarmos dele, aí sim o mundo pode acabar. As pessoas andam maltratando muito a natureza, _________ tudo que temos hoje um dia pode acabar, como árvores, alguns animais, água...
-- A professora disse que a água doce do planeta está acabando __________ a gente está poluindo demais.
-- É verdade...
-- Não quero que a água acabe, mãe.
-- Sim, filha. Eu também não quero. Então _______ nós cuidamos da água ______ ela irá acabar.
-- Já sei, mãe! Tive uma ideia! Vou criar uma máquina! Assim a água não vai acabar aos pouquinhos ________ sempre teremos água limpa.
-- Hummm. Que interessante... Uma máquina para reciclar água?!
-- Não... máquina de reciclar o homem, mãe. 
(Gleice Coelho)

01) Invente uma fala para substituir a última fala da filha, criando um novo final para o texto lido:

02) Elabore duas falas para a mãe (uma para complementar o final original e outra para complementar a fala que você criou para a questão anterior!):

03) Preencha as lacunas do texto com as conjunções adequadas: 

04) Você acredita em fim do mundo? Comente a sua resposta: 

05) Circule no texto todos os vocativos, explicando a importância deles para o entendimento do mesmo: 

06) Por que podemos afirmar que o texto foi construído em forma de diálogo? 

07) O que cada charge a seguir critica? Comente: 

08) O que elas têm em comum? E com o texto lido? Explique: 



09) De qual charge você gostou mais? Por quê? 

10) Você acha importante comemorar o "Dia do Meio Ambiente"? Justifique sua resposta: 

sábado, 3 de junho de 2017

Minha caixinha de gêneros textuais!


Hoje peguei uma caixinha de sapato que estava rolando por aqui e a transformei em uma caixinha de gêneros textuais, que pretendo levar para os meus alunos! A questão dos gêneros é bem interessante e a partir dela se pode explorar muitos terrenos, cada qual mais interessante que o outro! Adooooooooooooooro! 

Catei um monte de crônicas, horóscopos, receitas culinárias, charges, obras de arte, notícias de jornais, entrevista, folheto, bula de remédio, propaganda, adivinha, etc... e fui colocando dentro da caixinha, que promete! Dessa forma, rápida, os alunos aprenderão a reconhecer mole mole cada gênero! Aí é partir para as características de cada um deles... explorar tudinho o que se desejar... 

Tomara que sirva de "aquecimento" para ótimas atividades! E fica aqui a dica, pra quem também quiser experimentar!